Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia



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Biologia 3 Orientações Professor
Padrão de vida (renda)
A renda é essencial para acessarmos necessidades básicas como água, comida e abrigo, mas também para podermos transcender 
essas necessidades, rumo a uma vida de escolhas e exercício de liberdades. A renda é um meio para uma série de fins, possibilita 
nossa opção por alternativas e sua ausência pode limitar as oportunidades de vida.
A variação do IDH
Para calcular o IDH, leva-se em conta a combinação de todos os indicadores apresentados 
anteriormente (expectativa de vida, anos de escolaridade e poder de consumo), e o resultado varia em 
uma escala de 0 a 1. Quanto mais próximo de 0 é o IDH de um país, piores são as condições 
socioeconômicas enfrentadas pela população. Quanto mais próximo de 1 é esse índice, melhores são as 
condições socioeconômicas da nação. Dessa


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forma, o Pnud divide o IDH nos seguintes níveis ou faixas: muito baixo (0 a 0,499), baixo (0,500 a 0,599), 
médio (0,600 a 0,699), alto (0,700 a 0,799) e muito alto (0,800 a 1).
A ONU calcula o IDH de cada país do mundo todos os anos, já que muitos indicadores variam 
periodicamente. Veja no planisfério abaixo o IDH de cada nação no ano de 2014 e verifique que 
classificação teve esse índice no Brasil.
Mapa: ©DAE/Allmaps
Fonte: Pnud.
Síntese: Relatório do Desenvolvimento Humano
2015. Disponível em: 
. Acesso em: 25 fev. 2016.
De acordo com o que você conhece a respeito da atual situação socioeconômica do Brasil, analise se a classificação 
da ONU é condizente com essa realidade. Observe também o continente em que estão os IDHs mais altos e os mais 
baixos. Em seguida, discuta com os colegas os possíveis motivos de tal distribuição espacial.
As origens históricas do desenvolvimento e do subdesenvolvimento
A análise periódica de indicadores socioeconômicos, como o IDH, é muito importante para detectar
tanto o padrão de vida quanto as profundas desigualdades socioeconômicas que separam os países
ricos e industrializados do Norte dos países pobres e tecnologicamente mais atrasados do Sul. Mas,
como se pode explicar a ocorrência de desigualdades tão acentuadas? Qual seria a origem do 
desenvolvimento e do subdesenvolvimento das nações?
Para responder a essas questões, devemos recorrer mais uma vez à história do modo de produção 
capitalista no mundo.


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Vimos no Capítulo 1 que durante as fases do capitalismo comercial e industrial, entre os séculos XV 
e XIX, estabeleceram-se as bases da relação de dominação e de dependência entre as metrópoles 
europeias e suas colônias na América, na África e na Ásia, reveladas especialmente pela Divisão 
Internacional do Trabalho (DIT).
As metrópoles mercantes (Inglaterra, Bélgica, Holanda, Espanha e Portugal, entre outras) passaram
a explorar os recursos econômicos que havia nas colônias, sobretudo minérios, especiarias e 
produtos agrícolas tropicais. Dessa maneira, as metrópoles enriqueceram à custa da exploração das
riquezas retiradas de suas colônias, o que permitiu, por exemplo, a acumulação de capital 
suficiente para impulsionar a atividade industrial e promover a revolução das técnicas de produção,
que ocorreriam a partir de então. Tal fato colocou essas nações na vanguarda do desenvolvimento 
econômico, tecnológico e social, posição mantida até os dias atuais.
As colônias, por sua vez, permaneceram durante séculos sob o domínio político e econômico das 
metrópoles, exportando matérias-primas e importando produtos manufaturados. Mesmo depois 
do processo de independência, a maioria delas – com exceção de Estados Unidos, Canadá, Austrália
e Nova Zelândia – continua dependente dos países desenvolvidos ou das antigas metrópoles.
Assim, podemos dizer que o desenvolvimento e o subdesenvolvimento são processos relacionados 
à história do capitalismo e da divisão internacional do trabalho por ele imposta.
Guenay Ulutuncok/laif/Glow Images
A economia de muitos países africanos ainda tem como base a exportação de produtos agrícolas primários para os países 
europeus. Na fotografia, vemos membros de uma comunidade rural trabalhando na produção de cacau na Costa do Marfim, em 
2013. O cacau é um dos principais produtos de exportação desse país africano, antiga colônia francesa.


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