Filipa lowndes vicente a a rte sem his



Baixar 5.05 Mb.
Pdf preview
Página25/298
Encontro09.02.2022
Tamanho5.05 Mb.
#21513
1   ...   21   22   23   24   25   26   27   28   ...   298
14
. O percurso 
14.
    Estrella de Diego, “Figuras de la diferencia”, Valeriano Bozal, ed., Historia 


33
de um homem artista também está marcado pelo facto de ele ser um 
homem,  tal  como  é  indissociável  do  contexto  geográfico,  social  e 
cultural onde cresceu. Mas o ser “homem” nunca constititui um obs-
táculo ou uma limitação às possibilidades do seu percurso artístico  
porque,  ao  longo  da  história,  a  masculinidade  esteve  implícita  na  
prática artística. 
Em  estruturas  sociais  onde  as  diferenças  sexuais  eram  muito 
marcadas, como aconteceu globalmente até há pouco tempo, e conti-
nua a acontecer em muitos países, importa questionar, por um lado, 
de que forma é que isso marcou o trabalho das mulheres, a sua educa-
ção artística, a sua percepção crítica e a sua relação com instituições 
artísticas, e, por outro lado, de que modo é que o facto de ser mu-
lher influenciou a sua identidade historiográfica ou, simplesmente, 
a impossibilitou. Isto não significa, como já afirmei, identificar uma 
arte feminina, num exercício irrelevante que se pode transformar em 
mais um modo de particularizar e secundarizar a arte produzida por 
mulheres. Significa, sim, analisar de que forma é que a identidade se-
xual pode determinar um percurso artístico e mesmo a natureza da 
obra, algo que é visível em muitos momentos da história e que iremos  
explorando ao longo do livro.
Lisboa, Julho de 2011
de las Ideas Estéticas y de las Teorías Artísticas Contemporáneas
, vol. II (Madrid: Visor, 
1996), pp. 346-363. 

Catálogo: bitstream -> 10451

Baixar 5.05 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   21   22   23   24   25   26   27   28   ...   298




©historiapt.info 2022
enviar mensagem

    Página principal