Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia


•  Trabalho e desemprego no Brasil



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Biologia 3 Orientações Professor
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Trabalho e desemprego no Brasil
À medida que o mercado brasileiro se abriu ao capital internacional, houve a dispensa de um 
grande contingente de trabalhadores, gerando o que os especialistas denominam
desemprego 
estrutural. Centenas de milhares de trabalhadores viram a sua profissão desaparecer: soldadores e 
torneiros mecânicos que trabalhavam em indústrias automobilísticas, por exemplo, perderam o 
emprego, com poucas perspectivas de retornar ao mercado de trabalho. Quem não teve a 
profissão inutilizada viu o número de vagas cair expressivamente: caixas e atendentes em agências 
bancárias, por exemplo, tiveram suas tarefas reduzidas. Vagas de emprego em segmentos clássicos 
de atividades econômicas deram lugar às novas tecnologias e aos sistemas informatizados, 
aplicados sobretudo no setor terciário da economia.
A especialização e o inchaço do setor terciário
O processo brasileiro de urbanização, caracterizado pelo crescimento populacional nas metrópoles 
e nas cidades médias, assim como pelo aumento do número de cidades, fez do setor terciário um 
dos principais segmentos de atividade econômica, responsável atualmente pela maior parte do PIB 
nacional. Observe o gráfico ao lado.
Gráfico: ©DAE
Fonte: The World Factbook. Central Intelligence Agency (CIA). Disponível em: factbook/index.html>. Acesso em: 23 mar. 2016.
O setor terciário absorveu uma porcentagem significativa da População Economicamente Ativa 
(PEA) dispensada do setor secundário, mas sua expansão resulta também do aumento da demanda
da população urbana por bens e serviços, assim como do farto desemprego estrutural causado pela
abertura da economia nacional ao capital internacional.
Nas metrópoles e nas cidades de porte médio, o comércio e os serviços tornaram-se mais 
diversificados e sofisticados com a instalação, por exemplo, de grandes redes bancárias, de 
empresas diversas – telefonia, transporte, assistência médico-hospitalar, lazer etc. –, de redes de 
distribuição de mercadorias e de estabelecimentos de ensino.


Rodrigo Lôbo/JC Imagem/Folhapress
Ainda que o fenômeno dos
shopping centers
venha se expandindo por todo o país, como pode ser visto por meio da fotografia 
acima, que mostra o interior de um
shopping center
na cidade de Recife, Pernambuco, em 2013, o Sudeste continua a abrigar 
cerca de 54% desses empreendimentos.


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Foi nesse contexto que surgiram no Brasil as redes de supermercados e de hipermercados, as 
grandes lojas de departamentos e os
shopping centers, erguidos em boa parte com capital 
estrangeiro. Esses segmentos do comércio varejista empregam hoje milhões de pessoas e 
respondem por 85% do abastecimento nacional de mercadorias de grande consumo (produtos 
alimentícios, eletrodomésticos, vestuário, itens de higiene etc.). Os
shopping centers
concentram 
principalmente o comércio varejista mais sofisticado, composto de butiques, restaurantes do tipo
fast-food
e cinemas, entre outros estabelecimentos. Em 2015 havia no país cerca de 538 desses 
centros comerciais, que geravam aproximadamente 1 milhão de empregos diretos e indiretos.

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