Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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VÁ FUNDO!
Leia:
Projeto 5 Continentes – Uma viagem de descobertas pelos confins da Terra, de Raphael Karan. São Paulo: RV, 2013.
O livro é um relato sensível e abrangente da história de um homem cujo sonho de conhecer o mundo foi realizado.
A narrativa não se limita a uma viagem de moto, nem a roteiros turísticos ou mapas.
São experiências vividas durante oito anos.

Página 88


África
Por causa da heterogeneidade que marca a política, a economia e, principalmente, a cultura do continente africano, há diversas formas de regionalizá-lo. A forma mais abrangente considera dois grandes complexos regionais: a África Setentrional e a África Subsaariana.
A África Setentrional é constituída de seis países independentes: Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos e Mauritânia – mais o Saara Ocidental. Engloba cerca de 30% da população do continente. Uma das características marcantes da região é sua composição populacional, influenciada cultural e religiosamente pelos povos árabes, que deixaram marcas profundas, como o predomínio do islamismo e a presença da língua árabe.
A África Subsaariana é composta de 48 países e recebe essa denominação por incluir os países que têm seu território ao sul do Deserto do Saara. No norte dessa região, encontram-se nações que têm influência da África Setentrional, como Sudão, Sudão do Sul, Níger, Chade, Mali, Costa do Marfim e norte da Nigéria, nos quais é grande a presença do islamismo.

MUSTAFA6NOZ/ISTOCK
Muçulmanos oram nas ruas de Adis Abeba, na Etiópia, 2012.
Muitas vezes, para facilitar a localização dos países ou agrupá-los em regiões menores, mas nem sempre com muita identidade, a África Subsaariana é dividida em outras cinco sub-regiões: África Ocidental, África Central, África Meridional, África Oriental e Ilhas do Índico, conforme se pode observar no mapa ao lado.

MARIO YOSHIDA
Fontes: IBGE. Atlas geográfico escolar: Ensino Fundamental do 6 o ao 9 o ano. Rio de colonialista, que pode ser observada Janeiro: IBGE, 2010; Government of the Republic of South Sudan. States of South Sudan. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2013.
Outra forma de regionalização do continente africano considera os países que colonizaram determinada região. Essa distinção pode ser realizada pelo idioma do colonizador, adotado como oficial no país – veja, como exemplo, o mapa Região: idiomas oficiais – 2011 (página 75). Assim, pode-se classificar as regiões em África Portuguesa, África Francesa e África Belga, entre outras. Essa forma de regionalização indica a herança também na América Latina.

Página 89


Oceania
A Oceania é o menor e menos povoado continente do planeta, no qual se localizam 14 nações e outras pequenas possessões estadunidenses, francesas e britânicas. Por sua colonização ser mais recente, é também chamado de “Novíssimo Continente”.
Mas um fato se destaca ao estudarmos essa região. Apesar de também terem sido colônias, os dois principais países da região, Austrália e Nova Zelândia, apresentam elevados índices de desenvolvimento humano e são as únicas nações localizadas ao sul da linha do Equador incluídas no chamado Norte industrializado ou desenvolvido.
Sua maior área concentra-se no território da Austrália, cercado ao norte e a leste por milhares de ilhas, com destaque para Papua-Nova Guiné e Nova Zelândia. As ilhas menores são classificadas em três grupos: Melanésia (ilha dos negros), Micronésia (pequenas ilhas) e Polinésia (muitas ilhas). Observe o mapa a seguir.

JAVEN/SHUTTERSTOCK
Sydney, na Austrália, é a principal cidade da Oceania. Foto de 2015.

MARIO YOSHIDA
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar: Ensino Fundamental do 6 o ao 9 o ano. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.

Página 90


Antártida
Sobre esse continente ainda pairam muitas dúvidas científicas, ou posições pouco acordadas entre aqueles especialistas que o estudam. Constitui-se de terras, que estão, em geral, encobertas pelas grandes geleiras, especialmente no inverno, quando o continente tem sua área ampliada, cercado de águas por todos os lados.
A descoberta da Antártida (ou Antártica) é datada no século XIX, mas também está cercada de hipóteses em torno de informações das expedições que alcançaram de suas imediações até aquelas que chegaram a seu interior.

MARIO YOSHIDA
Fonte: Atlas Geográfico Escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.

Página 91


Como resultado das inúmeras expedições empreendidas pelos mais diversos países, em especial por aqueles que detinham recursos e tecnologia, foram descobertas jazidas de ferro, cobre, prata, carvão mineral, além da existência de gás natural e petróleo. Atualmente, também se discute as riquezas representadas pela quantidade de água doce existente, a biodiversidade e a biomassa sem similar no mundo.
Por esses motivos, e também pela sua posição estratégica, a partir de meados do século XX, contrariando o interesse de alguns países, foram firmados vários acordos internacionais visando estabelecer o uso e apropriação do continente gelado, tendo ficado definido que este não seria repartido entre as nações desejosas de suas riquezas, mas teria como fim as pesquisas científicas, de modo que vários países lá estabeleceram estações de pesquisa permanente. Observe no mapa da página anterior a distribuição das estações científicas, dos mais diversos países, localizadas na Antártida.
É nesse contexto que o Brasil construiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, localizada na Ilha Rei George e inaugurada em 1984. Assim, há 22 anos várias instituições de pesquisa no Brasil executaram missões anuais e desenvolveram diversas pesquisas naquele continente. Em fevereiro de 2012, a estação sofreu um incêndio que destruiu 70% de suas instalações e encontra-se atualmente ainda em processo de reconstrução.

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