Filipa lowndes vicente a a rte sem his



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Museus e exposições: 
pensar as ausências, desconstruir os cânones 
Como é que os museus têm pensado sobre estas questões? Também 
aqui existem muitas diferenças nacionais, a contrariar as tendências, 
tão repetidas, de uma globalização de ideias e saberes. A cultura mu-
seológica e curatorial de alguns países tem muito mais consciência 
feminista do que a de outros países. Numa análise de exemplos con-
cretos  do  presente,  sobretudo  no  mundo  artístico  nova-iorquino 
contemporâneo, Maura Reilly conclui que “as estatísticas falam por 
si  mesmas”
332
.  Ao  investigar  as  mulheres  artistas  contemporâne-
as através do preço da arte, do rácio em museus e galerias, da sua 
presença em exposições temáticas e nacionais e da crítica jornalís-
tica, a autora afirma que os números persistem em demonstrar que 
“a luta pela igualdade está longe de estar concluída”. Mesmo depois 
de décadas de activismo anticolonial, de movimentos feministas e 
anti-racistas, o mundo da arte continua a ser dominado por um olhar 
euro-americano, branco, privilegiado e, sobretudo, masculino.
Pensemos  no  exemplo  das  colecções  da  Tate  (Tate  Britain  e 
Tate Modern, em Londres, Tate Liverpool e Tate St. Ives). As suas 
colecções, iniciadas no século XIX e ampliadas ao longo do sécu-
lo XX, são o produto típico da sua época no que refere à compra 
e exposição da produção artística de mulheres: as obras de arte de 
332.
    Maura Reilly, “Introduction”, Global Feminisms. New directions in 
contemporary art 
(Londres e Nova Iorque: Merrell, Brooklyn Museum, 2007), 
Catálogo de Exposição, pp. 15-45, p. 19.

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