Geografia volume 3 Manual do Professor



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Geografia
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24/05/13 09:15


Ampliou-se significativamente a diversidade nas abordagens sobre o ensino de Geografia. Os materiais didáticos, 
que há muito tempo estavam restritos a poucos manuais, tiveram produção crescente em quantidade e qualidade. 
Além disso, a avaliação dos livros didáticos, promovida pelo Governo Federal, também influenciou positivamente 
a produção desses materiais. É necessário enfatizar que o país passou a contar com um referencial curricular 
nacional, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), ampliado pelos documentos subsequentes, como o PCN+, 
com orientações específicas para a adoção desses parâmetros em cada uma das disciplinas, além das proposições 
curriculares elaboradas nos estados pelas Secretarias de Educação. Lembremos também que, no ano de 2012, 
foram definidas as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (2012: 1), documento que contém
princípios, fundamentos e procedimentos, definidos pelo Conselho Nacional de Educação, para orientar 
as políticas públicas educacionais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na ela-
boração, planejamento, implementação e avaliação das propostas curriculares das unidades escolares 
públicas e particulares que oferecem o Ensino Médio.
Ainda que esse documento não esteja especialmente relacionado à disciplina de Geografia, ele nos indica uma 
reformulada organização governamental sobre o ensino básico brasileiro.
 Desafios para o ensino de Geografia no século XXI
As transformações que se verificam no momento atual da história da humanidade trazem consigo preocupações 
que historicamente envolvem a pesquisa e o ensino de Geografia que, depois de várias fases (não necessariamente 
lineares) e diferentes enfoques teóricos, encontra-se, mais uma vez, instigada a responder a questionamentos como: 
De que maneira sensibilizar e demonstrar aos alunos a importância do conhecimento da Geografia para a sua vida
em suas múltiplas dimensões? Quais são os conteúdos realmente importantes num mundo em constante e rápida 
transformação? Como abordar, no ensino básico, questões complexas, como a relação sociedade-natureza? 
Com relação ao campo específico do ensino de Geografia, um dos aspectos que vêm sendo abordados pela 
literatura é a preocupação com o desenvolvimento, por parte do aluno, da leitura crítica do espaço geográfico, 
sobretudo do ambiente em que o educando vive. Não há dúvida de que a Geografia tem um papel fundamental 
no desenvolvimento dessa leitura crítica e que necessita da participação das demais disciplinas escolares nessa 
proposta, ou seja, da construção do conhecimento com base na interdisciplinaridade, como indicado nas Diretrizes 
Curriculares Nacionais Gerais para o ensino básico, já apresentadas anteriormente. 
O ensino de Geografia tem hoje, portanto, grande importância na formação do educando. É necessário que 
o aluno utilize saberes e métodos em benefício da construção de sua cidadania e de uma sociedade mais justa. 
Assim, devemos tratar as questões que dizem respeito às diversidades sociais e à relação sociedade-natureza em 
uma perspectiva que permita ao aluno reconhecer o seu papel nesse processo. As abordagens geográficas em 
diferentes escalas também devem ser desenvolvidas, pois possibilitarão ao aluno diferenciar o local e o global e 
relacioná-los, buscando compreender a totalidade das relações sociais. 
Sobre a relação sociedade-natureza, são fundamentais as reflexões de Porto-Gonçalves (1990), que esclarece que 
o conceito de natureza não é natural, pois cada sociedade constrói uma determinada ideia do que seja natureza, 
ideia esta que vai se tornar o pilar de suas relações sociais e de sua cultura. 
O conceito de natureza é, portanto, um conceito chave em todas as culturas. Na nossa sociedade ocidental e 
capitalista, a natureza se define por aquilo que se opõe à cultura, ou seja, esta é superior e domina a natureza. 
Diante dessa constatação, o referido autor chama a atenção para o fato de que o homem “é” o sujeito em relação 
à natureza, mas por outro lado também pode “estar” sujeito a essa mesma natureza, conforme suas próprias 
palavras:

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