Geografia volume 3 Manual do Professor



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24/05/13 09:15


índice importante criado naquela bolsa é o Nasdaq Composite, uma bolsa eletrônica que expressa a movimentação 
de capital das atividades dos setores de computadores (incluindo as máquinas e os programas), da rede mundial de 
computadores e de biotecnologia, chamados de nova economia.
A nova economia registrou uma enorme valorização nos últimos anos da década de 1990. Dada a importância dos 
Estados Unidos na produção de artefatos de base tecnológica, o índice Nasdaq passou a ser a principal referência para 
as empresas e investidores dos setores envolvidos com produtos de alta tecnologia. Muitos investidores da velha eco-
nomia passaram a investir seus recursos na Nasdaq, esperando obter ganhos no futuro com as invenções e aplicações 
de novos produtos vindos da pesquisa em biotecnologia e em informática.
Entretanto, a nova economia oscila entre períodos de crescimento vertiginoso e a fuga repentina de seus investidores 
para outras opções de investimento, como ocorreu em abril de 2000, quando o índice Nasdaq chegou a cair quase 10% 
em um único dia, com a perda de mais de 2 trilhões de dólares em uma semana. Muitos analistas vislumbram nessas 
oscilações um indício de uma crise mais ampla do capitalismo. Outros, porém acreditam tratar-se apenas de um acerto 
de contas devido à elevação rápida dos preços das ações. Só a história dirá quem tem razão.
Fonte: RIBEIRO, Wagner Costa. Relações internacionais: cenários para o século XXI. São Paulo: Scipione, 2000. p. 24-33.
TEXTO 2: RAÍZES DA DEPENDÊNCIA
Aos países latino-americanos, desde a época colonial, foi destinado o papel de fornecedores de produtos agrícolas 
e minerais para as metrópoles europeias. Mesmo quando, a partir do século XIX, o processo de descolonização propi-
ciou a independência, a maioria deles continuou a produzir praticamente os mesmos produtos da época colonial. Isso 
demonstrava que, embora a independência política tivesse sido alcançada, a dependência econômica persistia.
Atualmente, a expressão econômica dos países latino-americanos é bastante diferenciada. A Argentina, o Brasil e o 
México desfrutam de uma condição econômica superior à dos demais países. Essa diferenciação tornou-se patente a 
partir do processo de decolagem industrial que se verificou, principalmente após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A industrialização afetou os países latino-americanos com intensidades diferentes. Os pequenos países, como os 
da América Central, com limitados mercados internos, foram pouco afetados. De maneira geral, suas indústrias apenas 
beneficiam matérias-primas do setor primário. Os de tamanho médio, como a Colômbia, o Peru, a Venezuela e o Chile, só 
o foram parcialmente. Nesses países já existem, com alguma expressão, indústrias de base e de bens de consumo duráveis.
O Brasil, a Argentina e o México passaram por um intenso processo de industrialização e urbanização, que tornou 
suas economias mais complexas e causou mudanças profundas em suas respectivas sociedades, bem como em seu 
relacionamento com os Estados Unidos.
Por isso, esses três países passaram a desfrutar de uma relativa autonomia no âmbito diplomático, que lhes permitiu, 
por exemplo, praticar, em alguns momentos, uma política externa independente em relação aos Estados Unidos. Em 
outras palavras, foi-lhes possível não se alinhar automaticamente com os Estados Unidos em certas questões interna-
cionais. Do ponto de vista econômico, puderam participar mais ativamente do comércio internacional, chegando, em 
alguns casos, a concorrer, em condições vantajosas, em mercados dominados tradicionalmente pelos países do Primeiro 
Mundo (por exemplo, nos mercados africanos ou nos do Oriente Médio).
Os países latino-americanos, em maior ou menor grau, passaram, nas três décadas posteriores à Segunda Guerra 
Mundial, por um processo de acelerado crescimento econômico. Porém, esse processo de crescimento apresentou claros 
sinais de estagnação na década de 1980. Pode-se até afirmar que, nessa década, a América Latina foi a região do mundo 
que menos cresceu economicamente. Por causa disso, esse período passou a ser conhecido como a “década perdida”.

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