Filipa lowndes vicente a a rte sem his



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333.
    Alicia Foster, Tate Women Artists (Londres: Tate Publishing, 2004), p. 7. 
Segundo a autora, estes dados não incluem o denominado Turner Bequest 
constituído por 30.000 obras).
334.
    Alicia Foster, Tate Women Artists, p. 9
335.
    Alicia Foster, Tate Women Artists, p. 11.
336.
    Sobre o encontro de uma abordagem feminista com a área da 
curadoria e dos estudos de museus: Sarah Hyde, Exhibiting Gender (Manchester 
e Nova Iorque: Manchester University Press, 1997); Jane R. Glaser e Artemis A. 


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No  fundo,  um  processo  semelhante  àquele  que  uma  abordagem 
feminista  provocou  na  história  da  arte.  Enquanto,  no  passado,  
a maior parte dos museus de arte apresentavam um cânone artís-
tico como sendo “o cânone”, cada vez mais os museus do presente 
assumem a subjectividade das escolhas daquilo que expõem, op-
tando até por renovar periodicamente as salas disponíveis ao pú-
blico ou preferindo uma divisão temática a uma cronológica, como 
forma de demonstrar esta premissa. De que forma é que os con-
textos de exposição de determinado objecto artístico determinam 
o seu significado? Quem é que observa o objecto e como é que ele 
é observado? De que modo é que os museus e outros espaços de 
exposição utilizam diferentes objectos nas construções ideológicas 
que “naturalizam”? 
Os  museus  de  antropologia  da  contemporaneidade  são  um 
bom exemplo dos modos como os museus tiveram de se confron-
tar com a sua própria história. Quase sempre produto de uma con-
juntura colonial que favorecia a acumulação e o estudo da cultura 
material das zonas colonizadas, bem como a sua divulgação perante 
um público cúmplice dos múltiplos processos de apropriação dos 
não-europeus,  os  museus  de  antropologia  que  chegaram  até  hoje 
dificilmente  poderão  ignorar  os  problemas  que  um  discurso  pós- 
-colonial lhes veio colocar. Obrigados a este confronto, têm optado 
por, além de “olharem” para os objectos das suas colecções, analisa-
rem criticamente a sua própria história, pensarem sobre si próprios e 
fazerem com que o visitante participe deste processo: por exemplo, 
explicando ao público o contexto em que as colecções foram forma-
das e os usos que lhes foram dados; revelando os critérios classifica-
tórios que presidiram à formação dos seus espólios e a sua relação 
com teorias científicas da época; ou relacionando os objectos em 
si com outras formas de estudo antropológico, como os relatos de 
viagem ou a fotografia. As discussões que subsistem nos nossos dias 
em relação aos modos mais adequados de expor a cultura material 
de “não-europeus” demonstram a consciência em relação à natureza 
ideológica destes discursos expositivos.
Zenetou, eds., Gender Perspectives. Essays on women in museums (Washington e 
Londres: Smithsonian Institution Press, 1994); Katy Deepwell, New Feminist Art 
Criticism. Critical strategies
 (Manchester: Manchester University Press, 1995), pp. 
62-100: secção “Curatorship and the art world”, composta por cinco artigos.

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