Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano


O grupo de países não alinhados e o G-77



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O grupo de países não alinhados e o G-77
Em contrapartida à formação do grupo dos sete países mais ricos do mundo – o G-7, reunindo Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália –, os países pobres também passaram a se reunir em cúpulas, reuniões e encontros para debater seus problemas em comum.
Em 1955, líderes de 27 estados africanos e asiáticos se reuniram na cidade de Bandung, na Indonésia, para participar de uma conferência na qual buscavam defender princípios fundamentais, como o direito de todos os povos à autodeterminação e a luta pela independência.
Autodeterminação: faculdade de um povo de determinar o rumo político de seu país por meio do voto de seus habitantes.
Esses líderes defendiam a cooperação econômica e cultural entre as nações participantes, como forma de oposição ao processo colonialista ou ao imperialismo imposto pelas potências estadunidense e soviética.
Em 1964, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, 77 países, entre eles o Brasil, fundaram o G-77, que hoje conta com 131 membros, com o objetivo principal de defender seus interesses econômicos.
Desde então, outras 15 conferências aconteceram ao longo dos anos. Em 2014, na Bolívia, reuniram-se representantes dos continentes asiático, africano e latino-americano mais a China, além de organizações que participaram como observadoras.
Nessa conferência foram discutidos, por exemplo, os conflitos no Oriente Médio e a transferência de tecnologia para os países menos desenvolvidos.
Desse modo, esses países objetivam criar uma espécie de “nova ordem mundial”, pautada numa maior abertura para diálogo com os “países do Sul”.
O G-77 tem procurado também atualizar suas propostas para o mundo globalizado ao enfatizar os princípios de unidade e de não agressão mútua. Assim, busca renovar seu papel e enfatizar a cooperação entre os Estados nas negociações políticas com os países desenvolvidos.

AIZAR RALDES/AFP
Líderes e representantes dos paídes em desenvolvimento em conferência do G-77 de 2014, na Bolívia. O evento patrocinado pela ONU busca uma nova ordem econômica mais justa.

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África
Embora nas últimas décadas muitos países africanos tenham registrado crescimento do PIB entre 6% e 7% ao ano e terem recebido muitos investimentos, o continente africano ainda é o que enfrenta os mais sérios problemas socioeconômicos.
O baixo desenvolvimento pode ser medido com base em alguns índices: o PIB, a linha de pobreza estabelecida pelo Banco Mundial e o IDH. O PIB total da África corresponde a apenas 3,5% do PIB mundial; aproximadamente 44% da população africana vive com menos de 1,90 dólar por dia, ou seja, com valor abaixo da linha de pobreza definida pelo Banco Mundial.
Com exceção das ilhas Seichelles e Maurício, localizadas no Oceano Índico, e de Tunísia e Argélia, no norte do continente, as demais nações africanas apresentam IDH médio e baixo.
A continuidade dos conflitos armados, o avanço de epidemias (como a malária, o ebola e a Aids), a falta de assistência médica, as precárias condições de saneamento básico e, consequentemente, o agravamento da miséria são problemas constantes em muitas nações que compõem esse continente. Por isso, muitas delas dependem da ajuda da comunidade e das organizações internacionais, como a ONU.
Outra forma de tentar diminuir a distância que separa esses países das demais nações do globo vem da busca de novos mercados, ampliando o comércio para além das relações restritas com as antigas metrópoles coloniais, principalmente França, Inglaterra e Portugal. Algumas tentativas recentes foram os encontros realizados anualmente a partir de 2003, como o das cúpulas África-China, nos quais há grande interesse dos chineses pelas matérias-primas africanas; e nos Fóruns IBSA (Índia-Brasil-África do Sul).
Entre 2000 e 2013, o valor das relações comerciais (exportações e importações) entre o Brasil e os países africanos saltou de pouco mais de 110 bilhões de dólares para 481 bilhões (observe o gráfico). O principal produto importado pelo Brasil é o petróleo (Angola, Argélia e Nigéria) e, entre os produtos exportados, o açúcar se destaca.

BRUNA FAVA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: . Acesso em: fev. 2016.

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