Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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Vá fundo!
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Made in China
Direção: Estevão Ciavatta Pantoja. Brasil, 2014. 96 min.
Retrata a história de uma vendedora que tenta desvendar por que as mercadorias chinesas são as mais baratas.

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agropecuárias, ainda assim, devido a seu enorme contingente populacional, o país necessita importar alimentos, caso da soja brasileira por exemplo.
Observe no mapa a seguir a distribuição das produções agrícolas, minerais e industriais chinesas.

MARIO YOSHIDA
Fonte: Istituto De Agostini. Atlante Geográfico de Base. Novara: Istituto De Agostini, 2013. (Adaptado).
No século XXI, alguns desafios se impõem a China. Um deles é alterar sua matriz energética, que hoje depende muito de fontes poluentes e caras, como o carvão mineral. Uma das alternativas é ampliar a utilização de seus rios, como foi feito na construção da usina hidrelétrica de Três Gargantas, no Rio Yang Tsé-Kiang. Atualmente, essa usina é a maior do mundo e é considerada símbolo de crescimento chinês.
Outros desafios serão o de manter o abastecimento de matérias‑primas e de energia para continuar crescendo economicamente e melhorar as condições de vida da população, principalmente no campo, uma vez que o IDH do país ainda ocupava a 90 a posição em 2015.

XINHUA/DU HUAJU/AFP
Represa de Três Gargantas, localizada no Rio Yang Tsé-Kiang, 2014.

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Questões geopolíticas atuais
Atualmente, a China enfrenta alguns desafios diplomáticos, principalmente nos embates que envolvem Taiwan e Tibete.

MARIO YOSHIDA
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 47. (Adaptado).
Taiwan, ou Formosa, é um arquipélago situado próximo à costa chinesa. Em 1949, tornou‑se local de abrigo para milhares de refugiados, que deixaram a República Popular da China desgostosos com o fato de o país ter se tornado comunista.
Taiwan adota o sistema capitalista e recebe muitos investimentos estadunidenses. Os Estados Unidos se preocupam em estabelecer sua presença militar e econômica na região. Taiwan teve grande desenvolvimento econômico nos anos 1980 e, atualmente, é um dos maiores exportadores mundiais de componentes para computador.
Na década de 1990, o diálogo com a China foi retomado. No entanto, a China ainda considera Taiwan uma província e exige a reunificação. Isso contraria a vontade de grande parte da população de Taiwan, que prefere a autonomia total. Dessa forma, os impasses diplomáticos ainda dificultam os avanços por um acordo de paz definitivo.

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O Tibete consiste em uma região autônoma da China, com uma população de aproximadamente 2,84 milhões. Localizado em uma posição estratégica entre o sul e a parte central do continente asiático, foi uma nação independente até 1950, quando passou a ser controlado pelo governo chinês.
Essa região possui ricas reservas florestais e minerais. Seu subsolo detém jazidas de cobre, urânio e ferro, entre outros. Outro fator relevante são os recursos hídricos – é no Planalto Tibetano que se localizam as nascentes dos principais rios asiáticos.
Dar autonomia ao Tibete, portanto, significaria para a China uma grande perda de poder e de riquezas naturais. Os tibetanos, por seu lado, ressentem-se por serem tratados como cidadãos de segunda classe no próprio território. Todos os anos, monges tibetanos se organizam para lutar pelo separatismo, mas são duramente reprimidos. O governo chinês considera a questão tibetana um assunto interno e não admite interferências internacionais.

SHUTTERSTOCK
Palácio de Potala, em Lhasa, no Tibete, 2013.
Atualmente, as situações de Hong Kong e Macau são as mais tranquilas. Durante pouco mais de 150 anos (Hong Kong) e 400 anos (Macau), essas cidades foram protetorados britânico e português, respectivamente, e voltaram a ser posse da China no final da década de 1990.
Consideradas regiões administrativas especiais, elas manterão a autonomia econômica até o final da década de 2040. Durante esse período, cabe à China a responsabilidade pela política externa e pela proteção militar dos territórios. Após essa data, as políticas econômicas de Hong Kong e Macau seguirão as mesmas diretrizes aplicadas ao restante do país.
Em termos de política externa, o principal impasse regional é a disputa pela hegemonia geopolítica e pela liderança econômica regional com o Japão.
Índia
Com cerca de 1,29 bilhão de habitantes, a Índia caminha para ser o país mais populoso do mundo em algumas décadas, devendo ultrapassar a China. Apesar das medidas empregadas no país para conter o crescimento da população, como tentativas de esterilização, divulgação de métodos contraceptivos e limitação do número de filhos, o ritmo de crescimento demográfico tem ficado acima de 1,2% ao ano.
Do ponto de vista socioeconômico, mesmo com os avanços obtidos em algumas áreas científicas e com o extraordinário crescimento econômico do início deste século (cerca de 8% ao ano), o Índice de Desenvolvimento Humano do país é mediano, com elevadas taxas de mortalidade infantil e de analfabetismo. Cerca de 21% dos indianos, por exemplo, são considerados miseráveis, ou seja, sobrevivem com 1,90 dólar por dia. Esse fato pode ser verificado em qualquer uma das grandes cidades desse país.

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