Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia



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Biologia 3 Orientações Professor
visão integradora
entre as
dinâmicas sociais
e as
dinâmicas naturais. Assim, espera-se que os alunos percebam que o espaço 
geográfico e as paisagens terrestres são produtos das relações de interação e dependência entre os 
elementos naturais da biosfera (formas de relevo, rios, florestas, mares, climas e outros) e da 
interferência humana sobre esses elementos e, consequentemente, sobre os ecossistemas do planeta. 
Além disso, ao estudar os fatos sociais e os fenômenos naturais, levam-se em conta, nesta obra, as 
diferentes
escalas geográficas de análise. Isso significa dizer que, no processo de elaboração dos 
conteúdos e das atividades de ensino aqui apresentadas aos professores, buscou-se levar em 
consideração uma visão escalar do espaço geográfico, articulando, sempre que necessário, as escalas
local,
regional,
nacional,
zonal
e
global
para melhor apreensão da realidade socioespacial 
contemporânea e pretérita.
Ler os fenômenos geográficos em diferentes escalas permite ao aluno uma leitura mais clara do seu 
cotidiano. Dessa maneira, ele entenderá a realidade, poderá comparar vários lugares e notar as 
semelhanças e diferenças que há entre eles. A partir desse entendimento, os saberes geográficos são 
estratégicos, pois permitem ao aluno compreender o significado da cidadania e assim exercitar seu 
direito de interferir na organização espacial. [...]
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.
Orientações curriculares para o Ensino Médio
– Ciências Humanas 
e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEB, 2006. v. 3. p. 51.
Os conceitos básicos e o conteúdo de Geografia no Ensino Médio
De acordo com Kaercher et al. (1999, p. 169)


O Ensino Médio constitui a etapa final do ensino básico. É, portanto, o momento em que devem ser 
consolidados, complementados e aprofundados os conteúdos de aprendizagem que foram 
desenvolvidos no Ensino Fundamental. Nesta etapa, na qual se amplia o domínio cognitivo, instrumental
e afetivo/valorativo, é importante que o professor tenha, em cada disciplina, um bom conhecimento de 
sua área de atuação, em especial dos conteúdos que serão objeto do processo de ensino-aprendizagem.
[...]
KAERCHER, Nestor André; REICHWALD Jr., Guilherme; SCHÄFFER, Neiva Otero. A Geografia no Ensino Médio. In: 
CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.).
Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: Editora da 
Universidade/UFRGS/Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre, 1999.


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Nesta obra, os conteúdos estão estruturados de acordo com os conceitos básicos da Ciência Geográfica 
– lugar, paisagem, região e território – e com outros conceitos fundamentais, como sociedade, cultura, 
técnica, tecnologia, redes, fluxos e globalização. Observe no quadro-síntese a seguir (extraído do
PCN + 
Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais – 
Ciências Humanas e suas Tecnologias, 2002) o significado de alguns conceitos básicos da Geografia 
utilizados como elementos estruturantes deste volume.
Conceito
Concepção norteadora
Elementos de aprofundamento
Espaço
geográfico
“Conjunto indissociável de sistemas de
objetos (redes técnicas, prédios, ruas) e de
sistemas de ações (organização do trabalho,
produção, circulação, consumo de
mercadorias, relações familiares e cotidianas)
que procura revelar as práticas sociais dos
diferentes grupos que nele produzem, lutam,
sonham, vivem e fazem a vida caminhar.”
(Milton Santos)
O espaço é perceptível, sensível, porém
extremamente difícil de ser limitado, quer por
dinâmica, quer pela vivência de elementos
novos e elementos de permanência. Apesar de
sua complexidade, ele apresenta elementos de
unicidade. Interferem nos mesmos valores, que
são atribuídos pelo próprio ser humano e que
resultam numa distinção entre o espaço
absoluto – cartesiano – uma coisa em si mesmo,
independente; e um espaço relacional que
apresenta sentido (e valor) quando confrontado
a outros espaços e outros objetos.
Paisagem
Unidade visível do arranjo espacial, alcançado
por nossa visão.
Contém elementos impostos pelo homem por
meio de seu trabalho, de sua cultura e de sua
emoção. Nela se desenvolve a vida social e,
dessa forma, ela pode ser identificada
informalmente apenas, mediante a percepção,
mas também pode ser identificada e analisada
de maneira formal, de modo seletivo e
organizado; e é neste último sentido que a
paisagem se compõe como um elemento
conceitual de interesse da Geografia.
Lugar
Porção do espaço apropriável para a vida, que
é vivido, reconhecido e cria identidade.
Guarda em si mesmo as noções de densidade
técnica, comunicacional, informacional e
normativa. Guarda em si a dimensão da vida,
como tempo passado e presente. É nele que
ocorrem as relações de consenso, conflito,
dominação e resistência. É nele que se dá a
recuperação da vida. É o espaço com o qual o
indivíduo se identifica mais diretamente.
Território
Porção do espaço definida pelas relações de
poder, passando assim da delimitação natural
e econômica para a de divisa social. O grupo
que se apropria de um território ou se
organiza sobre ele cria relação de
territorialidade, que se constitui em outro
importante conceito da Geografia. Ela se
define como a relação entre os agentes sociais
políticos e econômicos, interferindo na gestão
do espaço.
A delimitação do território é a delimitação das
relações de poder, domínio e apropriação nele
instaladas. É portanto uma porção concreta. O
território pode, assim, transcender uma unidade
política, e o mesmo acontecendo com o
processo de territorialidade, sendo que este não
se traduz por uma simples expressão
cartográfica, mas se manifesta sob as relações
variadas, desde as mais simples até as mais
complexas.
Escala
Distinguem-se dois tipos ou duas visões
básicas: a escala cartográfica e a escala
geográfica. A primeira delas é,
a priori, uma
relação matemática que implica uma relação
numérica entre a realidade concreta e a
realidade representada cartograficamente. No
caso da escala geográfica, trata-se de uma
visão relativa a elementos componentes do
Para a escala cartográfica, é essencial
estabelecer os valores numéricos entre o fato
representado e a dimensão real do fato
ocorrente. No entanto, essa relação pode
pressupor a escolha de um grau de
detalhamento que implique a inclusão de fatos
mais ou menos visíveis, dentro de um processo
seletivo que considere graus de importância


espaço geográfico, tomada a partir de um
direcionamento do olhar científico: uma
escala de análise que procura responder aos
problemas referentes à distribuição dos
fenômenos.
para o processo de representação. No caso da
escala geográfica, o que comanda a seleção dos
fatos é a ordem de importância deles no
contexto do tema que está sendo trabalhado.
Há, nesse caso, uma seleção efetiva dos fatos a
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