Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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Interdisciplinaridade História
A corrente de pensamento econômico que defende a atuação direta do Estado na economia por meio da formulação de políticas econômicas ou da criação de empresas estatais é denominada keynesianismo. Veja sugestões de leitura no Manual do Professor.

MARCO BELLO/REUTERS/LATINSTOCK
Refinaria de Petróleo da PDVSA, empresa estatal Venezuelana que controla a produção e distribuição de Petróleo e derivados desse país, 2016.
Indústria e tecnologia
Um fator importante para o desenvolvimento industrial, e determinante na competição entre as empresas, diz respeito aos investimentos que o Estado e o setor privado fazem nos setores de ciência e tecnologia, exatamente as áreas que conseguem agregar maior valor aos produtos.
Como se pode observar no mapa a seguir, são os países ricos os que mais investem em ciência e tecnologia. Os principais centros de inovação científica e tecnológica se localizam nos Estados Unidos, Japão e Europa. O Brasil e a Austrália são os dois únicos países do Hemisfério Sul que contam com polos de excelência em ciência e tecnologia.

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MARIO YOSHIDA
Fonte: The World Bank. World data bank. Disponível em: . Acesso em: 11 out. 2015.
Interdisciplinaridade História
Os centros ou polos tecnológicos, no caso os tecnopolos, apresentam em comum o fato de serem aglomerados de empresas de base tecnológica, criadas ou atraídas por causa da existência de recursos humanos e laboratoriais vinculados aos institutos de ensino e pesquisa de alto padrão, localizados próximos a essas empresas. As empresas privadas, principalmente nos países ricos, são responsáveis pela maior parcela dos investimentos em ciência e tecnologia.
Nos Estados Unidos, por exemplo, as empresas de alta tecnologia, ou high tech, estão principalmente nos estados de Massachusetts (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT) e da Califórnia, no chamado Vale do Silício.
Vale ressaltar que, no final do século XIX, os Estados Unidos já eram a maior potência industrial do mundo, e mais de 75% da produção industrial se concentrava na região nordeste desse país, denominada manufacturing belt (cinturão de manufatura). Essa região foi a primeira a ser colonizada e é uma das mais urbanizadas do planeta.

BENJAMIN BEYTEKIN/DPA/CORBIS/LATINSTOCK
Indústria automobilística fechada em Detroit, Estados Unidos, foto de 2013.
A grande concorrência mundial fez com que muitas indústrias dessa região, a partir da segunda metade do século XX, migrassem para outros lugares em busca de menores custos de produção, mão de obra barata, diminuição de impostos e leis ambientais mais brandas, levando dessa forma ao surgimento de novos centros industriais no sul e no oeste do país. Esse fenômeno levou a região do manufacturing belt a ser chamada de rust belt

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ou o “cinturão da ferrugem”, em virtude da grande quantidade de prédios abandonados, onde antes funcionavam fábricas.
No Japão foram criadas as tecnópolis, cidades com aproximadamente 200 mil habitantes, com infraestrutura para realização de negócios, presença de universidades e de institutos de pesquisa, bem servidas por aeroporto ou estação ferroviária. Existem cerca de 20 tecnópolis no país.
No Reino Unido, a denominação dada a esses centros tecnológicos é Science Parks (Parques de Ciência). São empreendimentos privados, na maioria das vezes criados e administrados por grandes corporações, juntamente com universidades e governos locais. Na França, existem as Cités Scientifiques (cidades científicas), criadas a partir da década de 1970 e também inspiradas no modelo estadunidense. Há, ainda, a presença de parques tecnológicos na Alemanha, na Rússia, na Austrália, no Canadá, na Coreia do Sul, entre outros.
No Brasil, por exemplo, foi criado pelo governo do estado de São Paulo o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) com o objetivo de dar apoio e suporte aos parques tecnológicos locais. Os parques paulistas consistem em empreendimentos que visam promover ciência, tecnologia e inovação, oferecendo oportunidades para as empresas transformarem conhecimento em riqueza, promovendo a aproximação dos polos de conhecimento (universidades, centros de pesquisas e escolas) aos de produção (empresas em geral). Algumas cidades onde esse método vem sendo introduzido são Campinas, Piracicaba, Santos, São Carlos, São José dos Campos e São Paulo. Em cidades como Rio de Janeiro, Florianópolis, Recife e Porto Alegre, também existem polos de tecnologia.

LUCAS LACAZ RUIZ/FOLHAPRESS
Parque tecnológico em São José dos Campos (SP), 2010.
Alguns setores industriais importantes
Embora todos os setores industriais sejam fundamentais, alguns se destacam por causa de sua importância estratégica para o desenvolvimento econômico de um país, como é o caso das indústrias siderúrgica, naval, aeronáutica, automobilística e de informática, por exemplo.
O setor siderúrgico constitui um dos principais alicerces dos países industrializados. Consiste na base do desenvolvimento industrial porque transforma matéria-prima (minérios) em bens semielaborados que servirão às outras indústrias.
A partir da década de 1990, houve uma profunda reestruturação desse setor em todo o mundo. O crescimento das economias emergentes está

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