Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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Países do BRICS
BRICS é uma sigla formada pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (South Africa, em inglês). Essa sigla foi criada para se referir a países cujas economias vinham crescendo significativamente e estavam ganhando maior destaque na geopolítica mundial. Inicialmente, porém, a sigla se referia apenas aos quatro primeiros países (BRIC). A África do Sul passou a fazer parte do grupo em 2011.
O BRICS é considerado um agrupamento de caráter informal. Contudo, seu processo de institucionalização está em curso.

MICHAEL KLIMENTYEV/RIA NOVOSTI/AFP
Encontro de chefes de estado do BRICS, na Turquia, 2015.
Observe, na tabela a seguir, alguns dados desses países. Na sequência, estudaremos algumas características da China, Índia e África do Sul. O Brasil foi tema central de nossos estudos no Volume 2 desta coleção, e a Rússia foi estudada no Capítulo 6 deste livro.

Alguns dados dos países do BRICS – 2014

País

Área (km²)

População (hab.)

PIB (trilhões US$)

RNB per capita (US$)

Brasil

8 514 876

206 100 000

2,34

11.530

Rússia

17 098 240

143 800 000

1,86

13.220

Índia

3 287 260

1 295 000 000

2,04

1.570

China

9 598 089

1 364 000 000

10,35

7.400

África do Sul

1 219 090

54 000 000

0,35

6.800

Fonte: The World Bank. Disponível em: . Acesso em: 27 jan. 2016.
China
A República Popular da China é a quarta maior nação do globo em extensão territorial e tem população de 1,36 bilhão de pessoas, a maior do mundo. Apesar de numerosa, ela se distribui de forma irregular pelo território. Nas regiões montanhosas e desérticas, por exemplo, existe um vazio demográfico, e na parte oriental do país, com relevo e clima mais favoráveis e, sobretudo, por causa do grande parque industrial, há uma maior concentração populacional.

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O crescimento vegetativo, no entanto, vem se estabilizando e hoje está em torno de 0,44% ao ano, índice baixo se comparado ao das décadas anteriores. Esse fato se deve, principalmente, à política antinatalista adotada no país na década de 1950.
Tendo em vista o envelhecimento da população nos dias atuais, recentemente o governo chinês passou a rever essa política. Dessa forma, deverá estender a autorização que permite dois filhos por família – o que acontece apenas em condições específicas e em algumas regiões do país.
Em 2014, cerca de 54% da população da China vivia nas cidades. Entretanto, o êxodo rural vem se intensificando, podendo se tornar um grave problema, pois, com população tão numerosa, as cidades vão ter de investir maciçamente em transportes, moradias e na geração de empregos, o que nem sempre é possível.

CHAMELEONSEYE/SHUTTERSTOCK
Mesmo com as políticas de controle de natalidade, em 2016 a China ainda detinha a maior população do planeta. Na foto, rua de Shanghai, a mais populosa cidade chinesa.
A China também é um país que cede muita mão de obra a outras nações. Milhares de chineses emigraram para o Sudeste Asiático, os Estados Unidos, a Europa e, até mesmo, para o Brasil. Por meio da migração e do processo de globalização, muitos elementos da cultura chinesa, como a alimentação, as vestimentas, os ornamentos, a medicina natural e as artes marciais, difundiram‑se pelo mundo.

FRANCO HOFF/PULSAR IMAGENS
Festividade chinesa nas ruas de São Paulo, 2013.
Da economia centralizada à economia de mercado
A economia chinesa apresenta‑se atualmente como uma das mais diversificadas e dinâmicas do planeta, com taxas de crescimento anuais médias de 7% nos últimos anos. Mesmo ocorrendo uma desaceleração em seu crescimento econômico, é previsto que antes da metade deste século seu PIB ultrapasse o dos Estados Unidos.

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