Geografia no cotidiano: ensino médio, 3º ano


A produção do espaço geográfico mundial e a industrialização



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Geografia no cotidiano ensino m dio, 3 ano
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A produção do espaço geográfico mundial e a industrialização
Com a Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII, na Inglaterra, passaram a ocorrer grandes mudanças na relação sociedade e natureza e também transformações significativas no espaço geográfico mundial.
Com a intensificação do comércio, o processo de produção foi aprimorado e o volume de produtos comercializados cresceu, exigindo maior quantidade de matérias-primas – como lã, algodão, madeira, ferro e carvão mineral – e de mão de obra. Associado a isso, as cidades se tornaram lugares de atração de pessoas, provocando um intenso êxodo rural. As fábricas passaram a determinar a organização do espaço geográfico local e global, o que causou transformações radicais nas paisagens. O desenvolvimento do transporte ferroviário contribuiu ainda mais para esse fenômeno. Esse
VÁ FUNDO!
Leia:
Terra à vista – a viagem de Cabral ao Brasil e à Índia, de Janaina Amado, Luiz Carlos Figueiredo. São Paulo: Saraiva, 2013.
O livro destina-se a leitores interessados em conhecer mais sobre a história do Brasil, pois narra os principais acontecimentos da expedição de Cabral, que marcou o início da conquista portuguesa em terras americanas.

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momento da organização cultural, política e econômica do mundo denomina-se capitalismo industrial.
Embora a indústria tenha se espalhado para outras partes da Europa e do mundo, a Inglaterra tornou-se, até a primeira metade do século XX, a grande potência econômica mundial, acumulando, portanto, parte significativa da riqueza mundial.
Com a ampliação da capacidade produtiva, o mercado europeu atingiu seu limite, levando as potências industriais a estabelecer novas colônias, seja como fornecedoras de matérias-primas, seja como consumidoras de seus produtos. Esse fato levou ao desenvolvimento de uma política imperialista e de um novo processo colonialista, o neocolonialismo, que promoveu a partilha da África e da Ásia entre as principais nações europeias. A partilha da África, entre as principais metrópoles europeias, pode ser observada no mapa desta página.
Esse processo redefiniu a organização política do espaço geográfico mundial e marcou profundamente as regiões dominadas, principalmente o continente africano, que teve seu território dividido sem que se respeitasse sua organização cultural e espacial.
Essas ações repercutem até hoje na organização política, econômica e social do continente, com a ocorrência de inúmeras guerras civis e instabilidade política em parte dos países, agora independentes.

MARIO YOSHIDA
Fonte: DUBY, Georges. Grand atlas historique. Paris: Larousse, 2008.

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O processo colonialista na Ásia, apesar de distinto daquele que ocorreu na África, também trouxe consequências para aquele continente, pois desde o mundo árabe até o extremo oriente tudo foi dominado e dividido entre os colonizadores, de modo que foram raras as regiões que não ficaram sob o domínio dos países ocidentais, do Japão ou da Rússia, como se pode observar no mapa a seguir.

MARIO YOSHIDA
Fonte: SCALZARETTO, Reinaldo; MAGNÓLI, Demétrio. Atlas geopolítico. São Paulo: Scipione, 1996. p. 14.

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