Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano


Alguns dados dos países emergentes da américa latina – 2014



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Alguns dados dos países emergentes da américa latina – 2014

País

Área (km²)

População (hab.)

PIB (trilhões US$)

RNB per capita (US$)

Argentina

2 780 400

42,9

0,53

13.480

México

1 964 380

125,4

1,29

9.870

Fonte: The World Bank. Disponível em: . Acesso em: 28 jan. 2016.
México
Com cerca de 125 milhões de habitantes, o México é o segundo país mais populoso da América Latina, atrás apenas do Brasil. Em virtude da colonização hispânica, é também a maior nação de língua espanhola do mundo e apresenta grande concentração de cristãos: cerca de 95% dos mexicanos seguem o catolicismo.
O México tem economia diversificada, com amplas reservas minerais e um parque industrial moderno. No entanto, seu IDH, apesar de ser considerado elevado, ainda envolve taxas de analfabetismo pouco abaixo dos 6% e de mortalidade infantil em torno de 13 crianças mortas a cada mil nascidas.
Hoje, a produção industrial mexicana baseia-se nos setores siderúrgico, automobilístico, petroquímico e de eletroeletrônicos, sendo, junto com a produção do Brasil, uma das mais dinâmicas da América Latina (observe o mapa na página a seguir). Um dos fatores que contribuiu para o desenvolvimento industrial do país foi a entrada das maquiladoras, empresas estadunidenses que se instalaram em território mexicano para aproveitar o baixo custo da mão de obra local.
As maquiladoras são fábricas de montagem final que utilizam peças e equipamentos vindos dos Estados Unidos e depois exportam o produto já pronto. Esse processo é responsável por quase 50% das exportações mexicanas e por mais de 30% das importações. Atualmente, cerca de 4 mil e 700 maquiladoras funcionam no México, localizadas principalmente na parte norte do país, próximo à fronteira com os Estados Unidos.
Em relação aos recursos minerais, o país é grande produtor de petróleo, com reservas localizadas no Golfo do México. Outros minerais de grande importância para sua economia são: prata, ouro, chumbo, fosfato, enxofre e carvão mineral. Entre os gêneros agrícolas de maior produção no país estão: milho, feijão, café, banana, laranja, cana-de-açúcar, trigo e algodão.

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MARIO YOSHIDA
Fonte: Istituto De Agostini. Atlante Geografico de Base. Novara: Istituto De Agostini, 2013. p. 139 e 143. (Adaptado).
Outra importante fonte de divisas é o turismo. Com rico patrimônio histórico e cultural, muitas cidades litorâneas, como Acapulco e Cancún, e sítios arqueológicos, como Chichén Itzá, são visitados por milhões de estrangeiros anualmente.
Apesar de a economia mexicana ter crescido e se diversificado, o país não ficou livre das instabilidades. Nas últimas décadas, o México passou por várias crises financeiras.
A partir do fim da década de 1980, o país aderiu às políticas neoliberais, privatizando muitas empresas estatais e reduzindo os gastos públicos. Em 1993, o México ingressou no Tratado de Livre‑Comércio da América do Norte, o Nafta (North American Free Trade Agreement). Nesse acordo, ficou estabelecido um prazo para a eliminação gradual das barreiras tarifárias nas transações comerciais com os Estados Unidos e o Canadá. Em 2015, o México também aderiu, junto com outras 11 nações banhadas pelo Oceano Pacífico, ao Tratado de Livre-Comércio Trans-Pacífico.
Com a ajuda dos Estados Unidos, no início deste século o México atingiu o índice de crescimento econômico anual de 6,9%, o maior da América Latina nesse período. No entanto, em 2008, com a crise econômica dos mercados internacionais, em especial dos Estados Unidos, o país também foi atingido por mais uma recessão. Um dos reflexos foi a diminuição da

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remessa de dólares por parte dos milhões de mexicanos que viviam nos Estados Unidos.
Apesar dos ganhos econômicos conquistados nas últimas décadas, a política interna ampliou os desequilíbrios sociais, pois privilegiou investimentos em monopólios industriais, em vez de incentivar a agricultura familiar, e, assim, beneficiou a minoria rica, em detrimento da maioria pobre. São frequentes os protestos contra essa política, principalmente no estado de Chiapas, a região mais pobre do país.

MOVIMIENTO EZNL SAN CRISTOBAL/HA/DPA/CORBIS/LATINSTOCK
O estado de Chiapas, no sul do México, possui reservas petrolíferas e é responsável por grande parte da produção de energia hidrelétrica do país. Mesmo assim, sua população apresenta índices abaixo da média nacional e, por isso, reivindica maior autonomia política e ampliação dos direitos sociais. Na foto, indígenas mexicanos protestam em Chiapas, México, em 2011.
Um dos reflexos da desigualdade social pode ser exemplificado pelo número de mexicanos que arriscam a vida tentando migrar ilegalmente para os Estados Unidos. Estima-se que mais de 12 milhões de pessoas já deixaram o México em busca de melhores condições de vida no país vizinho.
A população mexicana é composta basicamente de mestiços de descendentes de europeus e indígenas. Está concentrada principalmente na região central, onde se situam as maiores cidades do país, como Puebla, Guadalajara e a capital, Cidade do México.
A Cidade do México, a exemplo de outras grandes metrópoles de países periféricos, enfrenta sérios problemas ambientais e de infraestrutura. Recebeu milhões de camponeses ao longo do século XX e atualmente a oferta de empregos não é suficiente para suprir a crescente demanda.
Consulte o perfil de Yves Lacoste no Manual do Professor.
Argentina
Na América do Sul, a Argentina e o Chile apresentam IDH considerado muito elevado.
A Argentina é um país bastante urbanizado, com quase 90% da população vivendo nas cidades. A indústria nacional se destaca na produção alimentícia, química, de equipamentos de transporte e de derivados de petróleo. No campo, o país é grande produtor de soja, trigo, milho e possui expressiva criação de ovinos e bovinos.
Após atravessar um período de relativa estabilidade monetária e de crença no fim da inflação, a Argentina viveu, no início deste século, uma séria crise econômica, consequência dos desajustes das políticas neoliberais adotadas no país na década de 1990.
Naquele período, acreditou‑se que a política de privatizações, a abertura para o capital estrangeiro e a paridade da moeda argentina (o peso) com o dólar dariam estabilidade à economia do país. No entanto, sem ter mais empresas estatais para vender e com grande déficit acumulado em sua balança comercial, o governo argentino foi obrigado a desvalorizar a moeda e a suspender o pagamento de sua dívida externa com os bancos internacionais.

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