Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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VÁ FUNDO!
Assista a:
Camisetas viajando – a história das roupas de 2 a mão e a dívida dos países pobres
Direção: Shanta Bloemen. EUA, 2005, 55 minutos.
O documentário mostra uma investigação do comércio de roupas usadas e as desigualdades entre os países do mundo. Roupas deixadas em caixas para a caridade nas ruas de uma cidade ocidental são levadas a um distribuidor, que as embarca em navios que vão para a Zâmbia, onde um importador as vende a diversos negociantes.

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Saiba mais
A nova face da regionalização Norte-Sul
O fim da Guerra Fria, na década de 1990, deu lugar a uma nova forma de dividir o mundo: os desenvolvidos, ou o “Norte”, e os subdesenvolvidos e “em desenvolvimento”, genericamente denominados “Sul”.
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e outros dados socioeconômicos confirmam a permanência dessa divisão regional, em que países africanos, asiáticos e latino-americanos aparecem nas últimas posições. Trata-se de uma realidade construída historicamente, fundamentada nas relações de dependência, dominação e exploração dos países mais ricos e poderosos sobre os mais pobres.
No plano político, as relações internacionais estão marcadas por discursos a favor da cooperação, principalmente no que diz respeito aos problemas ambientais e socioeconômicos. A prática, entretanto, fica distante desses discursos, chegando até mesmo a caminhar em sentido contrário. Vejamos um exemplo disto: a produção mundial de alimentos.
As “boas intenções” dos países do Norte no combate à fome no Sul ficaram enfraquecidas, em 2008, com a escalada dos preços dos alimentos. A “preocupação” com a fome de milhões de pessoas foi rapidamente substituída pela intensificação das medidas de proteção aos agricultores da Europa e dos Estados Unidos.
Os subsídios dados aos produtores europeus e norte-americanos, que, de outra forma, perderiam a concorrência com os produtores de vários países do Sul, contribuem significativamente para a alta dos preços e dificultam os investimentos para aumentar a produção de alimentos em países como o Brasil e a Argentina.
Portanto, as relações de dependência, ainda que muitas vezes disfarçadas pelo rótulo “países em desenvolvimento”, persistem e dão as caras em momentos de crise. Para os países desenvolvidos, tem sido mais fácil escolher os biocombustíveis brasileiros, que há pouco elogiavam, como os grandes vilões da fome no mundo. Contraditoriamente, o trigo europeu e o milho norte-americano, dois produtos essenciais para a produção de alimentos, são transformados em biocombustíveis a um custo muito superior ao do álcool brasileiro.
A análise dos acontecimentos recentes e a geopolítica internacional das últimas décadas mostram que discursos e rodadas de negociações como as de Doha, bem como as reuniões dos diversos “Gs” – G-4, G-8 e G-20 –, não diminuem o conflito Norte-Sul. Ao contrário, reforçam-no.
Fonte: GOETTEMS, Arno Aloísio. A nova face da regionalização Norte-Sul. Folha de S.Paulo, São Paulo, 16 set. 2008. Caderno Fovest, p. 6.
Quando se adota determinada regionalização, portanto, deve-se compreender que ela apresenta certas limitações. Por isso, é importante ter cuidado com as generalizações, comuns em regionalizações, principalmente quando a abrangência da área é muito grande.
Na Unidade 2 deste livro, estudaremos blocos regionais baseados em critérios socioeconômicos, que dividem o globo em países ricos “do Norte” (ou desenvolvidos), países de economias emergentes e países com menor desenvolvimento econômico. Para analisarmos mais detalhadamente esses grandes grupos, utilizaremos sub-regiões, que expressam as diversidades e especificidades internas dos países que as compõem.

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