Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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A indústria no mundo
O desenvolvimento e a distribuição industrial não ocorrem de forma semelhante no tempo e no espaço, como você já estudou na Unidade 1 deste livro. Fatores como proximidade de matérias-primas, de energia, de vias de transporte e mercado consumidor são fundamentais para entender a distribuição industrial. Contudo, a busca por maior lucratividade é o fator determinante para a instalação de uma indústria em determinado lugar.
Historicamente, os países da Europa Ocidental, os Estados Unidos e o Japão consolidaram sua industrialização antes da Segunda Guerra Mundial, e se tornaram países de industrialização madura, com amplo mercado consumidor. Paralelamente, as antigas repúblicas socialistas não acompanharam o mesmo desenvolvimento tecnológico e tiveram pouco poder de competitividade diante das multinacionais capitalistas.
Posteriormente, alguns países da África, da América Latina e da Ásia intensificaram suas instalações industriais, principalmente com a introdução de filiais de empresas dos países mais desenvolvidos.
Observe as principais regiões industriais do mundo no mapa a seguir:

MARIO YOSHIDA
Fontes: Atlante geografico De Agostini 2006-2007. Novara: Istituto Geografico De Agostini, 2006; RUBESTEIN, J. M. et al. Introduction to contemporany Geography. Glenview: Pearson Education, 2013.
Estudamos no Capítulo 1 deste livro que a modernização do setor industrial ganhou grande impulso a partir da Segunda Guerra Mundial, quando ocorreu a integração da ciência com a produção, o que permitiu aumentar a produtividade e reduzir o custo da produção. Setores como microeletrônica, informática, robótica, física nuclear, biotecnologia, apoiados no uso de computadores e softwares constantemente atualizados, são as marcas dessa nova era industrial.

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Vimos também que, ao buscar atender às novas necessidades do mercado, as indústrias deram origem ao desenvolvimento de tecnologias que permitiram a automação e a robotização da produção, flexibilizaram o uso da mão de obra, além de promoverem um controle da qualidade dos bens produzidos. Em contrapartida, esse processo provocou o desemprego estrutural: automação e a robotização excessiva nas fábricas tiraram o emprego de centenas de milhares de trabalhadores.
A partir da segunda metade do século XX, as empresas promoveram o deslocamento de suas fábricas para outros lugares em busca de benefícios que pudessem ampliar cada vez mais as margens de lucro. Esse processo, conhecido como desconcentração industrial, intensificou-se nas últimas décadas, tornando-se assim uma tendência mundial. Esse fato pode ser explicado pela competição acirrada entre as empresas que buscam reduzir os custos de produção através de diminuição de salários, isenção de impostos e oferta de benefícios pelos governos locais, gerando uma guerra fiscal entre os lugares.
Verificou-se, assim, uma transformação nas regiões onde as fábricas estavam instaladas, tendo estas de buscar novas atividades econômicas para suprir a queda na arrecadação tributária e na oferta de emprego antes oferecida pelas indústrias. Assim como em muitas regiões onde as indústrias foram instaladas, pois tanto a arrecadação de impostos como a ampliação da mão de obra não ocorreram em quantidades suficientes para resolver ou amenizar o desemprego nesses países.
Outra característica da industrialização contemporânea está vinculada ao papel do Estado como agente fomentador das empresas, por meio de financiamentos, subsídios ou isenção de impostos, e como agente protetor das empresas nacionais, visando setores estratégicos da economia.

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