Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia



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Biologia 3 Orientações Professor
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Rússia
Durante quase 50 anos, a União Soviética foi o único país do mundo a fazer frente ao poder 
econômico e militar dos Estados Unidos. Mesmo com seu esfacelamento territorial e político, no 
início da década de 1990, a Rússia preservou parte do antigo poder, tornando-se o polo articulador 
de um novo bloco de países, a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
A Federação Russa, como também é chamada, é o país mais poderoso do bloco, reunindo a maior 
parte do arsenal militar e do parque industrial da ex-União Soviética. A Rússia também concentra, 
entre esses países, o maior número de técnicos e cientistas, além dos maiores centros de pesquisas
e universidades.
Desde a fragmentação da União Soviética, o país vem tentando se inserir na economia capitalista 
de mercado. Apesar disso, continua a exercer forte controle sobre a maioria das antigas repúblicas 
soviéticas. Com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1991, a Rússia 
iniciou um rápido e complexo processo de transformação política, que objetivava o 
estabelecimento de um Estado democrático. Nas eleições da década de 1990, por exemplo, a 
população pôde, pela primeira vez em cerca de 80 anos, eleger por meio do voto direto o 
presidente, o primeiro-ministro e seus representantes nas assembleias e no Parlamento, 
escolhendo entre candidatos de diferentes partidos políticos.
Transformações na economia
No plano econômico, o governo russo iniciou em meados da década de 1990 um processo de 
privatização dos meios de produção, com gradativa extinção da propriedade estatal e coletiva, base
do antigo regime. Esse processo, no entanto, desencadeou uma séria crise nos setores produtivos, 
além de graves problemas sociais.
A iniciativa privada vem investindo na modernização das linhas de produção, o que acarreta a 
demissão de grande número de trabalhadores. O desemprego – algo que era praticamente 
desconhecido entre os russos – levou um grande contingente de pessoas a desenvolver atividades 
informais, com significativa queda no padrão de vida da população.
A maior parte das empresas estatais privatizadas foi adquirida por investidores estrangeiros ou por 
burocratas e antigos dirigentes políticos soviéticos, muitos dos quais enriqueceram ilicitamente. 
Desse modo, surgiu uma nova classe dominante, composta de grandes capitalistas, que 
representam uma parcela ínfima da população. Ao mesmo tempo, houve empobrecimento da 
maior parte dos habitantes da Rússia: de acordo com cálculos do próprio governo, acredita-se que, 
hoje, no país, cerca de 16 milhões de pessoas (11% da população em 2015) vivam abaixo da linha 
da pobreza.


Sputnik Images/Easypix Brasil
Moradora da pequena cidade de Tsenteroi vota durante as eleições presidenciais de 2012.


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O dinheiro arrecadado pelo governo com as privatizações não tem sido suficiente para efetuar o 
pagamento de aposentados, funcionários públicos e prestadores de serviços, nem para garantir os 
investimentos necessários nos setores sociais (educação, saúde e habitação), na infraestrutura e na
pesquisa científica. Além disso, a sonegação fiscal e o desvio de verbas praticados por burocratas 
que permanecem no poder têm gerado um grande déficit público. A fim de suprir a falta de 
recursos financeiros, o governo russo vem, desde 1992, obtendo empréstimos do Fundo Monetário
Internacional (FMI) e do Banco Mundial, o que coloca o país, atualmente, entre os maiores 
devedores do mundo.

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