Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia


Página 118 (Principais blocos econômicos regionais)



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Biologia 3 Orientações Professor
Página 118 (Principais blocos econômicos regionais)
Solicite aos alunos que pesquisem as diferentes moedas utilizadas nos países-membros de cada bloco 
econômico estudado no capítulo. Peça-lhes que verifiquem as cotações de cada moeda, como o euro, o 
dólar e o iene, em relação ao real.
Capítulo 7 – Os fluxos da rede global de negócios
Nesse capítulo serão estudados os fluxos de mercadorias, de informações e de capitais, e a distribuição 
geográfica dos centros internacionais de poder. Espera-se fornecer condições para o aluno compreender
como ocorrem esses fluxos e como eles estão relacionados ao espaço geográfico dos países 
desenvolvidos e subdesenvolvidos.
Página 138 (página inicial do capítulo)
Para complementar o estudo das redes, utilize o texto a seguir:
Que é uma Rede?
Mas o que é uma rede? As definições e conceituações se multiplicam, mas pode-se admitir que se 
enquadram em duas grandes matrizes: a que apenas considera o seu aspecto, a sua realidade material, 
e outra, onde é também levado em conta o dado social. A primeira atitude leva a uma definição formal, 
que N. Curien (1988, p. 212) assim retrata: “toda infraestrutura, permitindo o transporte de matéria, de 
energia ou de informação, e que se inscreve sobre um território onde se caracteriza pela topologia dos 
seus pontos de acesso ou pontos terminais, seus arcos de transmissão, seus nós de bifurcação ou de 
comunicação”.
Mas a rede é também social e política, pelas pessoas, mensagens, valores que a frequentam. Sem isso, e
a despeito da materialidade com que se impõe aos nossos sentidos, a rede é, na verdade, uma mera 
abstração. Talvez por isso um geógrafo como O. Dollfus propõe (1971, p. 59) que o termo de rede seja 
limitado aos sistemas criados pelo homem, deixando aos sistemas naturais o nome de circuitos. A 
verdade, porém, é que uns e outros apenas são valorizados pela ação humana.
A noção de um espaço reticulado (espace maillé) que tanto encontramos num psicólogo como G. N. 
Fischer (1980, p. 28), como num geógrafo como Claude Raffestin (1980, pp. 148-167), vem dessa 
construção deliberada do espaço como quadro de vida, pronto a responder aos estímulos da produção 
em todas suas formas materiais e imateriais. Mediante as redes, “a aposta não é a ocupação de áreas, 
mas a preocupação de ativar pontos e linhas, ou de criar novos” (Durand, Lévy, Retaillé, 1992, p. 21).
Noção considerada como eminentemente geo gráfica no Dicionário da Geografia (Dictionnaire de la 
Géographie, 1970, p. 336-368) dirigido por P. George, pode ser enxergada segundo, ao menos, três 
sentidos, conforme propõe H. Bakis (1993, p. 4): a) polarização de pontos de atração e difusão, que é o 
caso das redes urbanas; b) projeção abstrata, que é o caso dos meridianos e paralelos na cartografia do 
globo; c) projeção concreta de linhas de relações e ligações que é o caso das redes hidrográficas, das 
redes técnicas territoriais e, também, das redes de telecomunicações hertzianas, apesar da ausência de 
linhas e com uma estrutura física limitada aos nós. [...]
Uma visão atual das redes envolve o conhecimento da idade dos objetos (considerada aqui a idade 
“mundial” da respectiva técnica) e de sua longevidade (a idade “local” do respectivo objeto), e, também,


da quantidade e da distribuição desses objetos, do uso que lhes é dado, das relações que tais objetos 
mantêm com outros fora da área considerada, das modalidades de controle e regulação do seu 
funcionamento.
Esses dois enfoques não são estanques. Seria impossível enfrentar de modo separado essas duas tarefas
analíticas. O importante, mesmo, é unir esses dois esforços, já que cada fase do processo pode também 
ser vista como uma situação; e cada situação pode ser vista como um corte num movimento que é 
desigual, segundo levemos em conta este ou aquele elemento. Diacronia e sincronia, vistas através do 
espaço geográfico são, exclusivamente, duas faces de um mesmo fenômeno, ou, ainda melhor, duas 
formas de perceber um movimento unitário.
Podemos, grosso modo, admitir, pelo menos, três momentos na produção e na vida das redes. Um largo
período pré-mecânico, um período mecânico intermediário e a fase atual.


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No primeiro período, há, de algum modo, “império” dos dados naturais; o engenho humano era 
limitado, às vezes subordinado, às contingências da natureza. Dentro dessas circunstâncias, as redes se 
formavam com um largo componente de espontaneidade.
No segundo momento, cuja afirmação coincide com os albores da modernidade, as redes assumem o 
seu nome, mediante o caráter deliberado de sua criação. O exemplo de Colbert, ministro de Luís XIV, na 
França, é ilustrativo dessa vontade explícita de “corrigir” e “melhorar” o território, por intermédio das 
redes. O desenvolvimento das técnicas é uma nova etapa nesse segundo momento. A “rede de etapas” 
de que fala A. Gras (1993, p. 26) ganha unidade funcional com as novas formas de energia.
A chamada pós-modernidade, este período técnico-científico-informacional, marca um terceiro 
momento nessa evolução. Os suportes das redes encontram-se, agora, parcialmente no território, nas 
forças naturais dominadas pelo homem (o espectro eletromagnético) e parcialmente nas forças 
recentemente elaboradas pela inteligência e contidas nos objetos técnicos (por exemplo, o 
computador...). Desse modo, quando o fenômeno de rede se torna absoluto, é abusivamente que ele 
conserva esse nome. Na realidade, nem há mais propriamente redes; seus suportes são pontos. [...]
SANTOS, Milton.
A natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2004. p. 262-264.

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