Geografia Espaço e identidade Levon Boligian, Andressa Alves 3 Componente curricular Geografia



Baixar 11.05 Mb.
Pdf preview
Página114/249
Encontro27.07.2022
Tamanho11.05 Mb.
#24382
1   ...   110   111   112   113   114   115   116   117   ...   249
geografia-espa-o-e-identidade-levon-boligian-andressa-alves-3-c compress
Biologia 3 Orientações Professor
• 
Os fluxos de mercadorias
No caso da circulação de pessoas e de mercadorias, são de grande importância os avanços nos
meios de transporte, como o desenvolvimento de aviões e navios cargueiros de grande porte, 
trens de alta velocidade e veículos automotores (caminhões e automóveis).
Os meios de transporte aéreo e rodoviário ganharam importância nos últimos anos, mas o 
transporte marítimo ainda é responsável pela maior parte do volume de cargas que circulam entre 
os continentes, formados principalmente por produtos manufaturados, agrícolas e energéticos 
(petróleo e carvão) e de matérias-primas minerais em geral. Observe o gráfico.
Gráfico: © DAE
Fonte: WORLD TRADE ORGANIZATION (WTO). International Trade Statistics – 2008 e 2015. Disponível em: . Acesso em: 1º mar 2016.


Página 139
O aumento da capacidade de tonelagem das embarcações e a expressiva redução dos custos do 
transporte marítimo no século XX viabilizaram a estratégia de fragmentação e de terceirização do 
processo produtivo das multinacionais. As empresas puderam implantar unidades de produção em 
diferentes pontos do planeta ou contratar empresas para produzir suas mercadorias, 
independentemente, por exemplo, da proximidade das fontes de matérias-primas ou dos 
mercados consumidores aos quais destinam seus produtos. É por essa razão que, como vimos no 
gráfico da página anterior, nas últimas cinco décadas a participação dos produtos manufaturados 
no total de mercadorias transportadas mundialmente apresentou crescimento.
Essa participação aumentou em volume e sobretudo em termos monetários, já que são 
significativas as exportações e as importações de produtos de alta tecnologia, como máquinas 
industriais, automóveis, peças eletrônicas e materiais relacionados à telecomunicação, cujo valor 
comercial é alto. Em contrapartida, ainda é expressivo no mercado mundial o comércio de 
mercadorias manufaturadas tradicionais – como os produtos de origem metalúrgica, têxtil e 
alimentar –, assim como a de produtos agrícolas (transportados em navios graneleiros) e de 
hidrocarbonetos (cujo transporte é feito por navios petroleiros).
Mapa: ©DAE/Allmaps
Fonte:
El Atlas de Le Monde Diplomatique. Valencia: Uned, 2012. p. 59.
Observe o mapa acima e identifique as regiões do planeta onde ocorrem os principais fluxos 
marítimos e os maiores tráfegos de contêineres.


John Philip Harper/Cultura Creative/AFP
Contêineres prontos para o embarque em um dos portos mais importantes e movimentados do mundo, Cingapura, em junho de 
2015.


Página 140
Geração de gigantes
Os dias de glória dos navios cargueiros estão de volta. Durante mais de três décadas, desde que a crise 
do petróleo decretou o fim da era dos superpetroleiros, a construção de cargueiros se tornou uma 
atividade pouco atraente do ponto de vista econômico. Em todo o mundo, os grandes estaleiros viviam 
à custa de subsídios governamentais. Nos últimos anos, esse quadro mudou. Com a explosão do 
comércio mundial e, principalmente, com a ascensão vertiginosa das exportações chinesas, estaleiros 
europeus e asiáticos produzem com força total. [...] A grande novidade é que os novos cargueiros pouco 
têm a ver com seus irmãos do passado. Muitos são gigantescos, as maiores embarcações já construídas 
pelo homem. Por outro lado, beneficiando-se das novas tecnologias, eles exigem apenas uma dúzia de 
tripulantes. Engana-se quem pensa que esses navios monumentais são beberrões de combustível – seu 
consumo é até 27% menor por tonelada na comparação com os cargueiros convencionais. Os novos 
cargueiros são largos demais para atravessar o Canal do Panamá, mas sua formidável capacidade de 
carga torna economicamente viável que deem a volta ao mundo em busca de seu destino. [...]
TEIXEIRA, Duda.
Veja, ed. 2001, p. 100-101, 28 mar. 2007. Disponível em: 
Acesso em: 1º mar. 2016.
Fábio Eugênio


Fonte: Disponível em: 
Acesso em: 14 maio 2016.
Stefan Hofecker/Alamy/Fotoarena
O navio porta-contêineres, da classe Triple-E, deixa o Porto de Rotterdam, na Holanda, em janeiro de 2016.


Página 141

Baixar 11.05 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   110   111   112   113   114   115   116   117   ...   249




©historiapt.info 2022
enviar mensagem

    Página principal