Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Índia

Site do Consulado da Índia, disponibiliza dados oficiais e informações sobre as relações desse país com o Brasil.

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Essa revolução baseou-se na introdução de novas variedades de trigo e de arroz; na adoção de fertilizantes e pesticidas; na ampliação e eficiência dos sistemas de irrigação e na mecanização do campo.
Com isso, em pouco mais de três décadas, a produção de cereais triplicou e a Índia passou a ser um dos maiores produtores do mundo. A expansão de áreas agrícolas, no entanto, vem causando impactos ambientais relevantes nos últimos tempos.
Apesar de, na safra 2013, a Índia ter produzido mais de 294 milhões de toneladas de grãos, a má distribuição de terras e o predomínio de uma política agroexportadora mantiveram o país na lista dos que têm maiores índices de fome no mundo.
África do Sul
A África do Sul é o país economicamente mais desenvolvido do continente africano e o único que pode ser incluído entre os países emergentes. Observe no mapa a seguir seu desempenho político e econômico em âmbito continental e global.
Note que é um país de forte influência no continente e que possui significativa relação política com Brasil e Índia.

MARIO YOSHIDA
Fonte: BATTISTONI-LEMIÉRE, Anne; NONJON, Alain. Cartes en mains: Méthodologie de la cartographie. Paris: Ellipses, 2014. p. 159.

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CARTOGRAFANDO
Geopolítica sul-africana
O mapa África do Sul: Geopolítica é caracterizado pela multiplicidade de informações, o que exige uma leitura atenta, acompanhada de uma interpretação correta dos símbolos presentes na legenda.
Observe, por exemplo, que a África do Sul participa de diversos blocos econômicos e, para cada um, o cartógrafo utilizou diferentes códigos. Em escala regional – restrita ao continente africano – foram usados contornos com diferentes cores, como os que distinguem os países partícipes da União Africana, em vermelho; daqueles pertencentes apenas à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, em verde. Uma tipografia, fonte e cor diferenciadas, foi usada para destacar os países da Nova Parceria para o Desenvolvimento da África.
No âmbito global, destaque para os países do BRICS, com uma estrela vermelha; o Fórum multilateral com a Índia e o Brasil, indicado pelas setas e preenchimentos em rosa, e o G-20, assinalados em um pequeno quadro preto.
Por fim, é possível também ver a influência diplomático-militar Sul-Africana sobre outros países africanos, destacada em laranja; e econômica, em verde.
Do ponto de vista econômico, a exploração mineral é uma de suas principais atividades, uma vez que seu território apresenta subsolo rico em diamante, bauxita, ouro, platina e urânio, exportados principalmente para os países ricos.
Além dos recursos minerais, a economia se apoia basicamente nos setores secundário e terciário, o que a difere do restante dos países africanos nos quais predomina o desenvolvimento do setor primário.
Do PIB total, 65% vem do setor de serviços, 32%, da indústria e somente 2,5% é originado da atividade agropecuária, o que mostra o relativo grau de desenvolvimento econômico desse país.
Os setores industriais de maior destaque são o metalúrgico, o automobilístico, o alimentício, o químico e o naval. O setor energético depende do petróleo importado. Contudo, o país conta com grande potencial hidrelétrico e grandes reservas de urânio, matéria‑prima essencial na produção de energia nuclear.
No setor agropecuário, praticam‑se atividades que empregam elevado grau de mecanização e também outras que visam à subsistência. As duas atendem ao mercado interno. Os principais produtos agrícolas cultivados são os cereais (trigo e milho), a cana‑de‑açúcar, as frutas (laranja e uva) e o algodão. Observe novamente o mapa África: Economia – 2013, no Capítulo 7, para ver a distribuição espacial da produção econômica sul-africana.
O PIB e a renda per capita da África do Sul, portanto, são superiores aos dos demais países da África Subsaariana. Mas isso não quer dizer que a maioria da população sul-africana viva em condições melhores que as de seus vizinhos, visto que a renda nesse país é altamente concentrada.
Com população de quase 54 milhões de habitantes, o país é composto de negros (79,5%), euro-africanos (9%), brancos (9%) e indianos e asiáticos (2,5%), o que mostra uma composição populacional de maioria negra e mestiça.

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Mesmo com o fim do sistema segregacionista do apartheid (leia o texto do boxe a seguir), a miséria da maior parte da população negra ainda é bastante significativa, e mais da metade da renda nacional se concentra nas mãos da minoria branca.

TEKA/ALAMY/LATINSTOCK
Moradias precárias em Johannesburgo, África do Sul, 2014.

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