Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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VÁ FUNDO!
Leia:
O século do crime, de José Arbex Jr. e Cláudio J. Tognolli. São Paulo: Boitempo, 2004.
Este livro-reportagem desvenda o mundo subterrâneo das drogas, da venda ilegal de armas, crianças e órgãos humanos. Procura explicar as razões sociais e políticas que deram origem às principais máfias em atividade no mundo.

Página 259


Compreendia-se, portanto, que a ação terrorista podia ter origem em diferentes grupos sociais, mas também no próprio Estado estabelecido, em geral, de forma ditatorial. São exemplos de terrorismo de Estado a ação nazista, na Alemanha; a fascista, na Itália; a comunista de Stalin, na União Soviética; e as ditaduras introduzidas na maioria países do América Latina, entre os anos de 1960 e 1980.
Com o período da globalização, o terrorismo se desterritorializou e, além disso, passou a utilizar novas tecnologias, como as de comunicação e de transporte, para difundir ideias e ações por todo o mundo.
Desterritorialização: conceito que adjetiva a chamada sociedade pós-moderna, caracterizada pela mobilidade dos indivíduos, pelos fluxos, pelo desenraizamento e pelo hibridismo cultural.
Mesmo diante desse quadro de terrorismo globalizado, em que se destacam, principalmente, ações violentas ligadas às questões religiosas, não se pode negar a existência dessa prática em inúmeros outros grupos, ainda que com propósitos distintos. No mapa a seguir, você poderá observar que as ações terroristas se encontram distribuídas por diversas partes do mundo.

IMAGNO/GETTY IMAGES
O nazismo pode ser considerado uma forma de terrorismo de Estado. Na foto, tropas nazistas em comício liderado por Adolf Hitler, em Nuremberg, Alemanha, 1934.

MARIO YOSHIDA
Fonte: RUBENSTEIN, J. M. et al. Introduction to contemporary Geography. Glenview: Pearson Education, 2013.

Página 260


Terrorismo e organização do espaço geográfico
Muitos grupos recorrem à violência em nome de uma ideologia, religião, cultura, etnia, território, entre outras motivações. Nos tópicos a seguir, serão analisados alguns grupos considerados terroristas por suas ações e objetivos. O propósito é compreender esses grupos historicamente, os conflitos ligados a eles e o significado de sua ação na organização do espaço geográfico atual.
ETA: a luta por um território
Um dos grupos terroristas mais atuantes na Europa foi o grupo Pátria Basca e Liberdade, ou ETA (sigla basca para Euskadi Ta Askatasuna), que tinha como objetivo a separação da região Basca, localizada no norte da Espanha e no sul da França, e a constituição de um Estado basco independente, como se pode observar no mapa a seguir.

MARIO YOSHIDA
Fonte: CALDINI, Vera; ÍSOLA, Leda. Atlas geográfico Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2003. p. 95. (Adaptado).
Os bascos falam um idioma particular, o euskera, que, diferentemente do espanhol, não tem raiz latina, sendo uma língua de origem desconhecida, que foi transmitida de forma predominantemente oral por pelo menos 3 mil anos. No fim do século XIX, com o surgimento do movimento nacionalista, houve um esforço para que esse idioma se transmitisse também sob a forma escrita. Proibido durante a ditadura do general Franco (1939-1975), atualmente o euskera é um idioma obrigatório nas escolas da região basca, ao lado do espanhol.
O povo basco foi, até o século XIX, eminentemente rural. Entretanto, a industrialização trouxe transformações para a região, que é rica em ferro, um recurso natural primordial ao desenvolvimento da indústria local. Foi nesse período que o movimento nacionalista basco teve início. O ETA está presente na Espanha desde 1959, utilizando como estratégia os atentados terroristas contra pessoas ligadas ao Estado espanhol (juízes, parlamentares, militares, governantes). O desejo separatista é manifestado atualmente por cerca da metade da população dessa região, ainda que nem todos apoiem os atos terroristas do ETA.
No fim dos anos de 1970, em virtude da pressão popular e da abertura política, o governo central espanhol cedeu a algumas reivindicações do povo basco, o que resultou em uma relativa autonomia para a região. Esse processo reduziu o número de militantes do ETA, pois parte deles depôs suas armas.
Nas décadas de 1980 e 1990, o governo espanhol levou à prisão vários dirigentes do ETA. Os últimos ataques creditados ao grupo ocorreram entre 2008 e 2009. Enfraquecido, em 2011, o grupo anunciou o fim de suas atividades, embora alguns remanescentes ainda ameacem continuar com a luta armada.

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