Filipa lowndes vicente a a rte sem his


,  tornando-se  “instrumentos  de  reflexão” no âmbito alargado da análise cultural 65



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,  tornando-se  “instrumentos  de 
reflexão” no âmbito alargado da análise cultural
65

Ao colocar algumas questões à própria disciplina da história da 
arte, e não apenas à arte enquanto objecto de estudo, as perspectivas 
feministas vieram contribuir para as interrogações mais generalizadas 
com que o pós-modernismo confrontou as categorias do saber. Mais 
concretamente, o feminismo alterou decisivamente uma das premis-
sas da própria disciplina – uma história da arte que decidia o que é que 
tinha qualidade deu lugar a uma disciplina que analisa os processos 
que atribuem qualidade. De uma história da arte monolítica que se 
apresentava de forma inquestionável, passou-se para uma história que 
responde aos desafios das muitas interrogações que as ausências das 
mulheres suscitam. Claro que as respostas, mesmo no interior de um 
pensamento feminista, foram múltiplas, mas uma posição é unânime: 
não  chega  acrescentar  nomes  de  mulheres  aos  discursos  já  existen-
tes, não chega descobrir artistas, se não se fizerem novas perguntas à  
própria disciplina. 
Indissociável destas diferentes abordagens da história da arte é a 
existência, crescentemente assumida, de múltiplos feminismos – não 
somos  a  mulher,  mas  as  mulheres.  Somos  diferentes,  e  à  diferença 
sexual é necessário acrescentar outras diferenças, de etnia, naciona-
lidade,  experiência  ou  classe.  Mas  diferença  não  significa  exclusão,  
63 .
   Griselda Pollock, “Editor’s Preface. New Encounters. Arts, Cultures, 
Concepts”, Griselda Pollock, ed., Conceptual Odysseys. Passages to cultural analysis 
(Londres: I.B. Tauris, 2007), com uma introdução de Mieke Bal, p. xiv.
64.
    Foi Mieke Bal, a autora feminista que, em 1990, iniciou um projecto 
interdisciplinar de análise cultural, que escreveu sobre os “travelling concepts”.
65.
    Griselda Pollock, “Editor’s Preface. New Encounters. Arts, Cultures, 
Concepts”, Griselda Pollock, ed., com uma introdução de Mieke Bal, Conceptual 
Odysseys. Passages to cultural analysis
 (Londres: I.B. Tauris, 2007), p. xv.

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