Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia


A globalização e a exclusão socioespacial



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Biologia 3 Orientações Professor
A globalização e a exclusão socioespacial
Sabe-se que o processo de globalização acentuou as desigualdades sociais pelo mundo nas últimas 
décadas. Em contrapartida, a melhoria de determinados aspectos socioeconômicos nos países mais
pobres tem sido atribuída ao acesso, viabilizado após a Terceira Revolução Industrial, a algumas 
tecnologias e a determinados tipos de bens de consumo. Segundo pesquisas, a expectativa de vida 
da população mundial passou de 60 anos, no início da década de 1970, para 71 anos, em 2013. 
Nesse mesmo período, a taxa de mortalidade infantil caiu de 100 para 32 de cada mil bebês 
nascidos vivos. Além disso, a proporção de crianças sem acesso à escola diminuiu 
aproximadamente 20% nesse período.
Pode-se afirmar que esses dados, utilizados para caracterizar os benefícios decorrentes da 
globalização, resultam, na realidade, de lampejos de crescimento econômico que vêm ocorrendo 
em determinadas regiões do mundo subdesenvolvido, sobretudo em certos países da Ásia. No país 
mais populoso do mundo, a China, desde que o governo implantou o chamado socialismo de 
mercado, a economia cresceu a taxas médias de 10% ao ano, o que implicou a melhoria da 
qualidade de vida de aproximadamente 270 milhões de pessoas, que passaram a ter acesso a uma 
infinidade de bens de consumo.
A Índia, segundo país mais populoso do planeta, abriu suas portas ao capital internacional no 
começo da década de 1990, apresentando crescimento médio, a partir de então, de 7% ao ano. 
Isso resultou na inclusão de cerca de 200 milhões de habitantes no mercado consumidor e na 
melhoria do padrão de vida de uma parcela razoável da população.
Processo semelhante ocorreu com os
Tigres Asiáticos
(Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan e 
Cingapura), que em apenas duas décadas deixaram a condição de pobreza para fazer parte do 
grupo das nações altamente industrializadas.
Entretanto, em outras partes do mundo subdesenvolvido as condições socioeconômicas não são 
essas. A renda
per capita
atual da maior parte dos países da África Subsaariana, por exemplo, é 
inferior à do fim da década de 1970. Muitos países da América Latina, como o Brasil, a Argentina, a 
Bolívia e a Venezuela, vivem sérias crises financeiras, o que agrava as condições socioeconômicas 
da parcela mais pobre de sua população. Também passa por dificuldades boa parte dos países ex-
socialistas do Leste Europeu e da antiga União Soviética. Como vimos no Capítulo 3, com o fim do 
socialismo houve nessas nações um conturbado processo de transição para a economia de 
mercado, com aumento da inflação, do desemprego e da violência, e consequente queda da 
qualidade de vida de uma significativa parcela da população.
Podemos concluir que a globalização, da mesma forma que proporciona a integração efetiva de 
diversas nações, favorece a consolidação do poder dos países centrais e a marginalização de 
determinadas regiões do mundo subdesenvolvido, apresentando-se, portanto, como um processo 
segregador do espaço geográfico mundial.


Shoults/Alamy/Fotoarena
Ainda que milhões de pessoas tenham melhorado seu nível de consumo nas últimas décadas, boa parte da população indiana 
permanece vivendo em condições extremamente precárias, como mostra a fotografia da cidade de Mumbai, na Índia, em 2016.


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