Gabriel camara ramos



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TCC

INTRODUÇÃO


O presente trabalho é uma pesquisa qualitativa bibliográfica, e visa analisar o processo de instalação do Engenho Central Rio Negro no município de Cantagalo no ano de 1886. São mencionados alguns dos seus principais sócios, e as tentativas destes em diversificarem seus investimentos que estavam ligados a atividade cafeeira. Também serão apresentados os rendimentos alcançados em suas primeiras safras, o crescente acúmulo de dívidas da companhia que levou a sua dissolução três anos após sua inauguração, e a tentativa por parte de alguns de seus acionistas em constituir uma nova sociedade para dar prosseguimento as atividades do engenho.

A fim de que se possa compreender as causas que levaram a construção do Engenho Central Rio Negro, será analisado o processo de modernização do setor açucareiro brasileiro no final do século XIX, por meio da política do governo imperial que buscava incentivar os empreendedores a investirem seus recursos financeiros na fundação dos engenhos centrais. Além disso, são apresentados alguns dos engenhos centrais que foram instalados no Brasil no período, e os problemas encontrados que impediam o bom desempenho da produção.

Para melhor compreensão, o trabalho está dividido em três capítulos, que abordam assuntos deste tema. O primeiro capítulo busca tratar a política de modernização do setor açucareiro, fazendo uma análise do mercado mundial do açúcar no período, e a posição que o Brasil ocupava frente a esse mercado. Será discutido as causas que levaram a esse processo de modernização através da política do governo imperial pelo decreto nº 2687. Também são apresentadas as discussões a respeito das origens dos capitais empregados na construção dos engenhos centrais.

O segundo capítulo aborda alguns dos principais engenhos centrais instalados no Brasil, fazendo uma análise do processo de fundação, os investimentos feitos pelos seus diretores e sócios, os problemas enfrentados, e os motivos que levaram as dissoluções das companhias. São apresentados ao todo 12 engenhos centrais, que foram instalados nas províncias do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

O terceiro e último capítulo aborda o processo de fundação do Engenho Central Rio Negro no município de Cantagalo. É analisado as caraterísticas de alguns de seus sócios fundadores, e apresentado os resultados obtidos em suas primeiras safras, relatando tanto os aspectos positivos no que diz respeito a significativa qualidade de seus produtos, assim como as dificuldades financeiras encontradas já nos primeiros anos de existência.

Para realização dessa pesquisa, usei como fontes teses de dissertações de mestrado e doutorado de MEIRA (2007; 2009; 2012), MELO (2009), FARIA (1986), GLAUBER (2007), RODRIGUES (2012), CUNHA (2004), MARRETO (2019) e QUEDA (1972), que foram um importante referencial teórico na construção desse trabalho, proporcionando o acesso de forma indireta a outros autores que abordam essa temática. Além disso, cito autores renomados para discutir a respeito do assunto, como PERRUCI (1976), DÉ CARLI (1942), PRADO (2000), VIANA (1981), PRADO JÚNIOR (1976) e EUL SOO-PANG (1979).

Devido à dificuldade de ter acesso a documentos originais do Engenho Central Rio Negro, em razão do contexto de pandemia existente, utilizei os periódicos disponíveis na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional. Tais periódicos também tiveram grande utilidade para buscar informações de outros engenhos centrais. As únicas fontes primárias empregadas neste trabalho foram o inventário do barão de Nova Friburgo e o documento de apelação comercial da Companhia Engenho Central Rio Negro feito pelo conde de Nova Friburgo, cedidas gentilmente em versão parcial pela historiadora Maria Janaína Botelho.

No final deste trabalho, o leitor será capaz de compreender as causas que levaram a esse processo de modernização do setor açucareiro, e quais são os principais motivos apontados por diversos autores para o fato dessa política não ter alcançado os resultados esperados pelo governo e nem pelos senhores de engenho que se empenharam na construção das novas unidades produtivas mecanizadas. Também irá proporcionar melhor compreensão a respeito do Engenho Central Rio Negro, visto que os trabalhos existentes que tratam sobre este engenho não fazem uma análise profunda de sua construção nem do processo de liquidação da companhia.



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