Filipa lowndes vicente a a rte sem his



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Josefa de Óbidos,
 
Santa Maria Madalena,
 
c. 1650, óleo sobre cobre, Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra. 
140.
    Luísa Capucho Arruda e Aline Gallasch HallMulheres do Século XVIII. 
Pintoras portuguesas
 (Lisboa: Ela por Ela, 2006). 
FO R A DA O R D E M



105
3.
Da excepção à exclusão: o século XVIII, 
as academias e as mulheres artistas
Da Itália para o resto da Europa
Depois do predomínio italiano e norte-europeu em relação à quanti-
dade de mulheres artistas, o século XVIII assiste a uma diversificação 
geográfica, mas também a uma crescente centralidade da França como 
palco da produção artística no feminino. Encontram-se exemplos de 
mulheres pintoras para todos os países da Europa, apesar de se conti-
nuar a saber muito mais em relação a alguns países do que a outros. E, 
embora a crescente tendência da história da arte para perspectivas te-
máticas e transnacionais tenha vindo a questionar as abordagens muito 
centradas na nação, o facto de existirem tradições historiográficas na-
cionais distintas continua a fazer com que se escreva mais sobre estes 
assuntos nuns lugares do que noutros. 
O facto de Vigée-Lebrun ser francesa e de ter suscitado o interes-
se de muitos autores, logo no século XVIII como nas últimas décadas, 
terá contribuído para o protagonismo francês. A pertinência do caso 
francês é também indissociável das suas transformações políticas e dos 
modos como elas afectaram as instituições artísticas. Ainda no século 
XVII, em 1663, a Académie Royale de Peinture et Sculpture parisiense 
foi inaugurada com o propósito de acolher qualquer artista de méri-
to, independentemente do seu género, mas décadas depois, em 1706, 
a abertura inicial foi contrariada com o veto explícito à entrada de mais 
mulheres
141
. Numa outra alteração às regras de acesso, realizada em 
1770, decidiu-se restringir a quota feminina a quatro membros: por 
um lado, evitavam-se os problemas que um veto total poderia provocar 
(apesar de que só mais tarde é que este tipo de discriminações começou 
a ser denunciado publicamente); por outro lado, reforçava-se a ideia de 
excepcionalidade da criatividade artística feminina. Outra das regras 
instituídas durante este período consistiu em proibir às mulheres que 
fossem copiar quadros no Louvre, com o argumento de que poderiam 
distrair os outros homens artistas ali presentes

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