Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia


•  Globalização e desigualdades socioespaciais no Brasil



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Biologia 3 Orientações Professor
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Globalização e desigualdades socioespaciais no Brasil
Leia o título e o início da reportagem abaixo.
Classe A tem maior fatia da renda do país
2,5 milhões de famílias da classe A são responsáveis por 37,4% da massa da renda nacional
Disponível em: 
Acesso em: 16 mar. 2016.
O Brasil é uma nação com profundas desigualdades sociais, realidade constatada tanto por 
pesquisadores e estudiosos quanto pela população em geral. As desigualdades estão estampadas 
nas ruas das cidades e nas paisagens do campo, e são anunciadas diariamente nos noticiários de TV
e nas manchetes de jornais, como a reproduzida anteriormente. Mazelas sociais como a pobreza, a 
fome, o desemprego e a violência persistem em território brasileiro, ainda que o Estado tenha 
aberto a economia nacional à globalização. Vejamos, então, como tem se configurado esse 
processo em nosso país.
Consenso de Washington e a abertura da economia brasileira
Durante a década de 1980, a economia brasileira passou por uma profunda crise, com taxas anuais 
de crescimento baixíssimas, configurando um período denominado por alguns especialistas 
década perdida”.
A economia nacional encontrava-se estagnada em razão de diversos fatores: grande defasagem 
tecnológica em relação aos países desenvolvidos; aumento da dívida externa; pouca oferta de 
financiamento para atividades produtivas e para ampliação da infraestrutura;deficit
público 
elevado; inflação com índices alarmantes – no fim da década de 1980, os preços subiam 
diariamente. Observe os gráficos ao lado.
Gráfico: ©DAE
Fontes: DURAND, Marie-Françoise et al.
Atlas da mundialização. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 123; INSTITUTO de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 
Disponível em: . Acesso em: 16 mar. 2016.


Gráfico: ©DAE
Fonte: DURAND, Marie-Françoise et al.
Atlas da mundialização. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 123.
Foi nesse contexto econômico que, no início da década de 1990, o governo brasileiro decidiu 
adotar os postulados neoliberais do capitalismo internacional – base do processo de globalização –,
o que causou forte impacto na sociedade brasileira nos anos seguintes.
Pautando-se nesses postulados econômicos, o Estado passou a promover a abertura do mercado 
interno, diminuindo as barreiras protecionistas e, portanto, facilitando a entrada de mercadorias e 
investimentos externos, como aplicações financeiras, compra de empresas nacionais e participação
acionária. O objetivo dessas medidas era alcançar o crescimento econômico por meio da entrada 
de capital estrangeiro no país.
O governo justificava esse procedimento argumentando que proteger as empresas nacionais não 
estimulava o crescimento tecnológico da indústria brasileira. Alegava que, com a abertura do 
mercado interno, a concorrência proporcionaria maior


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desenvolvimento, além de promover a recuperação de alguns setores. Presumia-se assim que, por 
meio dessa estratégia, a economia brasileira ganharia competitividade, interna e externa, sem a 
necessidade de protecionismo e de subsídios.
O Brasil seguia, então, as determinações básicas da política econômica neoliberal, as quais 
constavam de um conjunto de medidas econômicas, elaborado em 1989, que recebeu o nome de

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