Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia



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Biologia 3 Orientações Professor
A corrida armamentista
O envolvimento em conflitos regionais e a formação de alianças militares levaram as duas 
superpotências a uma obstinada
corrida armamentista
com o objetivo de alcançar um equilíbrio 
de poder em escala mundial. Ambas acreditavam que, quanto mais estivessem equipadas 
militarmente, mais protegidas estariam de uma ofensiva do inimigo. Para tanto, passaram a 
desenvolver tecnologias bélicas altamente sofisticadas nas áreas aeronáutica, naval, espacial e 
terrestre, que foram aplicadas à fabricação de aviões militares, navios, submarinos, tanques e 
mísseis, muitos deles carregados com
ogivas nucleares
.
Ogiva nuclear:
artefato bélico que contém bomba nuclear, sendo geralmente acoplado a um míssil de médio ou longo 
alcance.
O gigantesco arsenal bélico desenvolvido durante a corrida armamentista foi instalado nos 
territórios das superpotências nucleares e também em países com os quais firmaram tratados, 


além de pontos do planeta considerados estratégicos. Observe no planisfério a seguir o tamanho e 
a distribuição do arsenal militar estadunidense e soviético (e de seus respectivos aliados no mundo)
na década de 1980.
=Mapas: © DAE/Allmaps
Fonte: SCALZARETTO, Reinaldo; MAGNOLI, Demétrio.
Atlas: Geopolítica. São Paulo: Scipione, 1998. p. 52.


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• 
A Guerra Fria e a corrida espacial
Durante a Guerra Fria, o domínio tecnológico e científico-espacial poderia definir a supremacia de 
uma superpotência tanto no campo econômico como no campo político-ideológico. Por isso, 
simultaneamente à corrida armamentista, ocorreram importantes conquistas ligadas ao 
conhecimento do espaço sideral, como a criação de satélites artificiais, naves tripuladas e sondas 
de exploração, por meio dos quais a humanidade obteve grande quantidade de informações sobre 
a Lua, o Sistema Solar e o Universo, até então inexplorados.
A União Soviética saiu na frente na disputa pelo conhecimento espacial: em outubro de 1957, 
lançou ao espaço uma pequena esfera dotada de um transmissor, o
Sputnik, primeiro satélite 
artificial produzido pelo ser humano. Em novembro do mesmo ano, os soviéticos lançaram o
Sputnik 2, que se destacou por ter sido a primeira nave tripulada por um ser vivo (a cachorra Laika).
A resposta estadunidense veio no ano seguinte, com o lançamento do
Explorer 1, satélite artificial 
que transportava aparelhos de pesquisa. Na mesma época, foi criada a Administração Nacional da 
Aeronáutica e do Espaço (Nasa), a agência espacial estadunidense.
Em 1959, a União Soviética lançou o projeto Luna, que permitiu fotografar a superfície lunar pela 
primeira vez. Em abril de 1961, os soviéticos superaram os estadunidenses mais uma vez, com o 
primeiro voo tripulado por um ser humano: o astronauta Yuri Gagarin, a bordo da nave
Vostok 1
foi o primeiro homem a orbitar a Terra. Sua frase “A Terra é azul”, que expressou uma visão 
privilegiada de nosso planeta, é uma das mais famosas da história.
A partir de então, o objetivo dos Estados Unidos passou a ser pisar na Lua. A injeção maciça de 
capital em pesquisas espaciais permitiu que em 1962 um estadunidense, John Glenn, também 
orbitasse o planeta. Nos anos seguintes, a hegemonia espacial dos dois países foi colocada à prova 
diversas vezes. Foguetes e naves cada vez mais sofisticados passaram a ser enviados 
incessantemente ao espaço na tentativa de chegar à superfície lunar e de obter conhecimento de 
outros planetas e do Universo. Nem mesmo os acidentes envolvendo naves soviéticas e 
estadunidenses foram capazes de interromper essa corrida.
Em julho de 1969, os estadunidenses pousaram na Lua. Em um evento transmitido para o mundo 
todo pela televisão, dois dos três astronautas da nave
Apollo 11
pisaram em solo lunar.


Coleção Particular
Capa da Revista
Manchete, de 1969, com os astronautas Neil Armstrong, Michel Collins e Buzz Aldrin, que tripularam a Apollo 11 e
chegaram à Lua.


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Depois que o ser humano chegou à Lua, a disputa espacial começou a perder força. Uma prova 
disso foi o seguinte fato inédito, ocorrido em 1975: tripulantes soviéticos e estadunidenses 
acoplaram suas naves no espaço, realizaram diversos experimentos e trocaram informações, 
sinalizando o fim das grandes rivalidades.
Na década de 1980, a estação espacial
Mir, ambicioso projeto russo, permitiu a instalação de 
módulos espaciais em órbita terrestre com a finalidade de receber pesquisadores que teriam longa 
permanência no espaço. No entanto, em março de 2001, após quinze anos de pesquisas, a
Mir
foi 
desativada. O fim da Guerra Fria e os vultosos gastos com a manutenção dos programas espaciais 
fizeram tanto a ex-União Soviética quanto os Estados Unidos reduzirem o volume de experiências 
siderais.

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