Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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CARTOGRAFANDO
Dinâmica populacional
Cartografar a dinâmica dos deslocamentos populacionais não é uma tarefa fácil, afinal os movimentos migratórios possuem diferentes origens e destinos e mudam em quantidade e em intensidade constantemente.
No mapa dos refugiados no mundo, apresentado na página anterior, utilizou-se uma escala de cores graduadas, nos quais as cores quentes (laranja e vermelho) representam os países emissores de refugiados, casos da Síria, da Somália e do Afeganistão, com mais de 1 milhão cada, em 2015. O amarelo foi designado para países que recebem e emitem grande número de refugiados, como a China e o Sudão.
Tons de verde foram utilizados para países que recebem um grande número de refugiados, como o Paquistão, a Turquia e o Irã. Alguns países ricos, como Estados Unidos, com 491 mil e Alemanha, com cerca de 540 mil refugiados, estão em verde-claro. O Brasil, por sua vez, registrou 66 mil refugiados em 2015 e não aparece em destaque nesse mapa, pois está abaixo dos 100 mil.
Além dos refugiados de guerras e de conflitos internos, nos últimos anos tem crescido o número de refugiados ambientais, que abandonam suas moradias devido a catástrofes naturais, caso das populações vitimadas pelo furacão Katrina, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005, e de africanos que sofrem com a falta de água provocada pela redução das águas do Lago Chade.
No caso do Haiti, por exemplo, podemos ver dois fatores associados: a ocorrência do terremoto em 2010, responsável pela morte de mais 300 mil pessoas e de mais de 300 mil deslocados internos, e a crise econômica, que se gravou após a tragédia natural e leva milhares de haitianos a emigrarem, principalmente para o Brasil.
Grande parte dos que pretendem cruzar as fronteiras de seu país tem encontrado políticas antimigração, o que tem impedido o crescimento dos fluxos migratórios, embora não reduza o desejo de migrar. No entanto, essas barreiras são maiores para aqueles que têm menor nível de instrução, o que demonstra uma contradição dos governos, especialmente de países ricos, que apresentam baixa taxa de natalidade e uma população envelhecida. Mesmo necessitando de mão de obra para a agricultura, construção civil e outros setores menos valorizados da economia, esses países permitem apenas a entrada, de forma seletiva, de imigrantes.
Mas cada país desenvolvido apresenta uma política migratória, o que difere de nação para nação. Exemplos disso são a Lei de Imigração, promulgada em 2008 pela União Europeia, e as políticas de imigração estabelecidas nos Estados Unidos, conforme estudado na Unidade 2.

MARCELLO CASAL JR./ABR
Refugiados haitianos, em acampamento no Acre, aguardam autorização para ingressar oficialmente no Brasil, 2014.

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Assim, existem países que, diante da necessidade de mão de obra, legalizam a situação dos migrantes que têm trabalho, enquanto outros permitem a entrada deles em períodos preestabelecidos. Parte da população dos países ricos é contra a entrada e legalização de imigrantes, argumentando que eles concorrem com a mão de obra local, pressionam a redução dos salários e transformam a cultura local. Nesses países, o preconceito e a discriminação contra o imigrante têm sido motivo de preocupação.

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