Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia


Como interpretar o mundo desenvolvido e o subdesenvolvido



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Biologia 3 Orientações Professor
Como interpretar o mundo desenvolvido e o subdesenvolvido
Nas páginas anteriores, examinamos vários elementos (dados estatísticos, informações históricas 
etc.) utilizados na classificação dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Cabe lembrar que 
toda caracterização regional deve ser analisada de forma cuidadosa, e que devemos relativizá-la 
para ter uma visão realista do mundo atual.
Relativizando os países desenvolvidos
Ainda que nos países desenvolvidos haja certa homogeneidade no que se refere aos aspectos 
socioeconômicos – essas nações são altamente industrializadas e a maior parte de sua população 
usufrui de excelente qualidade de vida –, vários deles vêm enfrentando sérios problemas sociais, 
como a violência urbana, o desemprego e a pobreza, como vimos no Capítulo 3.
Os Estados Unidos, por exemplo, dispõem da economia mais desenvolvida do mundo, de um 
complexo parque industrial, de amplo setor de serviços e de atividade agrícola altamente 
mecanizada e moderna. Contudo, cerca de 15% da população do país (aproximadamente 46,5 
milhões de habitantes) vive com menos de 11 dólares por dia, o que configura, naquela sociedade, 
situação de pobreza. Na França, um dos países europeus em que se registra melhor qualidade de 
vida, os índices de desemprego são alarmantes desde a última década (algo em torno de 10% de 
sua população economicamente ativa), problema presente também em nações como a Itália e a 
Espanha (12% e 26% de desocupação, respectivamente).
Nesses países, porém, o Estado tem condições de desenvolver políticas públicas sociais, garantindo,
entre outros benefícios, alimentação gratuita e salário-desemprego, a fim de amenizar o impacto 
desses problemas na sociedade.
Frederic K. Brown/AFP


Na fotografia, de 2015, moradora de rua dobra roupas ao amanhecer em Los Angeles, Estados Unidos, cidade famosa por abrigar 
milionários e estrelas de Hollywood. Calcula-se que centenas de milhares de
homeless, como são chamados os sem-teto por lá, 
vivam nas ruas das grandes cidades do país.


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Condição um pouco diferente, porém, é a dos países ex-socialistas com economia em transição. 
Observando novamente os dados do mapa da página 84, podemos verificar que o IDH desses 
países, sobretudo da Rússia, dos membros da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e dos 
países da antiga Europa Oriental, varia de médio a alto, valores que correspondem a uma situação 
de desenvolvimento. Essa característica possivelmente é um reflexo do período em que essas 
nações desenvolviam-se sob uma economia socialista planificada, a qual propiciava a uma 
significativa parcela da população desfrutar de uma boa qualidade de vida, com acesso a 
alimentação saudável, moradia digna e educação de qualidade, com possibilidade de ingresso em 
escolas técnicas e universidades.
Contudo, essas nações têm enfrentado diversas dificuldades no processo de transição de uma 
economia estatal planificada para o sistema capitalista. Esses países têm sofrido, inclusive, os 
efeitos da crise econômica mundial, que acarreta desemprego, inflação, endividamento externo, 
concentração da renda e empobrecimento de grande parte da população, problemas que eram 
considerados típicos do subdesenvolvimento.
Relativizando os países subdesenvolvidos
No grupo dos países subdesenvolvidos também encontramos realidades socioeconômicas bastante
diversas. Existem nações com economia baseada essencialmente em atividades agrícolas e 
extrativistas minerais (como Peru, Equador, Angola, Moçambique, Vietnã e Filipinas), e que por isso
são altamente dependentes da exportação de produtos primários e da importação de 
manufaturados, em geral provenientes das nações mais ricas. O PIB desses países é baixo em 
relação ao daqueles com economia mais desenvolvida, o que afeta a renda
per capita
e, 
consequentemente, o padrão de vida da maioria de seus habitantes, que vive em condições de 
extrema pobreza.


Christophe Archambault/AFP
Na maioria dos países conhecidos como Tigres Asiáticos, grandes investimentos do Estado em educação fizeram com que os 
índices de analfabetismo baixassem rapidamente. Na fotografia, aula informatizada em uma escola no norte da Tailândia, em 
2013.
Tal realidade diferencia-se consideravelmente, sobretudo em termos econômicos, da que é 
encontrada nos países subdesenvolvidos de industrialização tardia. Essas nações industrializaram-
se a partir da segunda metade do século XX, edificando economias vigorosas que atualmente se 
equiparam em muitos aspectos às dos países desenvolvidos. É o caso de países como Brasil, 
México, Turquia,


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África do Sul e Índia. Porém, a modernidade proveniente do processo de industrialização não 
extinguiu os traços de pobreza – na verdade, acentuou ainda mais a concentração de renda e as 
desigualdades sociais.
Existe ainda outro grupo de países subdesenvolvidos, cujo processo de industrialização ocorreu 
muito recentemente, a partir do final da década de 1970 e durante a década de 1980. São os 
chamados Tigres Asiáticos – Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Cingapura, Malásia, Indonésia e 
Tailândia. A economia desses países, localizados no Leste e no Sudeste asiáticos, passou por uma 
rápida modernização, que se deveu sobretudo à fabricação de produtos de alta tecnologia, 
vendidos a custos muito baixos. O desenvolvimento econômico permitiu que esses países 
superassem alguns problemas ligados ao subdesenvolvimento, aumentando, por exemplo, a 
expectativa de vida da população, a oferta de postos de trabalho e as oportunidades de 
qualificação da mão de obra por meio de investimentos na área da educação. Contudo, essas 
nações permanecem altamente dependentes do capital internacional e das exportações de 
produtos manufaturados para os países desenvolvidos.
Como se pode perceber, as diferentes regiões, ainda que analisadas pelo enfoque de determinadas
generalizações, apresentam realidades bastante diversas.
Professor, converse com os alunos sobre as atuais condições político-administrativas de Hong Kong e de Taiwan em relação à 
China. Veja mais informações no Manual do Professor.

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