Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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Interdisciplinaridade Sociologia
Alguns intelectuais europeus se destacam na discussão socioeconômica contemporânea, como o sociólogo britânico Anthony Giddens e o pensador alemão Ulrich Beck. Leia sobre eles no Manual do Professor.
Aspectos demográficos
Em 2013, a Europa tinha pouco mais de 740 milhões de habitantes, o que faz com que a maioria de seus países, por causa de suas dimensões territoriais, seja bastante povoada. Porém, a distribuição dessa população é irregular, em virtude de fatores como clima e desenvolvimento econômico.
Outro fator importante para entender as diferentes densidades demográficas atualmente é a livre circulação de pessoas, propiciada pela integração econômica ocorrida após a Segunda Guerra Mundial, que intensificou o movimento de trabalhadores de países europeus mais pobres em direção aos mais ricos.
Em relação ao crescimento populacional, as taxas estão entre as mais baixas do mundo, chegando a ser negativas em alguns países. A queda nos índices de natalidade é o fator mais importante para entender esse processo. As maiores cidades europeias são Londres, Paris e Moscou. Observe, a seguir, o mapa da densidade demográfica na Europa.

MAPS WORLD
Fonte: Atlante geografico di base 2013-2014. Novara: Istituto Geografico de Agostini, 2013. p. 111.

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Deslocamento populacional
Com as Grandes Navegações, no fim do século XV, os europeus foram responsáveis pela colonização de outros continentes, iniciando um processo de dispersão de sua população pelo mundo. As perseguições religiosas e as crises econômicas que assolaram o continente nos séculos seguintes contribuíram para a saída de milhões de europeus em busca de melhores condições de vida.
No entanto, após a Segunda Guerra Mundial, países como Reino Unido, França, Alemanha, entre outros, passaram a incentivar a vinda de imigrantes, oriundos principalmente de suas ex-colônias na África e na Ásia. Essa mão de obra abundante e barata foi fundamental para a reconstrução econômica da Europa.
A partir da década de 1970, com a crise econômica e o consequente aumento do desemprego, os imigrantes já não eram tão bem-vindos. Isso levou ao surgimento de movimentos contrários à entrada e à permanência desses imigrantes.
Esse sentimento, caracterizado como xenofobia, foi responsável pelo surgimento de diversos partidos e grupos resistentes à entrada de estrangeiros, em geral, professando ideologias neonazistas e ultranacionalistas de direita. A partir de então, muitos imigrantes e seus descendentes tornaram-se alvos de hostilizações. Esse tema será retomado na Unidade 3 deste livro.
Ultranacionalismo: exacerbação, exaltação da ideologia que enaltece o Estado Nacional como forma ideal de organização política; lealdade absoluta por parte dos cidadãos pelo que é próprio da nação a que se pertence, a partir do qual se pode levar à manifestação de xenofobia e/ou ao racismo.
Xenofobia: aversão a outras etnias e culturas ou àquilo que seja estrangeiro.

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