Filipa lowndes vicente a a rte sem his



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    Griselda Pollock, “A política da teoria: gerações e geografias na teoria 
feminista e na história das histórias da arte”, Ana Gabriela Macedo, ed., Género, 
Identidade e Desejo. Antologia crítica do feminismo contemporâneo 
(Lisboa: Edições 
Cotovia, 2002), pp. 191-220.
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    Griselda Pollock, “A política da teoria: gerações e geografias na teoria 
feminista e na história das histórias da arte”, Ana Gabriela Macedo, ed., Género, 
Identidade e Desejo. Antologia crítica do feminismo contemporâneo 
(Lisboa: Edições 
Cotovia, 2002), pp. 191-220, p. 196.


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Depois de traçar um percurso sobre a construção do seu pro-
grama universitário de feminismo e artes visuais, dando ênfase aos 
seus avanços e recuos, Pollock explica como acabou por propor três 
grandes núcleos: 1) Feminismo e cultura: perspectivas teóricas; 2) 
Feminismo, arte, história; 3) Feminismo e prática nas artes visuais: 
configurações do feminino. De igual modo, sugeriu uma metodolo-
gia de análise composta por cinco abordagens teóricas: sociais, his-
tóricas, ideológicas, textuais e teorias do sujeito. Afinal, argumentou, 
a aparente distância da história da arte em relação a estas esferas ser-
vira, durante demasiado tempo, para encobrir o eurocentrismo e a 
hegemonia patriarcal de que a disciplina também era feita. Em 1973, 
Griselda Pollock convidou Linda Nochlin para fazer uma conferên-
cia no prestigiado centro de história da arte londrino, o Courtauld 
Institute. Segundo Pollock, “foi a primeira palestra feminista que aí 
foi proferida, a primeira vez que as mulheres artistas aí foram nome-
adas e tomadas a sério”. 
Hoje, tanto Linda Nochlin como Griselda Pollock continuam 
activas, mas o seu trabalho sofreu as transformações de quem conti-
nua atento ao mundo que as rodeia com uma visão tão crítica como 
activa. Nos títulos dos seus livros, já não estão as palavras “feminis-
mo” ou “mulheres”, mas uma perspectiva feminista continua inscrita 
em todas as linhas e entrelinhas das suas abordagens. Linda Nochlin, 
por exemplo, colaborou num livro publicado recentemente sobre fo-
tografia e vídeo no Japão, analisando o trabalho da artista japonesa 
Miwa Yanagi, dedicado sobretudo à situação das mulheres no mun-
do  contemporâneo
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.  Contextualizando-o  no  âmbito  de  algumas 
investigações académicas sobre os contos infantis, sobretudo com a 
história do Capuchinho Vermelho, Nochlin compara o trabalho da 
artista japonesa com outras representações realizadas por duas mu-
lheres artistas contemporâneas: o conjunto de seis imagens em pas-
tel da Paula Rego, 
Little Red Riding Hood Suite, e as esculturas da Kiki 
Smith. Na ironia com que Paula Rego reinventa o Capuchinho Ver-
melho, Nochlin identifica um “feminismo revisionista evidenciado 
com insistência sardónica”: a projecção de um ego feminino forte,  
54.
    Linda Nochlin, “Black, White, and Uncanny: Miwa Yanagi’s Fairy Tale”, 
Christopher Phillips e Noriko Fuku, eds., Heavy Light. Recent photography and video 
from Japan
 (Nova Iorque: International Center for Photography; Steidl, 2008), pp. 
232-241. 

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