Geografia Ensino & Pesquisa, V. 15, n. 2, maio./ago


O geoprocessamento na elaboração de mapas



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O geoprocessamento na elaboração de mapas

temáticos do transporte de cargas:

Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto

Paranaíba/MG

24

|

ISSN 2236­ 4994

Já para Rosa e Brito (1996 apud Barros Silva, 2003), no Brasil, a diferenciação prática de

mapas e cartas é feita gradativamente de acordo com sua complexidade, sendo o mapa

considerado elemento cartográfico mais simples, enquanto a carta, um produto cartográfico mais

complexo.

Sendo o objetivo de nosso estudo a produção de aparato cartográfico para subsidiar

interpretações que mais se baseiam em localizações abrangentes do que na precisão espacial

das feições representadas e, por se tratar de escalas menores, preferimos enquadrar a

produção cartográfica desse estudo como “Mapas”. Além disso, tais mapas são produzidos a

partir de uma base cartográfica pré­definida, não se tratando de material cartográfico primário,

mas sim de nível secundário, tornando o uso do termo “Mapa Temático” mais condizente ao

estudo.


Os Mapas Temáticos são produtos cartográficos que se referem a um ou mais fenômenos

espacialmente representáveis (tema do mapa) oriundos de uma base cartográfica pré­definida,

ou seja, “utilizam outros mapas [cartas] como base”, sendo possível que “qualquer mapa que

apresente outra informação distinta da mera representação da porção analisada, possa ser

enquadrado como temático”. (FITZ, 2008, p.48)

Ainda segundo Fitz (2008), elementos constituintes dos mapas temáticos, tais como

informações completas sobre a base cartográfica, título, escala, sistema de coordenadas

(podem ser gratículas), referência do autor, fonte, etc., são fundamentais para caracterização do

mesmo. O autor ressalta, ainda, a grande diversidade tipológica de mapas temáticos, sendo que

a representação gráfica por meio de linhas e setas conexas entre pontos, enquadra­se na

categoria de “mapas de redes”. Quando esses mapas vêm acompanhados da espessura dessas

linhas e setas, constituindo­se como simbologia principal, enquadram­se nos chamados “mapas

de fluxos”. (FITZ, 2008, p.63)

Para relacionar os campos da Cartografia e do Geoprocessamento, Fitz (2008) procurou

voltar ao início da aplicação dos preceitos do CAD (Computer Aided Design – Desenho Assistido

por Computador) à ciência cartográfica, o que possibilitou o surgimento da chamada “Cartografia

Digital” ou mesmo CAC (Computer Assited Cartography – Cartografia Auxiliada por

Computador), que consiste em utilizar de técnicas computacionais para elaboração de cartas em

meio digital. Segundo o autor, o geoprocessamento “entendido como técnica que [...] busca a

realização de análises e cruzamento de informações georreferenciadas [...] apóia­se na

Cartografia digital para realizar a manipulação dos dados”(FITZ, 2008, p.108).

Neste sentido, Barros Silva (2003) também salienta a importância da Cartografia digital

neste processo, ao relatar que sua estrutura de dados, apesar de possuir poucas informações

sobre topologia em relação ao geoprocessamento, apresenta relevância por ser a base em que

o PI (Plano de Informação) será carregado e analisado no ambiente SIG (Sistema de

Informações Geográficas).

A respeito da definição de SIG, segue­se:


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