Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia



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Biologia 3 Orientações Professor
Para manter a supremacia
Para manter sua supremacia econômica no mundo, os Estados Unidos têm estabelecido alianças 
comerciais por meio da formação de blocos econômicos e de acordos bilaterais com vários países. 
Além de liderar o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), do qual fazem parte o 
México e o Canadá, a nação estadunidense faz parte da Cooperação Econômica da Ásia e do 
Pacífico (Apec). Os Estados Unidos também firmaram acordos de comércio com países como 
Austrália, Cingapura e Chile, apenas para citar alguns exemplos, e vem implementando um 
ambicioso projeto voltado a beneficiar sua economia, o
Tratado de Livre Comércio Trans-Pacífico
como veremos no Capítulo 6.
• 
Japão
O Japão é a terceira maior economia mundial, com um PIB de cerca de 4,6 trilhões de dólares 
(dados de 2014), ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. O país acumula saldos 
gigantescos no comércio exterior, graças à diversidade de seu parque industrial e ao fato de abrigar
muitas universidades e centros avançados de pesquisa e tecnologia. Além disso, a população 
japonesa usufrui de excelente qualidade de vida, com renda
per capita
média de 36 mil dólares 


anuais e alta expectativa de vida – de cerca de 83 anos –, o que confere aos japoneses um elevado 
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,890 (veja as explicações sobre IDH no Capítulo 4).
Yoshikazu Tsuno/AFP
Idosos fazendo atividades físicas em comemoração ao Dia do respeito aos idosos, em Tóquio, em 2015. No Japão, a expectativa de
vida e a qualidade de vida são elevadas.


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O segredo da prosperidade
A conquista da prosperidade econômica e social no Japão deve-se, em grande parte, aos recursos 
financeiros concedidos pelos Estados Unidos na década de 1950, como forma de impedir a 
expansão do socialismo soviético no Extremo Oriente – além, é claro, de compensar os japoneses 
pelos danos causados durante a Segunda Guerra.
Com os recursos obtidos, o governo japonês investiu na reconstrução do país, direcionando bilhões
de dólares para a criação de infraestrutura (estradas, ferrovias, portos, usinas elétricas etc.), além 
de inaugurar indústrias do setor de base (siderúrgicas, metalúrgicas, químicas, entre outras), 
intermediárias (sobretudo as navais) e, mais tarde, de bens de consumo (automóveis, 
eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos etc.). O principal objetivo era colocar no mercado 
internacional produtos com tecnologia moderna, alta qualidade e preços baixos. Os esforços do 
governo japonês deram resultado: nas décadas seguintes, seus produtos manufaturados 
espalharam-se pelo mundo todo, o que elevou o país à categoria de grande exportador mundial.
Kyodo/Newscom/Fotoarena
Estudantes do Ensino Médio participam do Campeonato de Segurança realizado em Nankoku, em 2015. O investimento em 
educação no Japão é um dos mais altos do mundo.
O ritmo de crescimento econômico do Japão disparou, atingindo, nas décadas de 1950 e 1960, uma
taxa média de 10,5% ao ano, o dobro da taxa apresentada pelas outras nações desenvolvidas. Além
da ajuda financeira dos Estados Unidos, outros fatores contribuíram significativamente para a 
retomada do desenvolvimento no país. Vejamos a seguir os mais importantes.
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