Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia



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Biologia 3 Orientações Professor
ESPAÇO E CARTOGRAFIA
Um Islã, vários povos
Atualmente, o islamismo é a religião que mais cresce no mundo, com aproximadamente 1,6 bilhão de fiéis. A 
previsão é de que em 2050 essa doutrina reúna cerca de 2,8 bilhões de adeptos e seja professada em quase 
todos os países. Muitas pessoas associam o islamismo somente com a região do Oriente Médio, berço dessa 
religião. Contudo, o Islã é a principal crença da população em diversos países da África e da Ásia. Observe os 
mapas a seguir.
Mapas: ©DAE/Allmaps
Fonte: SCIENCES PO.
Atelier de Cartographie. Disponível em: monde-2006>. Acesso em: 18 mar. 2016.
Mapas: ©DAE/Allmaps
Fonte: SCIENCES PO.
Atelier de Cartographie.
Disponível em: le-monde-2006>. Acesso em: 18 mar. 2016.
Atividade cartográfica
Resolva os exercícios no caderno.


• 
Quais são os países com maior número absoluto de muçulmanos no mundo?
• 
Quais são os países com maior porcentual da população professando o islamismo?
• 
Existem países onde coincidam os dados anteriores, isto é, onde o número absoluto de muçulmanos 
também corresponda a um maior porcentual de seguidores do islamismo? Onde isso ocorre?
• 
Você conhece alguém em sua comunidade que professe o islamismo? Por que no Brasil o número de 
seguidores é tão pequeno? Converse com os colegas e o professor sobre isso.


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Origens da violência em nome de Alá
Há alguns anos, o mundo se acostumou a relacionar o mundo muçulmano com violência e terrorismo. 
Ainda que essa percepção seja desproporcionalmente criada, é preciso reconhecer que há relação entre 
o terror islâmico e o islã. Os integrantes do Estado Islâmico (como os da Al-Qaeda e de outros grupos 
jihadistas) têm motivações religiosas, agem em nome do Islã e acreditam estar representando seu 
credo, ainda que sua visão de mundo seja amplamente rejeitada no mundo árabe-muçulmano. Para 
contrapor a islamofobia, boa intenção de quem costuma negar a conexão entre o terrorismo e a 
religião, mais útil é examinar a relação entre o islã e o terror praticado em seu nome.
Como as outras religiões, o Islã tem escrituras vastas e contraditórias. Há no Corão e nos Hadith (o corpo
de relatos sobre a vida de Maomé) justificativas para a violência e a perseguição religiosa, mas também 
argumentos a favor da paz e da tolerância. O mesmo ocorre no Velho Testamento, que aprova o 
genocídio e a morte de inocentes, entre outras barbaridades, e no Novo Testamento, no qual Jesus 
Cristo recomenda a morte de quem recusa seu reinado.
No judaísmo e no cristianismo, prevalecem leituras interpretativas e alegóricas dos textos sagrados, mas
o mundo muçulmano está coalhado de literalismo e radicalismo. Por quê? A explicação está menos na 
religião e mais na história e na política.
Historicamente, o Oriente Médio é uma região dominada por potências estrangeiras. A luta contra o 
arbítrio externo teve diversas formas, mas ao longo do século 20 o Islã político galvanizou-se como uma 
das mais atrativas e, às vezes, a única possível, tendo em vista o autoritarismo dominante na região. 
Este movimento político-religioso passou por metamorfoses ao longo dos anos e produziu uma ala 
violenta, que prospera sob a bandeira do jihadismo.
Em parte, o apelo da “guerra santa” persevera porque é partilhado pela leitura intolerante do Islã 
professada e exportada pela Arábia Saudita – o salafismo, ou, na versão local, wahabismo. Também 
contribui para a força do jihadismo o fato de ele ter um significativo público passível de ser conquistado,
seja na Europa, onde a ideologia é capaz de suprir a desilusão de jovens alienados, ou no Oriente Médio,
onde é vista por alguns como uma alternativa crível para a falta de perspectivas imposta pelos Estados 
fracassados da região. [...]
LIMA, José Antonio. Islã e terrorismo.
Carta Capital, 30 nov. 2015. Disponível em: terrorismo-8313.html>. Acesso em: 18 mar. 2016.


Remy Gabalda/AFP
Após os atentados de Paris, muçulmanos saem em passeata de protesto em Toulouse, na França, em novembro de 2015. No 
cartaz, lê-se “Terrorista não é muçulmano”.


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