Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



Baixar 11.43 Mb.
Página160/239
Encontro18.07.2022
Tamanho11.43 Mb.
#24300
1   ...   156   157   158   159   160   161   162   163   ...   239
Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
ticket
VÁ FUNDO!
Assista a:
Kedma
Direção: Amos Gitai. Israel, 2002. 94 min.
Retrata a tentativa de retorno de um grupo de judeus fugitivos dos campos de concentração nazista que, ao tentar chegar a um kibutz, se envolve em um conflito com palestinos.
The Bubble
Direção: Eytan Fox. França/ Israel. 90 min.
Trata do romance entre um palestino e um israelense em meio aos conflitos da região.

Página 263


o Estado Islâmico como uma organização terrorista, motivando uma nova intervenção militar na região.
Outros grupos terroristas que têm sua base no Oriente Médio se originaram em represália à criação do Estado de Israel (assunto aprofundado na disciplina de História) e às políticas de ocupação do território palestino. Leia o boxe a seguir.
Interdisciplinaridade História
Saiba mais
A criação do Estado de Israel e da Palestina
O movimento sionista, que vinha se estabelecendo desde o século XIX, buscava conquistar um território onde a nação judaica pudesse se estabelecer e construir um Estado. Fugindo de perseguições, judeus de várias partes do mundo migraram para a Palestina, compraram terras e fundaram suas comunidades agrícolas, os kibutz. Os camponeses palestinos que aí viviam foram sendo desalojados nesse processo e, assim, teve início o conflito atual entre esses dois povos.
Movimento sionista: movimento político que defende o direito do povo judeu à autodeterminação e à criação de um Estado na região da Palestina, reivindicando posse por direito de presença histórica desse povo na região.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os conflitos se acirraram e a mediação ficou a cargo da Organização das Nações Unidas (ONU), esta recomendou a divisão do território em dois Estados, decisão não aceita pelos países árabes da região.
Em 1948, os judeus proclamaram o Estado de Israel e assim concretizaram o sonho do povo judeu. Em contrapartida, teve início o drama do povo palestino que perdeu seu território.
Nesse contexto, parte da população árabe permaneceu onde vivia. Entretanto, suas terras foram incorporadas a Israel e esse povo passou a sofrer discriminação. Outra parte buscou refúgio nos países vizinhos, como Líbia e Jordânia, passando a viver em campos de refugiados.
Para enfrentar as posições israelenses, foi fundada, em 1959, a primeira organização militar palestina, a Al Fatah e, em 1964, a Organização para Libertação da Palestina (OLP). Essas organizações se posicionaram contra a existência do Estado de Israel e defenderam a criação de um Estado palestino. Para tanto, pregavam a luta armada e as táticas de guerrilha. As tensões entre árabes e judeus se acirraram a partir de então e elas foram resumidas na linha do tempo da próxima página.
Os conflitos entre árabes e judeus são antigos, e as soluções para esses impasses dependem de negociações diplomáticas. No mapa da página a seguir, você poderá observar a proposta de divisão da região da Palestina pela ONU.
O Hezbollah, grupo com atuação no Líbano, foi criado com a junção de grupos islâmicos xiitas após a invasão do Líbano por Israel, em 1982. Com o fim da Guerra do Líbano, o Hezbollah permaneceu como um grupo armado no sul do país, onde formou suas bases e encontrou apoio da população xiita. A partir de 1992, esse grupo constituiu um partido político e elegeu parlamentares. Apesar dessa atuação política legal, ele é acusado de financiar grupos armados islâmicos.
Xiita: grupo muçulmano ortodoxo que segue os preceitos do Alcorão. Acredita que apenas membros da família e descendentes de Maomé devam ser considerados líderes religiosos e políticos na linha sucessória do profeta, obedecendo ao critério de consanguinidade.

Página 264



BRUNA FAVA
Fonte: BP Statistical Review of World Energy 2015. p. 42. Disponível em: . Acesso em: 26 jan. 2016.

MARIO YOSHIDA
Fonte: DUBY, Georges. Atlas historique mondial. Paris: Larousse, 2003.

Página 265


É importante destacar as condições socioeconômicas precárias as quais a população libanesa é submetida, especialmente os pobres, junto aos quais o Hezbollah atua, oferecendo serviços sociais – como orientação para a produção agrícola e acesso à escola e hospitais –, o que lhe possibilita gozar de grande popularidade.
O Hamas, grupo que atua na Palestina, é constituído de um grupo armado, de um partido político e de instituições voltadas para a assistência social. Esse grupo, ao contrário do Hezbollah, é de orientação sunita. Após a morte de Yasser Arafat, em 2004, o Hamas se fortaleceu junto aos palestinos, de modo que hoje seu partido político governa parte da Faixa de Gaza.
Sunita: grupo mulçumano ortodoxo que segue os preceitos do Alcorão. Reconhece a autoridade dos quatro primeiros califas e acredita que os líderes da comunidade islâmica, na sucessão de Maomé, devem ser escolhidos pelos critérios da própria comunidade, que deve julgar quem é digno do cargo.
A origem do Hamas é mais recente e está ligada às Intifadas, ações organizadas por grupos armados contrários ao Estado de Israel. Nesses eventos, houve também conflitos entre os palestinos do Hamas e do Fatah na tentativa de assumir o poder e difundir seus ideais.
Existem ainda outros grupos de orientação islâmica que são considerados terroristas, como o Grupo Armado Islâmico (Argélia), o Boko Haram, (Nigéria), a Frente Moro Islâmica de Libertação (Filipinas) e o Talibã (Afeganistão), responsabilizados por planejar e realizar atentados em seus países.
Contudo, é preciso lembrar que esses grupos se constituíram em áreas onde a população pobre enfrenta graves problemas sociais, sem acesso aos serviços básicos de manutenção digna da vida – como água, alimentos, moradia, escola, hospitais, entre outros –, e sem poder contar com o Estado para ajudar a resolvê-los. Em outros casos, surgiram em áreas onde a população teve sua liberdade tolhida, seja religiosa, política, ou étnica.

STR/AFP
Bombeiros libaneses combatem fogo causado pela explosão de um carro-bomba no subúrbio de Beirute, Líbano, 2013. O ataque foi atribuído ao Hezbollah.
Para muitos estudiosos, uma resposta para o problema do terrorismo no mundo se encontra na solução desses problemas sociais, econômicos, culturais e políticos. Entretanto, as grandes potências mundiais não compreendem a resolução do problema por esse ponto de vista e têm atuado com políticas militares para responder aos embates. Assim tem sido a política estadunidense no Afeganistão, no Iraque e no apoio a políticas de outros Estados Nacionais que priorizam o enfrentamento militar, como na Colômbia.

Baixar 11.43 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   156   157   158   159   160   161   162   163   ...   239




©historiapt.info 2023
enviar mensagem

    Página principal