Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia



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Biologia 3 Orientações Professor
Globalização da economia
A Índia passou a registrar forte crescimento econômico depois de 1991, quando o Estado 
abandonou políticas socialistas e deu início a um processo de liberalização da economia, que 
envolveu o incentivo ao investimento estrangeiro, a redução de barreiras tarifárias à importação, a 
modernização do setor financeiro e ajustes nas políticas fiscal e monetária. Como resultado dessa 
nova postura político-econômica, o país apresentou inflação mais baixa e redução do déficit 
comercial. Para promover sua expansão comercial, a Índia tornou-se nos últimos anos um 
importante centro de serviços relacionados a tecnologias de informação.


Hindustan Times/Getty Images
Mulheres fazendo bordados em cortinas de janela, em Asham,Índia, 2015. Grande parte da população indiana vive no campo e 
muitas pessoas tiram seu sustento da venda de produtos artesanais.
Devido a esse processo de abertura ao capital internacional, aliado a uma política de 
desregulamentação e de privatização, a Índia vem atraindo muitos investimentos, principalmente 
dos Estados Unidos e do Japão. Isso se deve aos interesses estrangeiros pelo vasto mercado interno
e pela abundante mão de obra barata do país. Por outro lado, o crescimento econômico não é 
compartilhado por toda a sociedade indiana, já que a maioria da população vive abaixo da
linha 
internacional de pobreza, ou seja, obtém ganhos iguais ou inferiores a USS 1,25 por dia. Apesar 
disso, a parcela da população que tem efetiva capacidade de consumo


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(cerca de 25%) corresponde a mais de 300 milhões de pessoas. A modernização e o rápido 
crescimento econômico da Índia têm provocado a ampliação dessa parcela da população, que 
pertence à classe média.
Mapa: ©DAE/Allmaps
Fonte: CALDINI, Vera; ÍSOLA, Leda.
Atlas geográfico Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 131.
Observe que as maiores áreas industriais da Índia estão no entorno das cidades de Mumbai (costa oeste), Calcutá e Jamshedpur (a
leste), e Chennai e Bangalore (no sul).
Devido a seu parque industrial diversificado, a produção manufatureira indiana equivale a 30% do 
PIB e ocupa 23% da população ativa do país. Entretanto, a Índia ainda depende muito da 
agricultura, já que mais de 70% da sua população vive no campo, e a agricultura ocupa 52% da 
população ativa, respondendo por cerca de 18% do PIB.
Esses números demonstram o que ocorre na estrutura social da Índia. Há no país profundos 
contrastes socioeconômicos: o tradicional e o moderno convivem lado a lado. A maioria da 
população indiana é pobre, mas a economia da nação é uma das que mais vêm crescendo desde a 
década de 1990.
A indústria de alta tecnologia da Índia destaca-se cada vez mais no mercado internacional – o país 
é, por exemplo, um dos maiores exportadores de
software
do mundo. Além de programas de 
computador, a Índia exporta produtos químico-farmacêuticos, máquinas, produtos eletrônicos, 
entre outros.
Em razão de todo esse desenvolvimento tecnológico, o país abriga filiais das maiores empresas da 
área de informática e de telecomunicações do mundo. Além de produtos, a Índia exporta mão de 
obra qualificada: muitos jovens indianos formados nos cursos das áreas de Informática e de 
Engenharia vão trabalhar no exterior, principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido.


Sam Panthaky/AFP
Em Vithalapur, trabalhadores indianos qualificados na fabricação de linhas de montagem de uma empresa especializada para a 
indústria automobilística. Fotografia de 2016.


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