Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano


A organização do espaço geográfico contemporâneo e a nova diplomacia



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A organização do espaço geográfico contemporâneo e a nova diplomacia
Na atual fase de globalização, diante das transformações ocorridas com o fim da Guerra Fria, verificam-se mudanças nas relações diplomáticas mundiais. Se no período referente à Guerra Fria a diplomacia buscava resolver conflitos político-militares, atualmente ela se dedica cada vez mais a aspectos ligados ao comércio e às finanças internacionais, aos processos de migração e suas consequências para as nações e à cultura dos povos, além de versar sobre conflitos que ameaçam as populações de vários países do mundo, como o terrorismo, o aquecimento global, doenças contagiosas etc.
Como vimos, atualmente, parte dos estudiosos destacam os Estados Unidos como a potência hegemônica mundial e busca um novo adversário para esse império, com destaque para a China. No entanto, este país também passou por transformações significativas e, com seu intenso crescimento econômico, ao adotar mecanismos de mercado, constitui um grande parceiro comercial dos Estados Unidos. Assim, do ponto de vista econômico, o poder mundial encontra-se mesmo distribuído por vários centros de comando (multipolaridade), não havendo um opositor específico para os EUA. Diante desse contexto a diplomacia se adequou a essa nova configuração de poder e passou a assumir um papel mais ligado às questões econômicas, especialmente vinculadas às relações comerciais e financeiras.
Do ponto de vista político e bélico, desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, contra os Estados Unidos, os atentados a Paris, em 2015, e os atentados a Bruxelas, em 2016, muitos estudiosos afirmam que os maiores opositores ao imperialismo estadunidense e aos membros da Otan são: os grupos terroristas, os Estados Nacionais que apoiam essas organizações e, mais recentemente, o Estado Islâmico, organização que, embora não se constitua em um Estado, domina territórios na Síria e no Iraque, conforme você vai estudar no Capítulo 12 deste livro. Desse modo, a diplomacia internacional terá de assumir nova perspectiva e formas de negociações, distinta daquela que se pautava especialmente nas relações entre países.
Do ponto de vista geopolítico, o Conselho de Segurança das Nações Unidas é, em tese, a instituição supranacional que arbitra sobre os conflitos internacionais. Formado por cinco membros permanentes (Rússia, China, Reino Unido, França e Estados Unidos) e mais de dez temporários, ele pode determinar até mesmo interdições militares em nações que descumpram suas resoluções. Uma resolução é aprovada se obtiver a maioria dos votos.
O que se tem visto na maioria das vezes, no entanto, é uma interferência direta dos Estados Unidos e do Reino Unido no Conselho de Segurança, de modo a fazer prevalecer seus interesses políticos e econômicos, interferência travestida de pretextos nobres, como ocorreu nas invasões do Iraque, em 2003, e na Líbia, em 2011.
Apesar de algumas nações, como o Brasil, pleitearem o posto de membro permanente, ainda há fortes resistências em ampliar o número de países nesse restrito grupo, responsável por decisões geopolíticas tão importantes.

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Na fase atual, com uma nova configuração espacial e de poder, estabelecem-se novas formas de diálogo entre as nações. Os impasses e conflitos continuam a ocorrer; entretanto, tem-se observado recentemente a busca por um diálogo, seja nas questões econômicas, políticas, sociais e culturais.
Desse modo, algumas instituições da ONU passam a assumir papéis importantes nas negociações entre as nações, com o objetivo de facilitar a cooperação entre elas. É o caso dos órgãos para o trabalho (Organização Internacional do Trabalho – OIT), para a educação (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco), para a saúde (Organização Mundial da Saúde – OMS), para o comércio (Organização Mundial do Comércio – OMC), entre outros. Entretanto, isso não significa necessariamente que esses órgãos atuem com força suficiente a ponto de coibir abusos realizados por grandes empresas transnacionais ou grupo de países.
Com a globalização, as nações também procuraram estabelecer novas relações econômicas, políticas ou culturais, formando grupos para protegerem-se das adversidades que possam atingi-las. É o caso do Grupo dos Sete (G-7), que reúne os sete países mais desenvolvidos e industrializados do planeta (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), e o Grupo dos Vinte (G-20), que reúne as economias emergentes.

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