Folheto Capitaes Areia N7



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Capitaes de Areia - objetivo


Folheto_Capitaes_Areia_N7 07.08.09 14:53 Página I


Folheto_Capitaes_Areia_N7 07.08.09 14:53 Página II


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JORGE AMADO
(Itabuna, 1912 – Bahia, 2001)
VIDA
Jorge Amado situa-se literariamente na Segunda
Geração Modernista (1930–1945), na vertente do romance
neorrealista regionalista As narrativas desse grupo de
escritores analisam as estruturas sociais da realidade
nordestina, isto é, o conflito do homem com o meio
geográfico e social.
Na prosa neorrealista, também chamada de romance
de 30, é marcante o vigor das expressões populares, isto
é, o registro que incorpora a fala nordestina. É perceptível
certa falta de rigor não só com a concepção da estrutura do
romance, mas também com o próprio fluxo narrativo, bem
à vontade, como se o escritor fosse apenas um contador de
histórias, como se vê principalmente nas obras de José
Lins do Rego e de Jorge Amado. A linguagem coloquial é
a herança perceptível da Primeira Geração Modernista
(1922–1930) no romance neorrealista. 
O registro ou variante popular é recorrente no diálogo
da obra de Jorge Amado. É reiterada a mistura do
tratamento de segunda pessoa (tu) com o de terceira
pessoa. Esse tom coloquial, o erotismo e uma visão
idealizada, simplista e populista da exclusão social
tornaram extremamente acessível a leitura da obra de
Jorge Amado. Segundo Alfredo Bosi, “Jorge Amado é
fecundo contador de histórias regionais (...) voltado para
os marginais, os pescadores e os marinheiros da sua terra
que lhe interessam enquanto exemplos de atitudes vitais:
românticas e sensuais... A que, vez por outra, emprestaria
matizes políticos. (...) Cronista de tensão mínima, soube
esboçar largos painéis coloridos e facilmente comuni -
cáveis que lhe franqueariam um grande e nunca des -
medido êxito junto ao público. Ao leitor curioso e glutão
a sua obra tem dado de tudo um pouco: pieguice e volúpia
em vez de paixão; estereótipos em vez de trato orgânico
dos conflitos sociais, pitoresco em vez de captação
estética do meio; tipos folclóricos em vez de pessoas,
descuido formal a pretexto de oralidade (...). O populismo
literário deu uma mistura de equívocos e o maior deles
será, por certo, o de passar por arte revolucionária.”

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