Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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VÁ FUNDO!
Assista a:
Gandhi
Direção: Richard Attenborough. EUA, 1982. 191 min.
Narra a trajetória de Mahatma Gandhi, líder pacifista que lutou pela autonomia da Índia.

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Além disso, a Índia apresenta um enorme atraso em setores importantes, como os de geração de energia e de rede de transportes, bem como na formação de mão de obra especializada, na distribuição de riquezas e na superação de conflitos étnicos. A confluência do hinduísmo, do budismo, do islamismo, entre outras religiões, é até hoje um traço marcante dos conflitos da região.
Ex-colônia inglesa, entre 1858 e 1947, o país sofreu forte influência britânica, como o tipo de organização do sistema educacional, a preferência por determinadas atividades esportivas e o uso da língua inglesa – considerada oficial junto com outros 15 idiomas. A estratégia linguística foi uma das principais armas do colonizador na tentativa de dar certa unidade ao país, uma vez que são faladas 325 línguas e outros 700 dialetos por todo o território. Além disso, os ingleses investiram em infraestrutura, com o estabelecimento de projetos de irrigação e a construção de um amplo sistema ferroviário.

RKL_FOTO/SHUTTERSTOCK
O intenso êxodo rural levou milhões de flagelados aos principais centros urbanos da Índia. A cidade de Mumbai (antiga Bombaim) é o centro financeiro do país. No entanto, a maior parte de sua população, de 21 milhões de habitantes, mora em cortiços e favelas. A situação em Calcutá, Nova Délhi e Madras, outros importantes aglomerados urbanos, não é diferente. Na foto, ruas de Mumbai, 2015.
A elevada tributação sobre a miserável população do país, as diferenças culturais e a ação repressiva do governo britânico, no entanto, aumentaram a força dos movimentos nacionalistas, que buscavam a autonomia indiana. O principal líder desse movimento foi Mahatma Gandhi (1869-1948), que utilizava métodos pacíficos (não violência) para se opor aos abusos cometidos pelo governo britânico e às intolerâncias religiosas.
Após a independência, a Índia manteve‑se por pouco mais de quatro décadas em grande isolamento econômico. Durante esse período, marcado pela Guerra Fria, seu maior parceiro econômico foi a ex‑União Soviética. Essa parceria permitiu estabelecer importantes centros de pesquisa, com o desenvolvimento de tecnologia para lançamento de foguetes e satélites, construção de porta‑aviões e domínio da informática.

DHIRAJ SINGH/BLOOMBERG/GETTY IMAGES
Empresa de eletrônicos em Bangalore, Índia, 2013.
Buscando manter sua autossuficiência, a Índia investiu nas indústrias de base e bélica, em obras de infraestrutura, na substituição de importações e

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na formação de cientistas. Na década de 1970, o nacionalismo indiano era tão forte que multinacionais como a Coca-Cola e a IBM deixaram o país.
A partir de 1991, após a dissolução do império soviético, a Índia iniciou a abertura de sua economia para investimentos estrangeiros. Apesar de ainda manter muitas empresas estatais, setores estratégicos, como energia, petróleo e telecomunicações, foram privatizados. No ramo da indústria automobilística, instalaram-se na Índia empresas como as estadunidenses General Motors e Ford, a francesa Peugeot e a japonesa Toyota. A Índia é hoje a maior exportadora mundial de softwares, cuja produção aumentou 40 vezes nos últimos dez anos. Bangalore, no sul do país, concentra um dos principais polos de desenvolvimento desse tipo de tecnologia.
Mesmo assim, a Índia continua sendo predominantemente rural, com 68% de sua população vivendo no campo. O país figura entre os três maiores produtores mundiais de arroz, batata, cana-de-açúcar, feijão e trigo. Em relação aos recursos minerais, possui grandes jazidas de minério de ferro, bauxita, carvão mineral, urânio, zinco, manganês, petróleo e gás natural. Observe o mapa a seguir.

MARIO YOSHIDA
Fonte: Istituto De Agostini. Atlante Geografico de Base. Novara: Istituto De Agostini, 2013. p. 131. (Adaptado).
Na década de 1960, o governo indiano, preocupado com a explosão populacional e a necessidade de aumentar a produtividade de alimentos e de reduzir a subnutrição, aderiu a um programa realizado em vários países e promoveu um grande investimento no setor agrícola: a Revolução Verde.

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