Formação continuada de professores: construindo possibilidades para o ensino do



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dificuldade. [...] eu tenho dificuldade em demonstrar, não sei fazer várias 

coisas [...]. Dardo eu não trabalho porque eu morro de medo dos meninos 

baterem o cabo de vassoura uns nos outros. Nada que possa, a possibi-

lidade de desviar não faço, dardo eu não trabalho de jeito nenhum (P1).

[...] não esbarra só na quadra né? O espaço de guardar, porque as vezes 

a gente não tem sala pra guardar [...]. Como todo mundo, eu enfrento as 

mesmas dificuldades é, com relação a material. Então aqui a gente vai 

pelo que é mais fácil primeiro. Então, o ciclo I vai ficar com as corridas, 

já é mais tranquilo. Ainda assim, adaptar a ideia de pista ainda é um 

pouco complicado (P4).

[...] para trabalhar o atletismo precisaria pelo menos de uma minipista, 

um espaço pra fazer os saltos, que seria a estrutura dos colchões, tatame 

e tal. Oferecer o menor risco possível de se machucar, as escolas não 

têm. [...] tem algumas coisas que praticamente a gente elimina por conta 

desses riscos (P6).

GEMENTE, F. R. F.; MATTHIESEN, S. Q. Formação continuada de professores: construindo...

Educar em Revista, Curitiba, Brasil, v. 33, n. 65, p. 183-200, jul./set. 2017

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As provas que eu tenho trabalhado são as corridas e os saltos. Ainda não 

trabalhei as provas de arremesso e lançamentos por falta de materiais 

adequados pra esta prática. Quando não é a falta de materiais me deparo 

com a falta de estrutura. Em alguns casos com a própria falta de formação 

em relação a algumas provas como salto em altura (P9).

Os relatos dos professores confirmam que a falta de estrutura física e de 

materiais são as principais dificuldades no trabalho com o atletismo nas aulas 

de Educação Física escolar, reforçando os apontamentos de Lecina e Rocha Jr. 

(2001), Silva, A. C. L. (2005), Matthiesen (2005, 2007), Meurer, Schaefer e 

Miotti (2008) e Arruda (2012). Devido às lacunas da formação inicial, os pro-

fessores não se sentiam capazes de superar a falta de estrutura das escolas, não 

encontrando muitas possibilidades para a utilização e confecção de materiais 

que pudessem proporcionar a vivência e a construção de conhecimentos em 

torno do atletismo. 

Diante dessas constatações, destacamos a necessidade de oferecer cursos de 

formação continuada a professores direcionados ao atletismo, uma vez que tanto 

os professores participantes desta pesquisa como os professores investigados 

por Arruda (2012), todos pertencentes à rede municipal de Goiânia, mencionam 

a falta de oferta de cursos de formação direcionado à área de Educação Física, 

de maneira geral, e ao atletismo, de maneira específica, fato que fica claro na 

fala do professor (P18):

A princípio me interessei pelo curso pois esta foi a primeira iniciativa de 

cursos destinados a professores de Educação Física da rede municipal. 

Há muito venho solicitando esse tipo de iniciativa (P18).

Diante desses dados, destacamos a importância de iniciativas nesse sentido

como é o caso do Projeto de Extensão PRORROGAÇÃO desenvolvido pela 

Faculdade de Educação Física da UFG/Goiânia, em parceria com a Secretaria 

Municipal de Educação de Goiânia – SME, que oferece cursos de formação 

continuada com diferentes conteúdos da Educação Física para os professores 

e do projeto de extensão desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás – 

Campus Catalão, que proporciona formação continuada para os professores da 

rede municipal (ARRUDA; OLIVEIRA; SILVA, 2011). Afinal entendemos que 

é a partir de cursos de formação continuada que os professores poderão superar 






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