Filipa lowndes vicente a a rte sem his


    Deborah Cherry, Painting Women. Victorian women artists (Londres e Nova  Iorque: Routledge, 1993), p. 5. 45



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44.
    Deborah Cherry, Painting Women. Victorian women artists (Londres e Nova 
Iorque: Routledge, 1993), p. 5.
45.
    Gyan Prakash, “Subaltern Studies as postcolonial criticism”, Catherine 
Hall, ed., Cultures of Empire. Colonizers in Britain and the empire in the nineteenth and 
twentieth centuries. A reader
 (Manchester: Manchester University Press, 2000), pp. 
120-136; Gayatri Chakrabarty Spivak, “The Rani of Sirmur: an essay in reading the 
archives”, History and Theory, 24 (1985), pp. 247-272. 
46.
    Griselda Pollock, “A política da teoria: gerações e geografias na teoria 
feminista e na história das histórias da arte”, Ana Gabriela Macedo, ed., Género, 
Identidade e Desejo. Antologia crítica do feminismo contemporâneo
 (Lisboa: Edições 
Cotovia, 2002), p. 212.


57
em que é levada a cabo. Assim, as discriminações em relação à cria-
tividade das mulheres têm lugar no passado, mas também no pre-
sente que constrói esse passado. Cabe, também, a uma abordagem 
feminista questionar a continuidade estática da história da arte, de 
movimento em movimento, de escola em escola, de estilo em estilo, 
para detectar roturas e descontinuidades feitas de nomes e obras 
eliminados por narrativas historicamente enraizadas. A obra de Mi-
chel Foucault e de outros teóricos foi determinante na criação de 
uma tal postura crítica, pois permitiu olhar para a história da arte 
como  uma  prática  discursiva  associada  a  espaços  específicos,  de 
museus a departamentos universitários
47

Para lá do artigo precursor de Nochlin, que enunciou muitas 
das questões que seriam debatidas nas décadas seguintes, uma das 
formas  assumidas  pela  abordagem  feminista  da  história  da  arte, 
desde os anos 1970, foi precisamente a de analisar casos específicos 
de mulheres artistas, quase sempre desconhecidas. Esta abordagem 
tende a seguir três dos modelos mais comuns de análise: os textos 
monográficos, onde se aprofunda o caso de uma única artista
48
; os 
livros  ou  capítulos  de  livros  sobre  a  presença  das  mulheres  num 
movimento artístico ou num período e espaço geográfico especí-
ficos
49
; e as histórias da arte gerais, talvez as mais comuns na dé-
cada de 70, em que as mulheres artistas ocidentais são recolocadas  
no  texto-matriz  já  existente,  com  a  sua  perspectiva  cronológica  
de estilos.
47.
    Michel Foucault, L’Archéologie du Savoir (Paris: Éditions Gallimard, 1969); 
Tony Bennett, The Birth of the Museum. History, theory, politics (Londres: Routledge, 
1995).
48.
    Exemplos de uma abordagem monográfica poderiam ser: Sarah Bradford, 
Lavinia Fontana: A painter and her patrons in sixteenth-century Bologna 
(New Haven: 
Yale University Press, 2003); R. Ward Bissel, Artemisia Gentileschi and the Authority 
of Art: Critical reading and catalogue raisonné
 (Pensilvânia: Pennsylvania State 
University Press, 1999); M.D. Sherif, The Exceptional Woman: Elizabeth Vigée-Lebrun 
and the cultural politics of art
 (Chicago: University of Chicago Press, 1996); Gilian 
Perry, Paula Modersohn-Becker (Londres: The Women’s Press, 1979).
49.
    Exemplos de estudos onde se analisam as mulheres artistas de 
determinado grupo, movimento artístico ou período: Fredrika H. Jacobs, Defining 
the Renaissance Virtuosa. Women artists and the language of art history and criticism
 
(Cambridge: Cambridge University Press, 1997); Deborah Cherry, Painting 
Women. Victorian women artists
 (Londres e Nova Iorque: Routledge, 1993); Tamar 
Garb, Sisters of the Brush. Women’s artistic culture in late nineteenth century Paris 
(New Haven e Londres: Yale University Press, 1994); Shulamith Behr, Women 
Expressionists
 (Oxford: Phaidon, 1988); Whitney Chadwick, Women Artists and the 
Surrealist Movement
 (Londres: Thames and Hudson, 1985).

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