Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia


Página 138 (Os fluxos de mercadorias)



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Biologia 3 Orientações Professor
Página 138 (Os fluxos de mercadorias)
Ao abordar os principais fluxos marítimos internacionais, converse com os alunos sobre a relação entre 
o aumento da capacidade de carga no transporte marítimo, a diminuição dos custos desse tipo de 
transporte e a evolução tecnológica ocorrida nas últimas décadas.
Página 141 (Os fluxos de informação)
Discuta com os alunos as ideias do texto a seguir, que trata da intensificação dos fluxos de informação.
[...] Antigamente ideias viajavam a pé, viajavam na bagagem dos homens. Depois, o advento e a 
democratização da escrita modificaram a própria natureza das relações humanas, a percepção e o 
conhecimento do mundo. Hoje, as ideias são divulgadas principalmente pelo rádio e pela televisão. E 
com a generalização dos bancos de dados e a perspectiva mundialista da “rede das redes” (Internet), 
multiplicam-se e diversificam-se os acessos à informação. [...]
GUEMRICHE, Salah. “O impacto da globalização”. In:
O correio da Unesco, ano 25, n. 8. Rio de Janeiro: FGV, ago./1997. p. 
22.
Página 142 (Internet: a rede mundial de computadores)
Os textos a seguir podem ser utilizados para propor aos alunos um debate em sala de aula, a fim de 
refletirem sobre as questões relacionadas à internet em suas vidas. Sugira que leiam os textos e anotem 
as ideias. Em seguida, divida a turma em um grupo que defenda pontos positivos do uso da internet e 
outro que aponte pontos negativos. Solicite que, ao final das discussões, elaborem uma redação a partir 
de suas reflexões.
A Internet abriu espaços para o conhecimento, enquanto convive, no Brasil, com 
níveis ínfimos de educação e cultura


Quando, nos idos do século 15, um modesto artesão chamado Gutenberg inventou a imprensa, o pânico
se espalhou entre os letrados – será que o novo método, que possibilitaria a qualquer homem do povo 
ler a Bíblia, não se tornaria realmente um fator de anarquia, uma ameaça à sociedade?
Cinco séculos mais tarde, a informática, a nova tecnologia da comunicação, está aí, causando, em 
âmbito global, um impacto de tal ordem que atinge status de revolução – de novo paradigma cultural. 
Os tradicionais sistemas de comunicação linear, de ponto a ponto (emissor/receptor) e estelar (do tipo 
um emissor, vários receptores, como rádio e TV), expandem-se na grande rede planetária de 
comunicações. A Internet incorpora e supera todas as mídias anteriores. [...]
Mas a nova rede de comunicações planetária é muito mais do que o supra-sumo da tecnologia, ou um 
grande e divertido brinquedo eletrônico, ou um cômodo e eficiente instrumento de trabalho. É a 
realização de uma das utopias mais antigas e fundamentais do espírito humano: a abertura do saber e a 
criação de um “novo mundo” – o ciberespaço, onde todas as possibilidades de comunicação humana se


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entrecruzam, formando o que já foi definido por Pierre Lévy, professor do Departamento de Hipermídia 
da Universidade de Paris VIII, como “o espaço antropológico da inteligência e do saber coletivos”. [...]
Mas no grande debate estabelecido, em todo o mundo, sobre o ciberespaço, insere-se a consciência do 
grande paradoxo cultural vivido por alguns países, como o Brasil, onde a mais alta tecnologia deve 
conviver com níveis ínfimos de educação básica. Por exemplo: Deonísio da Silva, escritor e professor 
universitário, confessa lançar sobre a Internet um olhar desconfiado, de soslaio, embora reconheça nela 
um correio eficiente e rápido, e um instrumento de pesquisa. Diz: “A palavra impressa, o documento, o 
livro, são insubstituíveis. Meu medo é que as novas gerações sejam transformadas em zumbis 
eletrônicos, que digitam no computador mas leem pouco. A leitura na Internet é complementar. Mas 
ela é boa para se visitar todas as livrarias do mundo, o que equivale a não visitar nenhuma. Não gosto de
mega isso, mega aquilo. Cultura é detalhe. As pequenas livrarias são as melhores do mundo. A Internet é
segmentada demais. De repente nem sabemos mais o que estávamos pesquisando, de tantos caminhos 
e dispersões”.
PRADA, Cecília. Novo mundo do saber. SESC São Paulo. Disponível em: 
.
O espetáculo é a fase extrema do processo de alienação, impondo uma redução da vida humana e social
à simples aparência mediada pelas novas mídias.
A influência da era digital no cotidiano do mundo globalizado não é uma questão de comunicação, é 
algo muito mais complexo. Várias pesquisas já apontam a dependência de jovens e adultos do 
ciberespaço. Nos Estados Unidos o índice varia de 13 a 18%, entre jovens na faixa dos 20 anos. No Brasil 
uma pesquisa de Jefferson Cabra Azevedo, da Universidade do Norte Fluminense realizada com 7.500 
jovens do ensino secundário de Macaé apontou o índice de 13,08%. Porém, o problema envolve 
realmente mudanças nas articulações do cérebro provocadas pelo uso intensivo dos meios digitais. 
Como explica o pesquisador Jefferson Azevedo: “Vive-se na era da informação, de rápidas mudanças nas
estruturas sociais e em suas relações, tornou-se evidente que as atuais tecnologias e suas aplicações 
possibilitam novos arranjos sociais e psíquicos, mudando paulatinamente o comportamento individual e 
coletivo. Esta nova tecnologia se entranha e se ramifica nas mais variadas concepções, tornando-nos 
dependentes, não apenas no sentido patológico, mas, principalmente por permear nossas 
manifestações culturais, econômicas, sociais e psicológicas”.
O pesquisador norte-americano Nicholas Carr, autor do livro “A geração Superficial” [...] argumenta que 
a internet descarrega o tipo de estímulo sensorial e cognitivo – repetitivos, intensivos, interativos e 
aditivos (viciantes) – que já foi demonstrado como provocadores de fortes e rápidas alterações dos 
circuitos e funções cerebrais. Por exemplo: como os usuários de internet leem? Simples, eles não leem. 
Eles permanecem 10 segundos numa página e já trocam. Carr cita uma pesquisa de uma empresa 
israelense que vende software para empresas interessadas em perfis de consumidores, realizada com 
um milhão de usuários em vários países. A maioria deles permanecia entre 19 e 27 segundos antes de 
trocar de página, e quando liam um artigo, no máximo duas páginas, e novamente trocavam. Trata-se de
uma nova maneira de ler “por cima” e pulando. (sic) “estamos evoluindo de seres cultivadores de 
conhecimento pessoal para seres caçadores e coletores de dados eletrônicos”, define Nicholas Carr.
TUBINO, Najar. A nova fase da Sociedade Espetáculo. Carta Maior. 25/03/2015. Disponível em: 
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