Física para o Ensino Médio Gravitação, Eletromagnetismo e



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Fisica para o Ensino Medio Gravitacao Eletromagnetismo e Fisica Moderna
CAMPO ELÉTRICO
CAPÍTULO 4
 Vimos no Capítulo 1 o conceito de campo gravitacional. Pode-
mos também definir o campo elétrico como uma região de influência em 
torno de uma ou mais cargas elétricas. Então, podemos dizer que: 
um 
corpo eletrizado cria ao seu redor um campo elétrico. Cada ponto 
desse campo é caracterizado por um 
vetor campo elétrico, sendo que 
qualquer outra carga colocada nesse ponto ficará submetida a uma força 
elétrica. O campo deve ser chamado de vetor porque possui orientação, 
além de seu módulo e unidade. No caso de partículas carregadas ele-
tricamente, podemos observar o fenômeno de atração e de repulsão, 
diferentemente do campo gravitacional que apresenta apenas atração. 
No entanto, tanto o campo gravitacional quanto o elétrico diminuem de 
intensidade à medida que nos afastamos da fonte do campo. O conceito 
de campo elétrico é tão importante que, quando um corpo sofre a ação 
de uma força elétrica, dizemos que ele está, na verdade, sob a ação de 
um campo elétrico. 
Vamos definir o vetor campo elétrico 
E

 gerado por uma partícula 
carregada como a razão entre a força 
F

 e o valor da sua carga q:
 
 Como 
F

 é dada em newtons, e q é dada em coulombs, a unidade 
de campo elétrico é N/C. Um campo de 1 N/C significa que uma partícula 
de 1 C sofrerá uma força de 1 N. Lembremos da definição de campo 
gravitacional, cuja unidade é o N/kg.
 
Para determinar a intensidade e orientação do campo elétrico 
gerado por uma carga q lançamos mão de um artifício que chamamos 
de carga de prova. Esta carga possui módulo q
0
, que é muito menor 
que a carga q, de forma a não distorcer o campo gerado por q. Por 
convenção, definiu-se que o sinal da carga de prova é positivo. Assim, 
q
F
=
E




Física para o Ensino Médio – Campo elétrico
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quando uma carga de prova for colocada no campo gerado por uma 
carga positiva, ela sofrerá uma força para longe da carga . Já se a 
carga de prova for colocada no campo gerado por uma carga negativa, 
ela sofrerá uma força na direção da carga. Ao varrer com q
0
 toda a vi-
zinhança em torno de q, é possível mapear para onde aponta a força 
elétrica  em  cada  ponto  do  espaço.  Com  isto,  podemos  definir  o  que 
chamamos de linhas de força, que nada mais são que linhas indicando 
a direção que apontaria a força se uma carga elétrica positiva estivesse 
sujeita àquele campo elétrico. Esta definição foi proposta pelo físico in-
glês Michael Faraday (1791-1867). Abaixo, representamos as linhas de 
força de uma carga positiva isolada e de uma carga negativa isolada.
 
Se aproximarmos duas cargas elétricas uma da outra, as linhas 
de força tendem a se curvar, como se houvesse atração ou repulsão 
entre as linhas, dependendo do sinal das cargas.
 
As linhas de campo nunca se cruzam. Vamos entender por 
quê. Imagine uma linha de campo como a mostrada na figura abaixo. 
Se quisermos descobrir para onde apontará a 
força sobre uma carga de prova que for coloca-
da no ponto P, basta tomar a reta tangente no 
respectivo ponto.
 
E se fosse possível que duas linhas de for-
ça se cruzassem? Vamos imaginar o que aconte-
ceria. Na figura ao lado, qual das tangentes esco-
lheríamos para representar a força no ponto P? A 
tangente à linha da direita ou a tangente à linha 
da esquerda? Chegamos a uma ambiguidade. 
Portanto, tal fato não pode ocorrer. 
 
Assim, se tivermos duas partículas de mesmo módulo de carga, 
uma próxima da outra, teremos um campo elétrico conforme as figuras 


Prof. Cássio Stein Moura
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abaixo. Se observarmos as figuras, vemos que nas regiões muito próximas 
das cargas as linhas estão muito próximas umas das outra, ou existe uma 
densidade maior de linhas próximo das cargas. Interpretamos a maior den-
sidade de linhas como uma maior intensidade de campo. Nas regiões longe 
das cargas, as linhas são mais rarefeitas e o campo é mais fraco. 
 
Podemos dizer que as linhas de campo “nascem” nas cargas 
positivas e “morrem” nas cargas negativas.
 
Se aproximarmos duas grandes placas metálicas, 
sendo uma carregada positivamente e outra negativamen-
te, podemos gerar um campo elétrico uniforme. Neste tipo 
de campo, as linhas são todas paralelas e à mesma distân-
cia umas das outras, indicando que o campo tem sempre o 
mesmo valor em qualquer ponto entre as placas.


Física para o Ensino Médio – Campo elétrico
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Agora que entendemos bem a característica geométrica do campo 
elétrico, vamos estudar o comportamento de sua intensidade. Se substi-
tuirmos na definição de campo elétrico a fórmula de Coulomb para a força, 
é fácil ver que o campo elétrico pode ser expresso por:
 
Desta forma, podemos calcular a intensidade do campo elétrico 
em um ponto P a uma distância d da carga geradora do campo. Quanto 
maior for q, mais intenso será o campo e, quanto mais distante o ponto 
estiver da carga, mais fraco será o campo.
 
Assim, definimos completamente o campo elétrico como possuin-
do uma orientação e um módulo, o que é necessário por ser uma gran-
deza vetorial. Se várias cargas estiverem próximas umas das outras, 
o campo resultante no ponto P será dado pela soma vetorial de cada 
campo individual:
Exemplo:
1. Uma gotícula de água carregada positivamente com 5 μC encon-
tra-se no ar seco. Quanto vale o campo elétrico a uma distância de 10 
cm da gotícula?
 

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