Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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ANÁLISE E DEBATE
NÃO ESCREVA NO LIVRO!
Analise a charge a seguir e, em grupo, respondam às questões propostas.
1. Qual é o tema abordado na charge?
2. O que os seres do planeta querem dizer?
3. Que fatos históricos podem exemplificar o receio desses seres?
4. Debatam a seguinte situação: um determinado país enfrenta uma grave instabilidade política interna, com violação dos direitos civis e humanos, perseguição a minorias, entre outros problemas. Vocês seriam favoráveis ou contrários a uma intervenção estrangeira para resolver esses problemas?

LUTE
Regiões dos Estados Unidos
Em relação à organização econômica do espaço geográfico dos Estados Unidos, podemos dividi-los em diferentes regiões. Observe o mapa a seguir:

MARIO YOSHIDA
Fonte: BATTISTONI-LEMIÉRE, Anne; NONJON, Alain. Cartes em Mains. Méthodologie de la cartographie. Paris: Ellipses, 2014. p. 193.

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CARTOGRAFANDO
Regiões econômicas
A análise e a interpretação do mapa das regiões econômicas dos Estados Unidos exigem bastante atenção por parte do leitor, uma vez que muitas informações aparecem sobrepostas. Em primeiro lugar, devemos fazer uma leitura atenta da legenda, distinguindo os elementos zonais, pontuais e lineares.
Os zonais representam fenômenos que se estendem por grande parte do espaço geográfico e, nesse caso, estão divididos em três macrorregiões: o Centro decisório e financeiro, a Nordeste; a Zona Industrial e de serviços, ao Sul e Oeste; e a Zona predominantemente agrícola e de áreas naturais, no Centro-norte do país.
Quanto aos pontuais, eles se referem a algumas localidades importantes, sejam cidades de diversas grandezas (Global, Mundiais, Metrópoles); tecnopolos, universidades ou aeroportos.
Por fim, os elementos lineares dizem respeito às conexões de diversos pontos, como no caso dos eixos de transporte, ou designam limites entre duas áreas, como no caso das fronteiras. Ao longo desta unidade, você vai se deparar com outros mapas semelhantes.
A região nordeste desse país, a primeira a ser colonizada e, hoje, uma das mais urbanizadas do planeta, é considerada o centro decisório e financeiro do país. Nessa região, está a megalópole formada pelas cidades de Washington (a capital do país), Baltimore, Filadélfia, Nova York e Boston. Ela concentra também importantes polos de pesquisa, como a Universidade de Harvard, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e empresas de alta tecnologia. Nova York, a maior cidade do país, apresentava, em 2015, mais de 19,8 milhões de habitantes na sua área metropolitana e é considerada a “capital financeira do mundo”. Sua influência econômica concentra-se principalmente nas transações realizadas em suas duas bolsas de valores, a de Wall Street e a bolsa eletrônica Nasdaq. Nelas são negociadas ações de empresas de quase todo o mundo, com uma movimentação diária de milhões de dólares. Além disso, Nova York é sede de importantes bancos, empresas multinacionais e emissoras de TV. Formada por imigrantes de todas as partes do planeta, a cidade é uma das melhores traduções do cosmopolitismo mundial.
Cosmopolitismo: conceito caracterizado pela preterição das fronteiras geográficas, considerando a humanidade como componente de uma única nação universal, produto do mundo globalizado, tanto em relação à urbanização como à tecnologia.

MAV/GEOIMAGENS
Bolsa de valores Nasdaq, em Nova York (Estados Unidos), em 2012.
Ao norte, na região dos Grandes Lagos, localizam-se as cidades de Chicago e Detroit. Essa região abriga importantes indústrias de siderurgia, metalurgia, equipamentos eletroeletrônicos e de comunicação.
Ao sul, região onde a industrialização se deu mais tardiamente, verifica-se a presença de diversas indústrias: têxtil, madeireira, de borracha, plástico, petroquímica e de material elétrico. O estado do Texas, onde estão duas outras importantes cidades, Dallas e Houston, destaca-se no refino do petróleo, extraído principalmente nas plataformas localizadas no golfo do México.

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A região entre as Montanhas Rochosas e Sierra Nevada é a menos urbanizada e concentra um grande número de Parques Nacionais, como Yellowstone e Grand Canyon.
A Califórnia é o estado mais populoso dos Estados Unidos e o maior produtor de bens e serviços do país, com importantes polos de tecnologia e pesquisa. Nele estão as cidades de San Francisco e Los Angeles, centros irradiadores de manifestações culturais e comportamentais e onde se situa a indústria cinematográfica de Hollywood, responsável pela difusão do modo de vida americano por quase todo o mundo.
Próximo a San Francisco está o Vale do Silício, região que concentra indústrias de alta tecnologia, como a de componentes para computadores e equipamentos de comunicação, e importantes universidades e centros de pesquisa.
O Havaí, arquipélago localizado no Oceano Pacífico, a 3800 quilômetros da costa estadunidense, e o Alasca, a noroeste do Canadá, são os únicos estados não contíguos.
O Alasca possui grande reserva petrolífera e constitui uma importante área geoestratégica, em virtude de sua proximidade com o continente asiático e também por ser separado da Rússia pelo Estreito de Bering.
A importância econômica dos Estados Unidos
Atualmente, os Estados Unidos são a maior potência econômica do planeta, destacando-se em todos os setores. Em 2014, o PIB do país foi de 17,4 trilhões de dólares, cerca de sete vezes e meia superior ao do Brasil.
Na agricultura, o país é grande produtor de soja, trigo, batata, milho, algodão e feijão. Na pecuária, está entre os maiores produtores de carnes de frango, porco e boi, enquanto na mineração o destaque fica para a produção de petróleo, carvão mineral, gás natural, fosfato, cobre, entre outros. Observe o mapa ao lado.

MARIO YOSHIDA
Fontes: Atlante geografico di Base De Agostini. Novara: Istituto Geografico De Agostini, 2013. p.139.
Para atingir esse extraordinário desenvolvimento, o governo estadunidense realizou grandes investimentos nas áreas de educação, introduzindo universidades e institutos de pesquisa de ponta; de infraestrutura (construção de ferrovias, autoestradas e usinas de geração de energia elétrica); economia, fornecendo créditos com juros acessíveis aos empreendedores, entre outras medidas.
O domínio dos Estados Unidos sobre as outras economias mundiais cresceu principalmente por causa do desenvolvimento do país nos setores industrial e de

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serviços. A introdução da produção em série e em grande escala, iniciada por Henry Ford no início do século XX, impulsionou o desenvolvimento tecnológico da indústria do país.
A expansão capitalista das empresas estadunidenses pode ser notada, por exemplo, nas companhias que dominam parte do mercado mundial de automóveis (Ford e General Motors), de petróleo e derivados (Exxon e Mobil Oil), nos setores de informática (Apple, Microsoft e HP), de bebidas (Coca-Cola) e do comércio varejista (Walmart).

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