Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano


País Participação no processo produtivo



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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País

Participação no processo produtivo

Observações










2. Com base na tabela elaborada e do texto de introdução sobre a Nova DIT, responda: Por que os componentes eletrônicos são fabricados em países ricos, como Estados Unidos, Japão e França, mas a montagem não é realizada neles, mas em países como Brasil e China?
Parte 4: Reflexão
A atual DIT, além de promover modificações na dinâmica espacial, transforma as relações de trabalho. Como observado na Parte 3 desta atividade, o deslocamento de algumas etapas da produção, que não exigem grande especialização, para regiões com mão de obra menos qualificada, é um artifício muito utilizado pelas empresas com o intuito de maximizar os lucros, pois gasta-se menos com o pagamento de salários e de direitos trabalhistas.
Sobre as relações de trabalho associadas à mão de obra não qualificada empregada em algumas etapas do processo produtivo, leia o texto a seguir:
Sweatshops: exploração moderna
O termo Sweatshops (em português, “Fábricas de suor”) é cada vez mais usado nos dias atuais. O próprio nome dá a entender que se trata de empresas envolvidas com a exploração extrema dos trabalhadores, caracterizada por salários abaixo do mínimo necessário à sobrevivência, pela ausência

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de qualquer forma de garantia ou proteção trabalhista; pela exploração de crianças; pelas condições de trabalho perigosas para a saúde ou por ameaças, moléstias sexuais e abusos físicos e psicológicos.
As jornadas de trabalho são muito maiores do que a lei determina em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Elas são tão longas que lembram os primórdios da Revolução Industrial na Inglaterra. Muitos trabalhadores são forçados a turnos de trabalho ininterruptos de até 19 horas.
As denúncias internacionais contra as Sweatshops crescem a cada ano e mostram uma triste realidade, na qual existem inúmeras possibilidades para a exploração dos trabalhadores. São mulheres forçadas a tomar contraceptivos e submetidas a testes de gravidez periodicamente; trabalhadores expostos a substâncias tóxicas, ameaçados e demitidos em caso de protestos e impedidos de abandonar o trabalho por meio de vigias armados. Outra característica é que essas fábricas normalmente estão instaladas em países pobres, principalmente na Ásia e América Latina. As empresas produzem nesses lugares pois a regulamentação trabalhista é geralmente inexistente e os salários são menores.
Apesar de estarem instaladas majoritariamente nestes países, as Sweatshops também são comuns em países do Leste Europeu e existem até mesmo nos Estados Unidos. De acordo com a ONG CorpWatch, em Los Angeles, dois terços dos imigrantes que trabalham na confecção de roupas não recebem o salário mínimo garantido pela lei. Os trabalhadores em El Salvador, envolvidos na produção de tênis, que nos EUA custam cerca de US$ 140,00, ganham US$ 0,24 a cada sapato produzido. Na China, trabalhadores morreram de uma doença chamada de “guolaosi”, que quer dizer “morte súbita por hipertrabalho”.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 250 milhões de crianças entre cinco e quatorze anos de idade exerçam algum tipo de trabalho nos países em desenvolvimento. Elas são privadas de educação e de uma infância normal. Algumas ficam confinadas e sofrem constantes agressões, sendo impedidas de retornar ao convívio familiar. [...]
Há diversas multinacionais que utilizam essa forma de trabalho para aumentar os lucros em cima da produção. São nomes conhecidos no mercado internacional: Levi’s, Nike, Tommy Hilfiger, Calvin Klein, Ralph Lauren, entre outras. A própria Disney foi acusada de explorar trabalhadores de uma fábrica em Bangladesh. Segundo informações da ONG The National Labor Committee, os trabalhadores responsáveis pela confecção de camisetas eram submetidos a períodos de trabalho ininterrupto de até 15 horas, 7 dias por semana.
Felizmente tem crescido, entre a população, um sentimento de indignação contra essa prática ilegal de trabalho. Além de diversas ONGs estarem se empenhando na luta contra as Sweatshops, é cada vez maior o número de pessoas que estão se mostrando descontentes e até mesmo boicotando marcas de roupas e acessórios fabricados dessa maneira.
Todos concordam que esse tipo de exploração é inaceitável, o problema é que, mesmo que essas multinacionais sejam impedidas de utilizar essas práticas, isso não quer dizer que contribuirá com a população do país. A grande maioria dos trabalhadores, mesmo sofrendo, depende dessas fábricas para sobreviver e essa é uma questão que tem gerado muitas discussões.
Algumas pessoas defendem que, mesmo com as péssimas condições de trabalho, as Sweatshops ainda são as melhores opções – ou a menos pior – pois, é um dos poucos meios disponíveis para a população pobre ter uma fonte de renda.
Diante desse impasse, qual seria a atitude correta a ser tomada? Continuar comprando produtos fabricados dessa forma, dando assim uma condição miserável, porém única, para esses trabalhadores?

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Ou então boicotar os produtos e limpar nossa consciência, mesmo sabendo que talvez não exista outra opção de trabalho para essas pessoas?
A solução deve vir da educação e conscientização das pessoas, principalmente por parte dos governantes, aplicando leis trabalhistas com fiscalizações rígidas, e dos grandes empresários, oferecendo condições de trabalho dignas a seus funcionários. No mundo capitalista em que vivemos hoje, onde os lucros vêm acima de qualquer coisa, isso certamente soará como utopia, mas não é impossível.
Se os grandes empresários entenderem que seus clientes desejam consumir de maneira responsável, mais cedo ou mais tarde terão que se adequar a isso ou então ficarão sem mercado. As empresas devem divulgar o tratamento e a remuneração dos trabalhadores e como e onde os produtos foram feitos. Esta divulgação deve ser feita com um controle independente das condições de trabalho e remuneração. Violações que são descobertas devem ser corrigidas de uma forma que proteja os trabalhadores e seus empregos.
Não acredito em uma mudança em curto prazo, mas, se começarmos a tomar atitudes agora, talvez no futuro as coisas sejam diferentes.
Fonte: CAMPANHÃ, Marcela Ribas. Sweatshops: exploração moderna. Disponível em: . Acesso em: 25 fev. 2016.
Agora que você conhece um pouco mais sobre as relações de trabalho, muitas vezes estabelecidas na fabricação de produtos usados cotidianamente, responda às questões a seguir no seu caderno:

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