Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia


imensos gastos com a área militar



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Biologia 3 Orientações Professor
imensos gastos com a área militar
durante décadas de corrida armamentista comprometeram os 
investimentos no setor produtivo, o que levou a uma defasagem tecnológica em relação aos 
avanços alcançados pelos países capitalistas desenvolvidos. Somou-se a esses problemas a intensa 
pressão internacional, exercida principalmente pelos Estados Unidos e por outras potências 
capitalistas, para que esses países socialistas apresentassem abertura política e estabelecessem 
regimes democráticos.
Esses acontecimentos geraram grande
insatisfação popular
não somente entre os soviéticos, mas 
também em outras nações socialistas, que clamavam pela abertura política e econômica. Esse fato, 
associado ao afrouxamento da supremacia soviética sobre o Leste Europeu, permitiu que vários 
países da região fizessem reformas que mudariam o mapa da Europa. Foi o caso da reunificação da 
Alemanha, em 1990.
O aprofundamento da crise levou à insustentabilidade política do governo centralizado de Moscou, 
culminando, em 1991, na extinção da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Era o fim da 
Guerra Fria e da ordem geopolítica mundial bipolar.


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A reunificação alemã e o Muro de Berlim
A construção de muros em diferentes lugares do planeta simboliza a separação, o impedimento e a proibição 
no que diz respeito a aspectos essencialmente político-territoriais. O Muro de Berlim foi o grande ícone do 
mundo bipolar e um dos grandes marcos do fim da Guerra Fria. Sua demolição em 1989 por cidadãos alemães
ocidentais e orientais significou, sobretudo, liberdade para os habitantes dessa cidade. Leia o texto a seguir.
O palco principal da Guerra Fria foi a Alemanha: nela se concentrava a maioria das tropas da Otan e do 
Pacto de Varsóvia e das suas bombas atômicas e mísseis. Os dois sistemas econômico-político-
ideológicos ali travavam sua maior batalha a ponto de, em 1961, os soviéticos consumarem fisicamente 
a divisão de Berlim, construindo um alto e tortuoso muro que separou praças, ruas e até casas pelo 
meio, sob a alegação de que era preciso conter o êxodo de alemães do Leste para o Oeste, que 
inviabilizava a República Democrática Alemã. Como se o muro em si não bastasse, equiparam-no com 
defesas extras de fossos, ninhos de metralhadoras e torres de vigia, uma verdadeira fortaleza horizontal 
separando o setor oriental do ocidental da cidade, à semelhança da barreira que, ao longo das fronteiras
da Alemanha e Áustria, dividia a Europa em dois blocos, a chamada Cortina de Ferro. [...]
A Alemanha Ocidental nunca reconheceu a divisão da Alemanha, ao contrário da Oriental que, na sua 
primeira Constituição, proclamava a existência de dois Estados, porém uma só nação alemã, e na 
segunda, foi ao ponto de pretender a existência de duas nações. A Alemanha Ocidental negava-se até a 
ter uma constituição, preferindo uma Lei Fundamental, enquanto as Alemanhas não estivessem 
reunificadas. [...]
Na noite de 9 de novembro de 1989, a população de Berlim, animada pelas notícias de fugas em massa 
de alemães orientais pelo território da Hungria, decidiu investir, mais uma vez, contra o Muro. Antes, 
em 17 de junho de 1953, tropas blindadas soviéticas haviam esmagado uma rebelião popular 
semelhante, que se alastrava pelas principais cidades da Alemanha do Leste. Mas, em 9 de novembro de
1989, tanto os soviéticos quanto os soldados alemães orientais assistiram de braços cruzados à 
derrubada do Muro de Berlim. Horas depois, estava ele no chão, os habitantes das duas partes da 
cidade confraternizando-se, amigos reencontrando-se, famílias reunindo-se de novo.
Na realidade, o Muro caíra por fraqueza de manter-se em pé. Estava minado por dentro, pelo colapso de
uma ineficiente economia totalitária
planificada, que perdera a concorrência com sua rival ocidental. 
[...]
CHACON, Vamireh.
A questão alemã. São Paulo: Scipione, 1994. p. 49, 58 e 59.


Michael Pladeck/Interfoto/Latinstock
Em novembro de 1989, o Muro de Berlim, principal símbolo da Guerra Fria e do mundo bipolar, foi posto abaixo por cidadãos 
alemães. Na ocasião, uma mistura de revolta e de alívio tomou conta da população de ambas as partes da cidade (ocidental e 
oriental).


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O colapso do socialismo e o novo mapa da europa
A queda do Muro de Berlim, em 1989, a reunificação da Alemanha, em 1990, e a dissolução da União 
Soviética, em 1991, provocaram mudanças radicais na configuração das fronteiras europeias, o que abriu 
precedentes para outras dissoluções e arranjos territoriais. Observe nos mapas a seguir as principais 
mudanças que ocorreram na Europa entre o final da década de 1980 e início da
década de 2010.
Mapas: © DAE/Allmaps
Fonte: ATLAS da História do Mundo. São Paulo:
Folha de S.Paulo, 1993. p. 291.


Mapas: © DAE/Allmaps
Fonte: BOCHICCHIO, Vincenzo Raffaele.
Atlas do mundo atual. São Paulo: Atual, 2009.
O aprofundamento da crise levou à insustentabilidade política do governo centralizado de Moscou, 
culminando, em 1991, na extinção da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Era o fim da 
Guerra Fria e da ordem geopolítica mundial bipolar.

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