Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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INTERAGINDO
As questões deste quadro podem ser ampliadas, aprofundadas ou mesmo alteradas. Veja orientações no Manual do Professor.
Grande parte da população mundial vive em condições subumanas, especialmente na África, na Ásia e na América Latina. As fotos a seguir retratam tecnologias de produção de alimentos na atualidade.

ETHAN WELTY/AURORA PHOTOS/CORBIS/LATINSTOCK
Fazenda no deserto, em Israel, 2015. A irrigação e o uso de fertilizantes viabilizaram o cultivo até mesmo em regiões áridas.

WAN SHANCHAO/IMAGINECHINA/AFP
A produção industrial ampliou significativamente a disponibilidade de alimentos no mercado consumidor. Na foto, indústria de macarrão instantâneo, na china, 2014.

RICK DALTON - AG/ALAMY/LATINSTOCK
Colheitadeira de trigo, no estado de Washington, Estados Unidos, 2012. As máquinas foram fundamentais para o aumento da produtividade no campo.
Interdisciplinaridade Língua Portuguesa
NÃO ESCREVA NO LIVRO!
1. Com base nas imagens, elabore um texto discutindo as questões que Malthus deixou de considerar em sua teoria, seja porque essas fossem desconhecidas em sua época, seja por seu posicionamento político.
2. A partir da compreensão do tema, responda às questões propostas:
a) De que forma a tecnologia promoveu o aumento significativo da produção agrícola?
b) Como o desenvolvimento na área de Medicina e dos anticoncepcionais pode favorecer a redução da população?
c) Pode-se afirmar que Malthus foi desmentido pela história recente da humanidade?

Página 200


A teoria neomalthusiana
Interdisciplinaridade Biologia Sociologia
Os diferentes níveis de consumo entre populações de países ricos e pobres e sua contribuição para desequilíbrios ecológicos diversos são temas que podem ser abordados em uma perspectiva integrada às áreas das Ciências Biológicas e da Sociologia. Sugerimos retomar o conceito de “pegada ecológica” apresentado e discutido no Volume 1 desta coleção. Veja sugestões de leitura no Manual do Professor.
Em 1954, foi realizado em Roma o I Congresso Mundial da População, com o objetivo de discutir o crescimento populacional e as perspectivas de aumento da população mundial para 7 bilhões de habitantes no ano 2000, contribuição que viria em sua maior parte dos países pobres.
Diante desse cenário, a teoria malthusiana foi retomada e ganhou nova abordagem, ficando conhecida como teoria neomalthusiana. O debate que surgiu ressaltava o receio quanto ao esgotamento dos recursos naturais mundiais e o temor das políticas que eram desenvolvidas nos países da Ásia, África e América Latina, onde a explosão demográfica era mais evidente.
O neomalthusianismo afirmava que o excedente populacional nos países pobres era a principal causa do seu baixo nível de desenvolvimento econômico. Além disso, a população, que tenderia a crescer sempre mais e era constituída por grande número de crianças e jovens, demandaria investimentos em setores considerados não produtivos, como escolas, postos de saúde, creches e hospitais. Isso, por sua vez, impediria os investimentos em áreas produtivas (indústrias, comércio e outros setores da economia). O grande número de jovens também aumentaria a necessidade de mais postos de trabalho, desequilibrando a relação entre a oferta e a procura de emprego, o que resultaria na redução dos salários.
Assim, os neomalthusianos compreendiam que seria preciso exercer um controle maior sobre a população dos países pobres, visto que aí estaria a raiz do problema. É sob essa perspectiva que tem início, na década de 1960, uma série de políticas públicas de controle da natalidade e de planejamento familiar nos países pobres.
Parte dessas políticas, incentivadas por instituições internacionais como a ONU e o Banco Mundial, constituía-se em projetos de esterilização em massa de mulheres, distribuição gratuita de contraceptivos, além da sua comercialização estimulada em farmácias e recomendadas por médicos de forma generalizada. Além disso, difundiu-se o ideal de família nuclear, com, no máximo, dois filhos.
Esterilização: nesse contexto, procedimento que torna um homem ou uma mulher incapaz de gerar filhos.

FAROOQ NAEEM/AFP
Fila de jovens à procura de emprego em Islamabad, capital do Paquistão, 2012. Na teoria neomalthusiana, o grande número de jovens é responsável pelos altos índices de desemprego.
Teoria reformista
Em contrapartida ao neomalthusianismo, surgiu a teoria reformista, que criticava os princípios sustentados por Malthus e seus seguidores, que defendiam a ideia de que a superpopulação era a causa da pobreza. Para os reformistas, é a má distribuição das riquezas que gera a superpopulação, e, segundo eles, se não houvesse pobreza, as pessoas teriam acesso à educação, à saúde, à higiene etc., regulando de forma natural o crescimento populacional.

Página 201


No Manual do Professor, há um texto sobre o perfil de Pierre George.
O geógrafo francês Pierre George (1909-2006) defendia, por exemplo, que a responsabilidade maior da degradação ambiental em larga escala deixa de ser da população numerosa dos países pobres, mas sim das sociedades industrializadas.
Uma das críticas feitas ao neomalthusianismo é o fato de essa teoria não considerar a diferença entre os níveis de consumo das populações dos países ricos e dos pobres. Assim, enquanto nos países ricos são consumidas e desperdiçadas toneladas de alimentos, em alguns países pobres milhares de pessoas são subnutridas.
Essas críticas passam a questionar a crescente necessidade de consumo e a pressão que ela exerce sobre os recursos naturais. Assim, a ameaça passou a ser o consumismo e o desperdício da população, especialmente nos países ricos e nas classes sociais mais abastadas.
Portanto, as análises demográficas, atualmente, estão mais voltadas para o questionamento do superconsumo e os problemas ambientais do que especificamente para o aumento da população humana.

LUCAS CARVALHO/GEOIMAGENS
O excesso de consumo, principalmente nos países ricos, representa um impacto muito maior sobre os recursos naturais do que o crescimento populacional. Na foto, supermercado em Ravenna, Itália, em 2015.
Dinâmica populacional
Principais indicadores
A dinâmica da população é analisada partindo-se de alguns dados gerais, como sua distribuição, o crescimento demográfico (natalidade, fecundidade, mortalidade) e as migrações. Nesse item, será feita uma análise comparativa entre os dados dos países ricos e os dos países pobres, de modo que se possam compreender seus condicionantes.
A taxa de natalidade é calculada com base no número de nascimentos em um ano, multiplicado por 1 000 e dividido pela população total daquele local e ano, conforme a fórmula dada a seguir:

Esse índice está diretamente ligado à fecundidade, que relaciona o número de crianças com menos de 5 anos ao de mulheres em idade reprodutiva. É um dado influenciado diretamente por questões religiosas, culturais, étnicas e políticas, uma vez que diz respeito à maneira como as mulheres e seus companheiros definem o número de filhos que vão ter.

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