Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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Interdisciplinaridade História

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Estados Unidos da América
Como vimos, a formação dos Estados Unidos ocorreu com a independência das Treze Colônias. Porém, no século XIX, conflitos, tratados e acordos de compra de territórios levaram a fronteira estadunidense a avançar até o Oceano Pacífico. Observe o mapa a seguir:

MARIO YOSHIDA
Fonte: The Cassel atlas of world history. London: Cassel, 1997.
A expansão territorial foi acompanhada de dois fatores importantes: a vinda de imigrantes em massa e a construção de ferrovias que ligaram a costa leste ao Pacífico, propiciando, dessa forma, a expansão econômica do país. Vale dizer que, de 1812 a 1850, a população dos Estados Unidos aumentou de 7,5 milhões para 23 milhões de pessoas e seu território cresceu de 4,36 milhões para 7,7 milhões de quilômetros quadrados. Contudo, quem mais sofreu com essa expansão foi a população nativa, reduzida drasticamente.
A população dos Estados Unidos é composta de descendentes de europeus que emigraram em diferentes épocas a partir do século XVI; descendentes de africanos vindos na época da escravidão; asiáticos; uma minoria de ameríndios; e latino-americanos, cuja comunidade tem crescido muito nas últimas décadas.

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Todos esses povos são responsáveis pela formação de uma nação constituída por 50 estados: 48 contíguos mais o Alasca, na porção noroeste do continente, e o arquipélago do Havaí, no Oceano Pacífico.
O IDH nos Estados Unidos é muito elevado, porém não se caracteriza pela homogeneidade entre seus habitantes, pois ainda persistem diferenças sociais. Milhares de pessoas provenientes de nações mais pobres têm migrado para os Estados Unidos com a perspectiva de obter melhores condições de vida.

RICHARD LEVINE/DEMOTIX/CORBIS/LATINSTOCK
Estadunidenses de diferentes origens étnicas em Nova York, nos Estados Unidos, 2015.
O imperialismo estadunidense
A partir de 1823, a política de expansão territorial foi marcada pelo estabelecimento da Doutrina Monroe por parte do governo estadunidense. O lema “América para os americanos” enfatizava a contraposição ao domínio europeu na América Latina. Contudo, o que os Estados Unidos buscavam era estender sua influência sobre o restante do continente americano.
Doutrina Monroe: doutrina elaborada em 1823 pelos Estados Unidos, segundo a qual se desaprovava o direito de intervenção da Europa nos países da América do Sul. Ficou marcada pela frase “América para os americanos” e favoreceu o crescimento da hegemonia estadunidense na América Latina.
O imperialismo estadunidense teve início no fim do século XIX, com a ocupação dos territórios das Filipinas, no Sudeste Asiático, e de Cuba, no Mar do Caribe, que estavam em poder da Espanha. Daí por diante, o que ocorreu foi a expansão da influência política e econômica desse país por quase todo o planeta.
A participação dos Estados Unidos nas duas grandes guerras foi decisiva e sua superioridade militar ficou evidente. Após a Segunda Guerra Mundial, como você já estudou na Unidade 1, estabeleceu-se uma nova ordem política mundial, na qual os Estados Unidos se tornaram a grande potência do Ocidente capitalista e da recém-criada Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em oposição ao bloco de países socialistas liderados pela então União Soviética.
O clima de tensão desse período, conhecido como Guerra Fria, fez aumentar a corrida espacial e armamentista e a ameaça de uma guerra nuclear. Essa fase só teve fim com a queda do Muro de Berlim e o enfraquecimento do império soviético, no fim na década de 1980.
Desde então, como vimos, os Estados Unidos têm assumido o papel de nação hegemônica, influenciando a geopolítica mundial e até mesmo intervindo diretamente em países como Iraque, Afeganistão e Líbia.
A atual ação imperialista estadunidense não se resume, entretanto, às intervenções militares. A política econômica do país, intermediada pelo governo e encampada por órgãos que atuam internacionalmente, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), sediados nos Estados Unidos, tem sido acusada de prejudicar o desenvolvimento de outras nações, por meio da elevada cobrança de juros das dívidas contraídas e pela imposição de leis de mercado que beneficiam empresas estadunidenses.
Tema transversal
A situação socioeconômica e a xenofobia em relação aos imigrantes nos Estados Unidos possibilitam uma abordagem sociocultural, suscitando uma discussão a respeito da diversidade cultural e da tolerância com as diferenças. Veja mais orientações no Manual do Professor.

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