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    Carlo Cesare Malvasia, Felsina Pittrice. Vite dei pittori bolognesi, p. 609. FO R A DA O R D E M



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    Carlo Cesare Malvasia, Felsina Pittrice. Vite dei pittori bolognesi, p. 609.
FO R A DA O R D E M


A A RTE S E M H I STÓ R I A
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“descobriu” o seu trabalho, numa viagem à Europa nos anos 1960, ve-
rificou como era difícil encontrar informações sobre Clara Peeters ou 
sobre qualquer outra artista mulher. Como resultado desta constata-
ção, começaram a comprar apenas pintura realizada por mulheres, até 
formarem uma colecção que veio dar origem ao primeiro museu do 
mundo dedicado somente a obras de arte femininas
121

Arte e ciência
Um pouco por toda a Europa, as mulheres também começaram a estar 
presentes no encontro entre a arte e a ciência. No desenho de história 
natural, destacamos o trabalho de Maria Sibylla Merian (1647-1717) 
que, sendo coleccionadora de espécimes de história natural, produziu 
inúmeras “naturezas-mortas” científicas
122
. As expedições e investiga-
ções científicas que a levaram ao Suriname, colónia holandesa, foram 
inseparáveis do seu trabalho de desenho de plantas e insectos, arte que 
ensinou à sua única filha. Algum tempo depois, encontramos o exem-
plo de uma mulher a produzir uma outra forma de arte científica que, 
fundindo a escultura com a medicina, criava modelos anatómicos em 
cera
123
. Anna Morandi Manzolini (1714-1774), frequentemente in-
cluída na genealogia de mulheres artistas bolonhesas, casou com um 
especialista em esculturas de cera para uso médico e logo se notabili-
zou nesta arte muito popular na Itália do século XVIII
124
.
As suas mãos hiper-realistas, a mostrar as diferenças musculares 
entre uma mão em repouso e outra em tensão, conseguem revelar uma 
teatralidade do gesto sem renegar a sua utilidade científica. A sua vasta 
produção escultórica de fragmentos anatómicos, revelando o exterior 
121.
    Nancy G. Heller, ed., Women Artists. Works from the National Museum of 
Women in the Arts
 (Nova Iorque: Rizzoli, 2000), p. 14.
122.
    Natalie Zemon Davis, “Metamorphoses. Maria Sibylla Merian”, Women 
on the Margins: Three seventeenth century lives
 (Cambridge, Mass.: Harvard 
University Press, 1995), pp. 140-202.
123.
    São inúmeras as colecções setecentistas italianas de ceras anatómicas, 
constituídas para uso da medicina. Além da colecção universitária bolonhesa do 
Palazzo Poggi onde se encontra a obra de Manzolini, poderíamos referir o Museu 
Florentino La Specola que, tendo nascido no contexto do ensino universitário da 
anatomia no século XVIII, hoje continua ligado à universidade de Florença.
124.
    Foi publicada recentemente uma biografia sobre ela: Rebecca 
Messbarger, The Lady Anatomist. The life and work of Anna Morandi Manzolini 
(Chicago e Londres: The University of Chicago Press, 2010); Angela Ghirardi, 
“Women artists of Bologna: the self-portrait and the legend from Caterina Vigri 
to Anna Morandi Manzolini (1413-1774)”, Lavinia Fontana of Bologna, pp. 45-47.  



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